“Em Portugal sou uma Lígia, aqui sou A Lígia. Sei que faço falta.”
“A Dona Lígia é muito boa patroa”.
Foram frases como essas que ao longo do documentário me foram revoltando.
Ao mesmo tempo que me revolta, sei que nenhum estrangeiro vai para Angola se não for para encontrar melhores níveis de vida do que no seu país, excepto refugiados de guerra. Não gostei da maneira como foi feita a reportagem, mas da TVI, espero sempre o pior.
Só espero que nós angolanos, em vez de só darmos valor aos que vêm de fora, comecemos a valorizar a nós mesmos, ajudando uns aos outros a ter uma vida saudável e não ajudando a todo e qualquer estrangeiro a enriquecer só porque é estrangeiro.
nao sei bem o que dizer …
mas concordo com o outro comentário…temos que começar a dar valor aos angolanos,aos donos da terra, senão Angola chamar-se-á Portugal *
Capitalismo selvagem, neo liberalismo, economia de mercado, etc., e podemos procurar outras definições, que em suma o resultado é Angola vive um periodo dificil na economia, pois nos somos de extremos, ou 8 ou 80, ou inflação descabida ou entao gastar tanto que nem sabemos o que fazer com ele, O Capital!.
Hoje voltei do extrangeiro (nosso pais vizinho - Namibia), onde temos um saco de 10kilos de batata a 4.99 USD, sendo que em luanda o mesmo saco custa 39.99 USD, voltei do extrangeiro, onde as ruas e avenidas são com 2 e 3 faixas para carros, voltei das obras de restruturação publica para aguas, electricidade e comunicação, todas elas feitas num fds, algumas com asfalto, voltei para esta parte de africa onde encontro a mesma a mão de obra é africana, com os mesmos genes, ocmo por exemplo os da última tribo guerreira que existiu em Angola, os cuanhamas.
Quando vi a reportagem não pude deixar de ficar… incomodada. Sem querer entrar em grandes pormenores quanto à qualidade de jornalismo que habitualmente é feita na TVI, penso que devemos focar-nos no conteúdo e quanto a ele, do meu ponto de vista, corresponde em grande à realidade de Luanda.
Muitos de nós conhecem “Donas Lígias” e outros casos de sucesso de investimento estrangeiro que, além de muito dinheiro, ganham também a qualidade de vida de sonho. O que eu quero sublinhar é que não devemos atacar a reportagem, por mais que nos envergonhe, revolte ou embarace, mas sim a realidade que ela retrata.
Estou convencida que Angola andará para a frente realmente é com a força dos angolanos. Mas gostava de chamar à atenção para um ponto. É preciso ter cuidado quando dizemos frases como “os donos da terra” e expressões do género porque é um terreno escorregadio, principalmente HOJE. A linha que nos separa de ideias mais xenófobas é muito ténue, nem sempre nas nossas cabeças mas muitas vezes com o nosso discurso. E é preciso ter muito cuidado com as palavras. Digo isto porque toda a conjuntura internacional tem dado sinais negativos nesse sentido. Vejam o caso do que está a acontecer na África do Sul e até mesmo na Itália.
Felizmente estamos muito longe disso, felizmente… Mas toda a sociedade instável está sujeita a esse tipo de perturbação.
Concordo com a Kukiela quando diz que temos de ter cuidados com frases como “donos da terra” e semelhantes. Realmente isso revela uma tendencia xenofoba que devemos a todo o custo evitar. Mais grave se torna, quando sabemos que Angola tb. e’ um pais de emigrantes! E por esse mesmo motivo, como queremos todos ser bem tratados quando somos recebidos num pais qq (de Namibia a Noruega) tb. devemos fazer o nosso melhor para receber os estrangeiros.
A forma como os Portugueses e outros estrangeiros sao tratados nao se pode dizer que esteja 100% errada, pois embora eles estejam la pelos motivos errados acabam por contribuir para a economia do pais e isso e’ bom. Agora, que isso nao signifique que menosprezemos os nacionais, e e’ aqui que reside o problema.
Acho que muito do preconceito estabelecido durante a era colonial ainda reside no pais (alias, em quase toda a Africa) e enquanto nao for erradicado da cabeca das pessoas, muitas D. Ligias vao-se aproveitar da situacao…
O que me revolta realmente e’ a falta de oportunidades semelhantes dadas ao proprio cidadao Angolano! E’ essa injustica social e economica que “desconsigo de perceber” ate’ hoje…
Eu acho que em Angola já existe muita xenofobia “Esses Malianos, esses Senegaleses, esses Libaneses, esses tugas”. E vai continuar a haver e a crescer. Porquê? Porque há demasiadas Dª Lígias e demasiados angolanos que têm de trabalhar para essas pessoas, sujeitando-se (e a palavra é exactamente essa, SUJEITAR) à boa vontade desses estrangeiros. Que sentimento que isso cria nos angolanos? “Tenho cinco empregados”. 5?!? 5 pessoas, 5 angolanos trabalham para a Senhora Doutora Excelentíssima Dona Lígia (“muito boa patroa”). Claro que os angolanos começam a questionar-se sobre o seu verdadeiro valor, enquanto os estrangeiros vivem uma vida de sonho às custas da pobreza dos “donos da terra”.
“A forma como os Portugueses e outros estrangeiros sao tratados nao se pode dizer que esteja 100% errada…que isso nao signifique que menosprezemos os nacionais”
Eu parto do princípio que não há ricos se não houverem pobres. Se forem dadas as mesmas ocasiões aos nacionais, não haverá Lígias… Ela só consegue ter esse nível de vida, porque há muita gente na pobreza, e ela pode dar-se ao luxo, repito, ao luxo, de ter 5 empregados e de NÃO TRABALHAR SEXTA-FEIRA. Uma pessoa que em Portugal, não tinha esse nível de vida (nem pouco mais ou menos). Aliás, é isso que a reportagem quer passar, “que venham os medíocres de Portugal, porque em Angola esses medíocres, são Reis”. E é isso que me irrita. Não se trata da importação de cérebros, de grandes pessoas com grandes conhecimentos, são pura e simplesmente pessoas que tinham uma vida medíocre em Portugal e que vêm viver o El dorado em Angola. É essa a imagem que a reportagem dá. E sei que isso não é 100% verdade, por isso, irritou-me.
E não se trata de atacar todas as Lígias de Angola, mas sim de atacar os angolanos, ou melhor, o governo, que continua a privilegiar os estrangeiros, em vez de valorizar o mwangop.
Para terminar,
“E por esse mesmo motivo, como queremos todos ser bem tratados quando somos recebidos num pais qq (de Namibia a Noruega) tb. devemos fazer o nosso melhor para receber os estrangeiros.”
O quê?!?!?!?! Somos bem tratados no estrangeiro? Talvez a Noruega e a Namíbia não sejam dos piores, mas vê por exemplo Portugal. Os angolanos são bem tratados lá?! Invariavelmente vemos angolanos/cabo-verdianos/guineanos a limpar o chão do Colombo, dos restaurantes, etc. Bem tratados?! Não podia discordar mais dessa afirmação.
Racismo em Angola, analisando de forma racional é legítimo que exista, e cada vez mais. Mas para quem não estudou, não viajou, passa fome e nuca teve uma oportunidade. Se não é o teu caso é CRIME!
Recuso-me a aceitar críticas à Dona Lígia antes de olharmos para nós Angolanos. Nós vemos Angolanos a maltratar Angolanos que têm muito mais poder e muitas vezes fazem muito menos por Angola do que as Donas Lígias. Compreendo melhor uma pessoa que nunca viveu em Angola emigrar em busca de melhores condições de vida do que um Angolano que simplesmente se marimbe para o seu País. Não adianta metermos D.Lígias à mistura, porque não é aí que reside o problema. Para mim isso é secundário.
A nós, falta-nos coragem de apontar o dedo a quem realmente tem responsabilidade aos Angolanos. Vamos pelo mais fácil e cómodo, arranjar bodes espiatórios reduzir pessoas a raças, desculparmo-nos com teorias da conspiração… mas no fim continuamos na mesma pequenês e não saimos do fosso (ex: Zimbabwe). Falta-nos humildade de reconhecer quando não temos conhecimento para fazermos por nós. Andamos todos cheios de moral por termos uns barris a mais, mas se a ver com atenção nós precisamos e dependemos dos estrangeiros muito mais do que eles de nós. E se vai um, vão todos, ninguem discerne os bons dos maus e dos assim asim! Desde médicos, professores, engeneheiros, arquitecto, até angolanos brancos, tudo. Como é que se edifica rápidamente uma nação com 80% de analfabetos? Sem investimento estranjeiro não é certamente. E nenhum estrangeiro sai do seu país se o prémio não compensar tudo o que deixa em casa (perfeitamente normal, nem todos são nem têm q ser madres teresas e calcuta)
O q mais vejo são angolanos a despresarem angolanos. E isso observa-se em todo o lado desde governo, empresas a portas de discotecas. Imaginem lá o q seria de um porteiro da disco branco a barrar um preto. Eu quase q ponho a mão no fogo q larga maioria iria dizer q é racismo. As pessoas só procuram um pretexto para libertarem a raiva q têm acumulada.
os tugas muitos tambem sao racista na maioria n te chama o teu nome e o preto o de cor nao e racismo pergunta q ja viveu la eu antes d viver la tinha outra forma d pensar e gente q vive em toda parte mas tenhen o maneira d pensar pr gente d fora si eu estou mentir pergunta quenhe ja viveu por la
infelizmente o racismo está por todo o lado..eu nasci em angola mas vivo em portugal a 20 anos,estudei aqui eu a as minhas irmãs,além disso tenho muitos amigos portugueses..sinceramente nunca fui maltratado em portugal,e foi aqui que tive todas a oportunidades de fazer algo da vida.
nao acho mal que alguem vá para angola tentar uma vida melhor assim como os meus pais fizeram ao vir para cá..e essa historia do preto…umm eu tambem chamo de branco a alguns amigos ..tudo depende da forma como se diz e como se fala.
existe racismo entre negros…mais escuros ,menos escuros
existe racismo entre brancos…vejam os romenos…não são tambem vitimas de raçismo…e são brancos.
eu digo que ..está nas nossas mãos mudar,todos esses erros já foram feitos no passado,será que não aprendemos nada com isso?vamos continuar com a historia dos brancos e dos pretos? apenas existem más pessoas e boas pessoas em todas a raças..porra
Gostei bastante dos conteudos deste blogue e adicionei o link no meu blogue UIGECENTRICO.BLOGSPOT.COM
Agradeceria se tambem podessem meter o link para o meu blog na lista de links interessantes
bom trabalho e força aì
Eu sou portuguesa e vi a reportagem da TVI e também eu fiquei incomodada.
A falta de humildade e a postura da D. Lígia transmitem uma ideia errada dos portugueses, pelo menos de portugueses como eu.
Angola tem sido encarada como um destino de emigração com grandes potencialidades, como o é a Suiça, a Noruega ou o Reino Unido. Só que Angola tem uma vantagem face a esses países, é um País quente, com muita cor e alegria e isso fascina os portugueses.
Acho que, apesar de algumas Lígias, os portugueses sentem-se apaixonados por Angola e o mérito é todo dos Angolanos. Não porque são “bons empregados”, mas porque transmitem uma alegria contagiante.
Acredito que os portugueses têm boas oportunidades em Angola porque têm formação. Em Portugal isso não acontece, porque todos temos cursos superiores e o mercado de trabalho é muito competitivo. Recuso-me a acreditar que os portugueses que emigram são mediocres, muito pelo contrário. Acho que cada vez mais emigram os melhores porque estão cansados das “injustiças” e da falta de oportunidades de Portugal.
Penso que Angola está a mudar e os próprios angolanos olham o seu País com outros olhos.
Portugal é um País de emigrantes e também nós fomos e ainda vamos, lavar escadas e limpar o chão para outros Países, mas isso fez de nós uns lutadores… Orgulho-me dos pais que se sujeitaram a condições severas para dar uma vida melhor aos seus filhos.
Posto isto, a mensagem que queria deixar era a de pedir para não generalizarem os portugueses, não nos considerarem umas D. Lígias.
Como angolano e como puro africano digo:
Benvindos todos os que querem ajudar africa com as sua formação e
experiençias de vida.
Seja de que naçionalidade ou raça for.
Desde que goste e tenha respeito por africa e pelos africanos.
Presisamos de voçes,porque grande parte dos “donos da terra” estão-se completamente a cag… para angola.
beijos e abraços e parabéns ao forúm.
Sim, é importante realçar que nem todos os portugueses e estrangeiros em Angola são assim. Mas o que são assim despertam uma desconfiança inevitável. E por um, todos pagam.
Jorge:
Concordo contigo. Acho que devemos olhar criticamente para nós antes de olharmos para os outros. Contudo, não posso deixar de manifestar desprezo pelas pessoas que se aproveitam de situação tão ignóbil, ao ponto de sorrirem para as câmaras de uma televisão nacional, exibindo-se de maneira tão orgulhosa. “A Dona Lígia é muito boa patroa”. “Eu em Portugal não era ninguém, aqui sei que faço falta”.
“Precisamos deles muito mais do que eles de nós”
Acho que não faz sentido fazeres essa afirmação. Há interesses dos dois lados. Podes dizer “Ah, mas não sabemos explorar o petróleo”. E então?! França sabe explorar, mas não tem petróleo. Imagina que os países exploradores decidem dizer não à França? Ninguém ganha. Há uma complementaridade, portanto não podes dizer que precisamos mais deles do que eles de nós. Eles estão aqui, não por caridade, mas por interesse. Se estão em Angola é porque ganham alguma coisa com isso.
Dei o exemplo do petróleo, mas isso aplica-se a todos os domínios.
O problema de angola tem nada haver com os estrangeiros, mas sim com a maneira de ser/pensar/estar/viver da maioria dos Angolanos. As razaos que levaram muitos angolanos a emigrar e continuam a emigrar para o exterior sao as mesmas que fazem os estrageiros a chegar em massa a capital angolana. E por cima de tudo, Angola precisam destes imigrantes/investidores para reconstruir Angola. Agora o problema de fundo é este. Sera que o governo e o povo Angolano estao preparado pelo o recem fenomino de petroleo/diamente e o desafio que é a recoonstrucao/desenvolvimento presenta? Acho simplismente que nao. Para que o povo e o governo Angolano ganhem este desafio, o povo incluindo as pessoas que fazem parte do aparelho estatal tem que assumir atitudes/principios ético e moral muito e muito mais elevado do que visa presentemente. Por outro lado, vivendo em replicar tudo que sao da cultura Portuguesa, Brasileira e Americana significa consumindo/enrequecendo estas culturas e os empresarios destes paises ao detrimento da cultura Angolana e o seu povo. Se nada mudar na mentalidade do povo e dos governantes Angolano, o que vamos ter na Angola, principalmente nas cidades, sao as favelas como no Brazil, quettos como em U.S, shanty towns como no Africa do Sul, slams como em Quenia, etc, etc. O mais importante ou a ironia em tudo isso é que a escolha é vossa!
Por: Um europeu decepcionado com a situacao da miseria que vive a maioria do povo Angolano.
(((((((( Há uma complementaridade, portanto não podes dizer que precisamos mais deles do que eles de nós. Eles estão aqui, não por caridade, mas por interesse. Se estão em Angola é porque ganham alguma coisa com isso. )))))))
????????? FALA SERIO? GANHAM MESMO??
faço uma pergunta.
N,Manga diz-me por favor incomoda-te os imigrantes em angola porque?
achas que alguem imigra por caridade?
conheçes algum angolano que tenha imigrado por caridade?
Obvio que ganham alguma coisa com isso ,agora te digo…muitos o fazem tambem por haver em angola a oportunidade de fazer algo melhor por africa e pelo mundo..grande parte dos imigrantes já sabem para o que vão e não é não é oportunismo…as pessoas gostam de angola..coisa que não e partilhada por muitos angolanos,que mal vem o branquinho a fazer coisas pelo pais(e ainda por cima renumerados!!!) que se sentem logo revoltados..
sim porque o imigrante deveria ir para angola…de borla!!!assim é que era bonito não é N,Manga?
se calhar querias que imigrassem por caridade…
ridiculo.
Resposta aos últimos dois comentários:
1. Por um todos pagam?? Eu não diria todos pagam, mas acho que o homem tem naturalmente instintos de generalização. É normal que Dª Lígias passem uma imagem menos boa de Portugal, da mesma forma que alguns angolanos passem uma má imagem de Angola, em Portugal. Embora neste caso concreto, e eu já o disse noutros comentários, que o meu “problema” não são os portugueses, não é “todos pagam”. O problema é sim dos angolanos que permitem excessos de certas pessoas, e digo bem certas pessoas, deixando bem claro que não associo a DªLígia a um país, mas a um grupo de pessoas com interesses particulares. Lamento muito, mas não há nenhum tipo de racismo aí.
2 - Vê-se claramente que não leste os meus primeiros comentários. Comecei por dizer claramente que não tenho nada com os imigrantes em Angola. Angola, infelizmente tem uma grande carência de quadros, e precisa, muitas vezes, de imigrantes para colmatar algumas lacunas em alguns sectores. Também disse noutros comentários (logo no princípio) que ninguém imigra por caridade. É óbvio que um imigrante quer sempre melhores condições de vida, isto não está em questão. Mas agora diz-me, e vamos pôr as coisas no plano do 1º mundo (para ver se não te indignas tanto): Imagina que os portugueses que imigrem para França sejam super super ricos: tenham uma vida de luxo, grandes carros, festas todos os dias, trabalhem quando querem… E os franceses, vivam uma crise enorme, e não tenham 1/5 das possibilidades dos portugueses (e olha que isto é um círculo vicioso, portugueses vão substituir portugueses, o poder vai passar de “pai” para “filho”), achas que os franceses vão estar contentes? Não têm eles razão de se perguntarem, “e nós?”. E relembro o que disse no princípio, não culpo os aproveitadores, culpo mais aqueles que deviam proteger e não protegem, no caso de Angola, o Governo Angolano que devia proteger mais o seu povo.
Nem sequer vou entrar na “tua conversa”, onde já começas a falar do “branquinho que quer fazer algo pelo país”, porque sinceramente, não vale a pena.
é pá…ok.
mas essa questão dos portugueses e franceses para mim não se aplica e porque?
porque em angola não é isso que se passa.
o que se passa é que angolanos exploram os mesmos angolanos.
os portugueses os americanos os chineses etc ect TRABALHAM em empresas privadas em angola.
eu sei que os portugueses não é o teu “problema” mas tambem te digo que os que ai trabalham não tem carros de luxo, nem casas de luxo, nem trabalham quando querem ,nem tem festas todos os dias,quem faz esse tipo de ostentação sabes bem que são os angolanos ricos e as vezes nem são tão ricos assim..
Fico triste em ver que uma boa parte dos portugueses que vão para Angola sob o lema da reconstrução levem com eles a mentalidade de que o povo Angolano é burro e que á custa deles muitos queiram enriquecer, enquanto as diferenças entre ricos e pobres cresça cada vez mais. Não deixemos que a triste História se repita.
sejam quais forem os argumentos de cada um factos são factos. É um regresso colonial o que está a acontecer, dizem os próprios que os pretitos sem eles não se safam e nunca sairão da situação em que estão. Suponho que nesse conceito de pretitos cabemos todos a começar pelo chefe máximo. Pois é a história repete-se, noutro contexto e com outro formato, mas essencialmente tudo na mesma para a terra das patacas. e algum ainda dizem a quem contexta para ter cuidado senão “fazem-lhe a folha”. Em 1961 foi pior, angola sobreviverá e levantar-se-á para quantas libertações forem necessárias.
Tou preocupado com algumas mentes angolanas que pensam que Angola não deveriam ter imigrantes…estão Errados…
Porque nesta aldeia global circulam pessoas, bens e serviços entre países…faz parte do fenómeno da emigração que é também um fenómeno sociológico que existiu desde o princípio da humanidade…ora faz num sentido ora noutro… assim as pessoas vão ao encontro de oportunidades de vida, pena é que muitos não compreendem desta forma.
Qualquer um de nós procura o melhor para si e para os seus é pura realidade. E é sabido que entre bons existirá más e os oportunistas…
O povo de Angola deve esforçar-se na reconstrução do Grande Pais que é porque Riquezas não vos faltam o que vos falta é conhecimento para organizar e valorizar a vossa Diversidade de Culturas e povos. Alguns angolanos dizem que falta espírito, alma ao povo…. Falta-lhes algo que lhes dê atenção que lhes faça acreditar no amanhã.
Os angolanos continuam a morrer à fome, o que sempre é melhor do que ter
peixe podre, fuba podre e porrada se refilarem
O Governo de Luanda continua a ter, pelo menos, três refeições por dia, a
elite angolana continua a viver à grande e à francesa e a somar os seus
multimilionários. Luanda continua, com uma lágrima no canto do olho, a pedir
aos pobres dos países ricos o que, afinal, não vai para quem precisa mas,
isso sim, para os ricos dos países pobres. De qualquer modo, parabéns Senhor
Presidente Eduardo dos Santos pelo seu 63º aniversário e por ser o
Presidente
da República desde Setembro de… 1979.
Encerrada para sempre, segundo Eduardo dos Santos, «a página da guerra e
cumprida a agenda política da pacificação nacional, chega a hora do
relançamento económico nacional, como contributo fundamental no combate à
fome, à doença e à pobreza e na criação de mais empregos e bem-estar».
Mas será assim que se combate a fome?
Recorda-se, Sr. Presidente, de ter dito que «somos uma só Pátria e um só
Povo» e que «estamos destinados a pontificar em África e no Mundo como
exemplos de um povo que viveu momentos difíceis mas que soube erguer a
bandeira da concórdia e fez da paz uma escolha para construir o seu
futuro»?
Um só povo? Um só povo quando umas poucas dezenas de «ilustres» angolanos,
quase todos ligados ao poder, são detentores de fortunas que totalizam mais
de 500 milhões de euros, um valor superior ao orçamento de São Tomé e
Príncipe?
Rui Mingas, um dos milionários angolanos, acusava a administração colonial
portuguesa de dar ao povo de Angola «trinta angolares, peixe podre, fuba
podre e porrada se refilares».
E agora Sr. Presidente?
Agora, Angola é administrada por angolanos e o povo continua a levar porrada
se refilar mas, note-se, não tem direito nem a angolares, nem a peixe ou
fuba… mesmo que podres.
O Sr. Presidente disse hoje que «há agora uma mania, sobretudo no Ocidente,
de dar recados, definir fórmulas, impor soluções». E tem razão, ou não
estivesse V. Exa. no poder desde 1979.
O Sr. Presidente disse hoje que «impuseram-nos a democracia à maneira
ocidental, a democracia representativa, e temos muitos problemas em África
porque quem perde as eleições não aceita os resultados e há sempre crises».
E
tem razão, ou não estivesse V. Exa. no poder desde 1979.
O Sr. Presidente disse hoje que «há miséria em quase toda a parte, há muita
pobreza, precisamos de escolas, casas, água, energia eléctrica, de comer
melhor, enfim, precisamos de tudo até porque a imensa maioria dos angolanos
ainda vive mal». E tem razão, ou não estivesse V. Exa. no poder desde 1979.
O Sr. Presidente disse hoje que «somos 15 milhões, mas, se calhar, nem um
milhão tem condições dignas de vida». E tem razão, ou não estivesse V. Exa.
no poder desde 1979.
O Sr. Presidente diz o que diz e tem sempre razão. Por alguma razão está no
poder desde 1979…
Embora baseies o teu discurso em muitas constatações verdadeiras, não concordo
de todo com o fundo, ou melhor, não me agrada mesmo nada!
“Rui Mingas, um dos milionários angolanos, acusava a administração colonial
portuguesa de dar ao povo de Angola «trinta angolares, peixe podre, fuba
podre e porrada se refilares».”
“Agora, Angola é administrada por angolanos e o povo continua a levar porrada
se refilar mas, note-se, não tem direito nem a angolares, nem a peixe ou
fuba… mesmo que podres.”
1º A tua apologia ao colonialismo não me agrada de todo. Essas teorias que
“antigamente é que era, as ruas estavam asfaltadas” não me agradam. Não
diferencio um regime colonialista de um regime fascista/racista. Que fique
claro que a relação de Portugal com Angola era uma relação de OCUPAÇÃO! E a
PIDE, servia exactamente para controlar os ocupados, para que nenhum levantasse
o dedo. Portanto, mantuga, sinceramente, o teu discurso é racista e ofensivo.
Mesmo não concordando com as políticas e decisões tomadas pelo governo, não
hesito 1 segundo em dizer que estamos melhor hoje do que em 1974…!
Da mesma maneira que se a Alemanha chegasse hoje à Portugal, desenvolvesse o
país (sim porque Portugal é dos mais pobres da Europa) e obrigasse os portugueses
a falar alemão, e isso durante 400 anos, eu ainda no fim viesse discurso a
dizer que a Alemanha ajudou mto Portugal, eu queria ver o que tu, como
português que tinha de falar alemão, ia dizer. Não é? Mais vale ficar com o
Sócrates, que pelo menos é português…!
“Em Portugal sou uma Lígia, aqui sou A Lígia. Sei que faço falta.”
“A Dona Lígia é muito boa patroa”.
Foram frases como essas que ao longo do documentário me foram revoltando.
Ao mesmo tempo que me revolta, sei que nenhum estrangeiro vai para Angola se não for para encontrar melhores níveis de vida do que no seu país, excepto refugiados de guerra. Não gostei da maneira como foi feita a reportagem, mas da TVI, espero sempre o pior.
Só espero que nós angolanos, em vez de só darmos valor aos que vêm de fora, comecemos a valorizar a nós mesmos, ajudando uns aos outros a ter uma vida saudável e não ajudando a todo e qualquer estrangeiro a enriquecer só porque é estrangeiro.
Um abraço,
N’Manga
nao sei bem o que dizer …
mas concordo com o outro comentário…temos que começar a dar valor aos angolanos,aos donos da terra, senão Angola chamar-se-á Portugal *
Capitalismo selvagem, neo liberalismo, economia de mercado, etc., e podemos procurar outras definições, que em suma o resultado é Angola vive um periodo dificil na economia, pois nos somos de extremos, ou 8 ou 80, ou inflação descabida ou entao gastar tanto que nem sabemos o que fazer com ele, O Capital!.
Hoje voltei do extrangeiro (nosso pais vizinho - Namibia), onde temos um saco de 10kilos de batata a 4.99 USD, sendo que em luanda o mesmo saco custa 39.99 USD, voltei do extrangeiro, onde as ruas e avenidas são com 2 e 3 faixas para carros, voltei das obras de restruturação publica para aguas, electricidade e comunicação, todas elas feitas num fds, algumas com asfalto, voltei para esta parte de africa onde encontro a mesma a mão de obra é africana, com os mesmos genes, ocmo por exemplo os da última tribo guerreira que existiu em Angola, os cuanhamas.
Anomia
Quando vi a reportagem não pude deixar de ficar… incomodada. Sem querer entrar em grandes pormenores quanto à qualidade de jornalismo que habitualmente é feita na TVI, penso que devemos focar-nos no conteúdo e quanto a ele, do meu ponto de vista, corresponde em grande à realidade de Luanda.
Muitos de nós conhecem “Donas Lígias” e outros casos de sucesso de investimento estrangeiro que, além de muito dinheiro, ganham também a qualidade de vida de sonho. O que eu quero sublinhar é que não devemos atacar a reportagem, por mais que nos envergonhe, revolte ou embarace, mas sim a realidade que ela retrata.
Estou convencida que Angola andará para a frente realmente é com a força dos angolanos. Mas gostava de chamar à atenção para um ponto. É preciso ter cuidado quando dizemos frases como “os donos da terra” e expressões do género porque é um terreno escorregadio, principalmente HOJE. A linha que nos separa de ideias mais xenófobas é muito ténue, nem sempre nas nossas cabeças mas muitas vezes com o nosso discurso. E é preciso ter muito cuidado com as palavras. Digo isto porque toda a conjuntura internacional tem dado sinais negativos nesse sentido. Vejam o caso do que está a acontecer na África do Sul e até mesmo na Itália.
Felizmente estamos muito longe disso, felizmente… Mas toda a sociedade instável está sujeita a esse tipo de perturbação.
Kukiela*
Oi a todos!
Concordo com a Kukiela quando diz que temos de ter cuidados com frases como “donos da terra” e semelhantes. Realmente isso revela uma tendencia xenofoba que devemos a todo o custo evitar. Mais grave se torna, quando sabemos que Angola tb. e’ um pais de emigrantes! E por esse mesmo motivo, como queremos todos ser bem tratados quando somos recebidos num pais qq (de Namibia a Noruega) tb. devemos fazer o nosso melhor para receber os estrangeiros.
A forma como os Portugueses e outros estrangeiros sao tratados nao se pode dizer que esteja 100% errada, pois embora eles estejam la pelos motivos errados acabam por contribuir para a economia do pais e isso e’ bom. Agora, que isso nao signifique que menosprezemos os nacionais, e e’ aqui que reside o problema.
Acho que muito do preconceito estabelecido durante a era colonial ainda reside no pais (alias, em quase toda a Africa) e enquanto nao for erradicado da cabeca das pessoas, muitas D. Ligias vao-se aproveitar da situacao…
O que me revolta realmente e’ a falta de oportunidades semelhantes dadas ao proprio cidadao Angolano! E’ essa injustica social e economica que “desconsigo de perceber” ate’ hoje…
Abracos!
Eu acho que em Angola já existe muita xenofobia “Esses Malianos, esses Senegaleses, esses Libaneses, esses tugas”. E vai continuar a haver e a crescer. Porquê? Porque há demasiadas Dª Lígias e demasiados angolanos que têm de trabalhar para essas pessoas, sujeitando-se (e a palavra é exactamente essa, SUJEITAR) à boa vontade desses estrangeiros. Que sentimento que isso cria nos angolanos? “Tenho cinco empregados”. 5?!? 5 pessoas, 5 angolanos trabalham para a Senhora Doutora Excelentíssima Dona Lígia (“muito boa patroa”). Claro que os angolanos começam a questionar-se sobre o seu verdadeiro valor, enquanto os estrangeiros vivem uma vida de sonho às custas da pobreza dos “donos da terra”.
“A forma como os Portugueses e outros estrangeiros sao tratados nao se pode dizer que esteja 100% errada…que isso nao signifique que menosprezemos os nacionais”
Eu parto do princípio que não há ricos se não houverem pobres. Se forem dadas as mesmas ocasiões aos nacionais, não haverá Lígias… Ela só consegue ter esse nível de vida, porque há muita gente na pobreza, e ela pode dar-se ao luxo, repito, ao luxo, de ter 5 empregados e de NÃO TRABALHAR SEXTA-FEIRA. Uma pessoa que em Portugal, não tinha esse nível de vida (nem pouco mais ou menos). Aliás, é isso que a reportagem quer passar, “que venham os medíocres de Portugal, porque em Angola esses medíocres, são Reis”. E é isso que me irrita. Não se trata da importação de cérebros, de grandes pessoas com grandes conhecimentos, são pura e simplesmente pessoas que tinham uma vida medíocre em Portugal e que vêm viver o El dorado em Angola. É essa a imagem que a reportagem dá. E sei que isso não é 100% verdade, por isso, irritou-me.
E não se trata de atacar todas as Lígias de Angola, mas sim de atacar os angolanos, ou melhor, o governo, que continua a privilegiar os estrangeiros, em vez de valorizar o mwangop.
Para terminar,
“E por esse mesmo motivo, como queremos todos ser bem tratados quando somos recebidos num pais qq (de Namibia a Noruega) tb. devemos fazer o nosso melhor para receber os estrangeiros.”
O quê?!?!?!?! Somos bem tratados no estrangeiro? Talvez a Noruega e a Namíbia não sejam dos piores, mas vê por exemplo Portugal. Os angolanos são bem tratados lá?! Invariavelmente vemos angolanos/cabo-verdianos/guineanos a limpar o chão do Colombo, dos restaurantes, etc. Bem tratados?! Não podia discordar mais dessa afirmação.
Um abraço,
N’Manga
N’Manga, parece-me que nao leste o meu comentario anterior com a devida atencao, a comecar pelo ultimo paragrafo…
Nao podes, nem deves, separar um paragrafo inteiro e citar apenas partes, retirando-as do seu contexto e distorcendo o seu siginificado.
Mas eu nao vou ficar aqui a rebater argumentos…
Abracos,
Dimaia.
Racismo em Angola, analisando de forma racional é legítimo que exista, e cada vez mais. Mas para quem não estudou, não viajou, passa fome e nuca teve uma oportunidade. Se não é o teu caso é CRIME!
Recuso-me a aceitar críticas à Dona Lígia antes de olharmos para nós Angolanos. Nós vemos Angolanos a maltratar Angolanos que têm muito mais poder e muitas vezes fazem muito menos por Angola do que as Donas Lígias. Compreendo melhor uma pessoa que nunca viveu em Angola emigrar em busca de melhores condições de vida do que um Angolano que simplesmente se marimbe para o seu País. Não adianta metermos D.Lígias à mistura, porque não é aí que reside o problema. Para mim isso é secundário.
A nós, falta-nos coragem de apontar o dedo a quem realmente tem responsabilidade aos Angolanos. Vamos pelo mais fácil e cómodo, arranjar bodes espiatórios reduzir pessoas a raças, desculparmo-nos com teorias da conspiração… mas no fim continuamos na mesma pequenês e não saimos do fosso (ex: Zimbabwe). Falta-nos humildade de reconhecer quando não temos conhecimento para fazermos por nós. Andamos todos cheios de moral por termos uns barris a mais, mas se a ver com atenção nós precisamos e dependemos dos estrangeiros muito mais do que eles de nós. E se vai um, vão todos, ninguem discerne os bons dos maus e dos assim asim! Desde médicos, professores, engeneheiros, arquitecto, até angolanos brancos, tudo. Como é que se edifica rápidamente uma nação com 80% de analfabetos? Sem investimento estranjeiro não é certamente. E nenhum estrangeiro sai do seu país se o prémio não compensar tudo o que deixa em casa (perfeitamente normal, nem todos são nem têm q ser madres teresas e calcuta)
O q mais vejo são angolanos a despresarem angolanos. E isso observa-se em todo o lado desde governo, empresas a portas de discotecas. Imaginem lá o q seria de um porteiro da disco branco a barrar um preto. Eu quase q ponho a mão no fogo q larga maioria iria dizer q é racismo. As pessoas só procuram um pretexto para libertarem a raiva q têm acumulada.
“Racismo é burrice, e se voçê é mais um burro não me leve a mal esta na hora de fazer uma lavagem cerebral” http://www.youtube.com/watch?v=j5UKCOGWacg&feature=related
E encerro como comecei.Racismo em Angola é natural que exista, porque a história repete-se, a não ser que a reescrevamos.
Jorge
Interessante…tenho muita vontade de conhecer Angola. Esse último vídeo é incrível. Parabéns.
grande jorge…isso sim foi um comentario a serio.
grande jorge…concordo a 300% com o teu comentario..disseste tudo companheiro.
os tugas muitos tambem sao racista na maioria n te chama o teu nome e o preto o de cor nao e racismo pergunta q ja viveu la eu antes d viver la tinha outra forma d pensar e gente q vive em toda parte mas tenhen o maneira d pensar pr gente d fora si eu estou mentir pergunta quenhe ja viveu por la
a verdade doi por isso ninguen diz nada
infelizmente o racismo está por todo o lado..eu nasci em angola mas vivo em portugal a 20 anos,estudei aqui eu a as minhas irmãs,além disso tenho muitos amigos portugueses..sinceramente nunca fui maltratado em portugal,e foi aqui que tive todas a oportunidades de fazer algo da vida.
nao acho mal que alguem vá para angola tentar uma vida melhor assim como os meus pais fizeram ao vir para cá..e essa historia do preto…umm eu tambem chamo de branco a alguns amigos ..tudo depende da forma como se diz e como se fala.
existe racismo entre negros…mais escuros ,menos escuros
existe racismo entre brancos…vejam os romenos…não são tambem vitimas de raçismo…e são brancos.
eu digo que ..está nas nossas mãos mudar,todos esses erros já foram feitos no passado,será que não aprendemos nada com isso?vamos continuar com a historia dos brancos e dos pretos? apenas existem más pessoas e boas pessoas em todas a raças..porra
Gostei bastante dos conteudos deste blogue e adicionei o link no meu blogue UIGECENTRICO.BLOGSPOT.COM
Agradeceria se tambem podessem meter o link para o meu blog na lista de links interessantes
bom trabalho e força aì
Eu sou portuguesa e vi a reportagem da TVI e também eu fiquei incomodada.
A falta de humildade e a postura da D. Lígia transmitem uma ideia errada dos portugueses, pelo menos de portugueses como eu.
Angola tem sido encarada como um destino de emigração com grandes potencialidades, como o é a Suiça, a Noruega ou o Reino Unido. Só que Angola tem uma vantagem face a esses países, é um País quente, com muita cor e alegria e isso fascina os portugueses.
Acho que, apesar de algumas Lígias, os portugueses sentem-se apaixonados por Angola e o mérito é todo dos Angolanos. Não porque são “bons empregados”, mas porque transmitem uma alegria contagiante.
Acredito que os portugueses têm boas oportunidades em Angola porque têm formação. Em Portugal isso não acontece, porque todos temos cursos superiores e o mercado de trabalho é muito competitivo. Recuso-me a acreditar que os portugueses que emigram são mediocres, muito pelo contrário. Acho que cada vez mais emigram os melhores porque estão cansados das “injustiças” e da falta de oportunidades de Portugal.
Penso que Angola está a mudar e os próprios angolanos olham o seu País com outros olhos.
Portugal é um País de emigrantes e também nós fomos e ainda vamos, lavar escadas e limpar o chão para outros Países, mas isso fez de nós uns lutadores… Orgulho-me dos pais que se sujeitaram a condições severas para dar uma vida melhor aos seus filhos.
Posto isto, a mensagem que queria deixar era a de pedir para não generalizarem os portugueses, não nos considerarem umas D. Lígias.
Como angolano e como puro africano digo:
Benvindos todos os que querem ajudar africa com as sua formação e
experiençias de vida.
Seja de que naçionalidade ou raça for.
Desde que goste e tenha respeito por africa e pelos africanos.
Presisamos de voçes,porque grande parte dos “donos da terra” estão-se completamente a cag… para angola.
beijos e abraços e parabéns ao forúm.
sou portugues e nao curti as dicas da dona ligia..mas enfim nem todos somos assim..
Sim, é importante realçar que nem todos os portugueses e estrangeiros em Angola são assim. Mas o que são assim despertam uma desconfiança inevitável. E por um, todos pagam.
Jorge:
Concordo contigo. Acho que devemos olhar criticamente para nós antes de olharmos para os outros. Contudo, não posso deixar de manifestar desprezo pelas pessoas que se aproveitam de situação tão ignóbil, ao ponto de sorrirem para as câmaras de uma televisão nacional, exibindo-se de maneira tão orgulhosa. “A Dona Lígia é muito boa patroa”. “Eu em Portugal não era ninguém, aqui sei que faço falta”.
“Precisamos deles muito mais do que eles de nós”
Acho que não faz sentido fazeres essa afirmação. Há interesses dos dois lados. Podes dizer “Ah, mas não sabemos explorar o petróleo”. E então?! França sabe explorar, mas não tem petróleo. Imagina que os países exploradores decidem dizer não à França? Ninguém ganha. Há uma complementaridade, portanto não podes dizer que precisamos mais deles do que eles de nós. Eles estão aqui, não por caridade, mas por interesse. Se estão em Angola é porque ganham alguma coisa com isso.
Dei o exemplo do petróleo, mas isso aplica-se a todos os domínios.
Um abraço,
N’Manga
O problema de angola tem nada haver com os estrangeiros, mas sim com a maneira de ser/pensar/estar/viver da maioria dos Angolanos. As razaos que levaram muitos angolanos a emigrar e continuam a emigrar para o exterior sao as mesmas que fazem os estrageiros a chegar em massa a capital angolana. E por cima de tudo, Angola precisam destes imigrantes/investidores para reconstruir Angola. Agora o problema de fundo é este. Sera que o governo e o povo Angolano estao preparado pelo o recem fenomino de petroleo/diamente e o desafio que é a recoonstrucao/desenvolvimento presenta? Acho simplismente que nao. Para que o povo e o governo Angolano ganhem este desafio, o povo incluindo as pessoas que fazem parte do aparelho estatal tem que assumir atitudes/principios ético e moral muito e muito mais elevado do que visa presentemente. Por outro lado, vivendo em replicar tudo que sao da cultura Portuguesa, Brasileira e Americana significa consumindo/enrequecendo estas culturas e os empresarios destes paises ao detrimento da cultura Angolana e o seu povo. Se nada mudar na mentalidade do povo e dos governantes Angolano, o que vamos ter na Angola, principalmente nas cidades, sao as favelas como no Brazil, quettos como em U.S, shanty towns como no Africa do Sul, slams como em Quenia, etc, etc. O mais importante ou a ironia em tudo isso é que a escolha é vossa!
Por: Um europeu decepcionado com a situacao da miseria que vive a maioria do povo Angolano.
haaaa!! então por um todos pagam??
ai está o primeiro prinçipio do raçismo.
parabéns
(((((((( Há uma complementaridade, portanto não podes dizer que precisamos mais deles do que eles de nós. Eles estão aqui, não por caridade, mas por interesse. Se estão em Angola é porque ganham alguma coisa com isso. )))))))
????????? FALA SERIO? GANHAM MESMO??
faço uma pergunta.
N,Manga diz-me por favor incomoda-te os imigrantes em angola porque?
achas que alguem imigra por caridade?
conheçes algum angolano que tenha imigrado por caridade?
Obvio que ganham alguma coisa com isso ,agora te digo…muitos o fazem tambem por haver em angola a oportunidade de fazer algo melhor por africa e pelo mundo..grande parte dos imigrantes já sabem para o que vão e não é não é oportunismo…as pessoas gostam de angola..coisa que não e partilhada por muitos angolanos,que mal vem o branquinho a fazer coisas pelo pais(e ainda por cima renumerados!!!) que se sentem logo revoltados..
sim porque o imigrante deveria ir para angola…de borla!!!assim é que era bonito não é N,Manga?
se calhar querias que imigrassem por caridade…
ridiculo.
Resposta aos últimos dois comentários:
1. Por um todos pagam?? Eu não diria todos pagam, mas acho que o homem tem naturalmente instintos de generalização. É normal que Dª Lígias passem uma imagem menos boa de Portugal, da mesma forma que alguns angolanos passem uma má imagem de Angola, em Portugal. Embora neste caso concreto, e eu já o disse noutros comentários, que o meu “problema” não são os portugueses, não é “todos pagam”. O problema é sim dos angolanos que permitem excessos de certas pessoas, e digo bem certas pessoas, deixando bem claro que não associo a DªLígia a um país, mas a um grupo de pessoas com interesses particulares. Lamento muito, mas não há nenhum tipo de racismo aí.
2 - Vê-se claramente que não leste os meus primeiros comentários. Comecei por dizer claramente que não tenho nada com os imigrantes em Angola. Angola, infelizmente tem uma grande carência de quadros, e precisa, muitas vezes, de imigrantes para colmatar algumas lacunas em alguns sectores. Também disse noutros comentários (logo no princípio) que ninguém imigra por caridade. É óbvio que um imigrante quer sempre melhores condições de vida, isto não está em questão. Mas agora diz-me, e vamos pôr as coisas no plano do 1º mundo (para ver se não te indignas tanto): Imagina que os portugueses que imigrem para França sejam super super ricos: tenham uma vida de luxo, grandes carros, festas todos os dias, trabalhem quando querem… E os franceses, vivam uma crise enorme, e não tenham 1/5 das possibilidades dos portugueses (e olha que isto é um círculo vicioso, portugueses vão substituir portugueses, o poder vai passar de “pai” para “filho”), achas que os franceses vão estar contentes? Não têm eles razão de se perguntarem, “e nós?”. E relembro o que disse no princípio, não culpo os aproveitadores, culpo mais aqueles que deviam proteger e não protegem, no caso de Angola, o Governo Angolano que devia proteger mais o seu povo.
Nem sequer vou entrar na “tua conversa”, onde já começas a falar do “branquinho que quer fazer algo pelo país”, porque sinceramente, não vale a pena.
Um abraço,
N’Manga
é pá…ok.
mas essa questão dos portugueses e franceses para mim não se aplica e porque?
porque em angola não é isso que se passa.
o que se passa é que angolanos exploram os mesmos angolanos.
os portugueses os americanos os chineses etc ect TRABALHAM em empresas privadas em angola.
eu sei que os portugueses não é o teu “problema” mas tambem te digo que os que ai trabalham não tem carros de luxo, nem casas de luxo, nem trabalham quando querem ,nem tem festas todos os dias,quem faz esse tipo de ostentação sabes bem que são os angolanos ricos e as vezes nem são tão ricos assim..
Fico triste em ver que uma boa parte dos portugueses que vão para Angola sob o lema da reconstrução levem com eles a mentalidade de que o povo Angolano é burro e que á custa deles muitos queiram enriquecer, enquanto as diferenças entre ricos e pobres cresça cada vez mais. Não deixemos que a triste História se repita.
sejam quais forem os argumentos de cada um factos são factos. É um regresso colonial o que está a acontecer, dizem os próprios que os pretitos sem eles não se safam e nunca sairão da situação em que estão. Suponho que nesse conceito de pretitos cabemos todos a começar pelo chefe máximo. Pois é a história repete-se, noutro contexto e com outro formato, mas essencialmente tudo na mesma para a terra das patacas. e algum ainda dizem a quem contexta para ter cuidado senão “fazem-lhe a folha”. Em 1961 foi pior, angola sobreviverá e levantar-se-á para quantas libertações forem necessárias.
Tou preocupado com algumas mentes angolanas que pensam que Angola não deveriam ter imigrantes…estão Errados…
Porque nesta aldeia global circulam pessoas, bens e serviços entre países…faz parte do fenómeno da emigração que é também um fenómeno sociológico que existiu desde o princípio da humanidade…ora faz num sentido ora noutro… assim as pessoas vão ao encontro de oportunidades de vida, pena é que muitos não compreendem desta forma.
Qualquer um de nós procura o melhor para si e para os seus é pura realidade. E é sabido que entre bons existirá más e os oportunistas…
O povo de Angola deve esforçar-se na reconstrução do Grande Pais que é porque Riquezas não vos faltam o que vos falta é conhecimento para organizar e valorizar a vossa Diversidade de Culturas e povos. Alguns angolanos dizem que falta espírito, alma ao povo…. Falta-lhes algo que lhes dê atenção que lhes faça acreditar no amanhã.
Os angolanos continuam a morrer à fome, o que sempre é melhor do que ter
peixe podre, fuba podre e porrada se refilarem
O Governo de Luanda continua a ter, pelo menos, três refeições por dia, a
elite angolana continua a viver à grande e à francesa e a somar os seus
multimilionários. Luanda continua, com uma lágrima no canto do olho, a pedir
aos pobres dos países ricos o que, afinal, não vai para quem precisa mas,
isso sim, para os ricos dos países pobres. De qualquer modo, parabéns Senhor
Presidente Eduardo dos Santos pelo seu 63º aniversário e por ser o
Presidente
da República desde Setembro de… 1979.
Encerrada para sempre, segundo Eduardo dos Santos, «a página da guerra e
cumprida a agenda política da pacificação nacional, chega a hora do
relançamento económico nacional, como contributo fundamental no combate à
fome, à doença e à pobreza e na criação de mais empregos e bem-estar».
Mas será assim que se combate a fome?
Recorda-se, Sr. Presidente, de ter dito que «somos uma só Pátria e um só
Povo» e que «estamos destinados a pontificar em África e no Mundo como
exemplos de um povo que viveu momentos difíceis mas que soube erguer a
bandeira da concórdia e fez da paz uma escolha para construir o seu
futuro»?
Um só povo? Um só povo quando umas poucas dezenas de «ilustres» angolanos,
quase todos ligados ao poder, são detentores de fortunas que totalizam mais
de 500 milhões de euros, um valor superior ao orçamento de São Tomé e
Príncipe?
Rui Mingas, um dos milionários angolanos, acusava a administração colonial
portuguesa de dar ao povo de Angola «trinta angolares, peixe podre, fuba
podre e porrada se refilares».
E agora Sr. Presidente?
Agora, Angola é administrada por angolanos e o povo continua a levar porrada
se refilar mas, note-se, não tem direito nem a angolares, nem a peixe ou
fuba… mesmo que podres.
O Sr. Presidente disse hoje que «há agora uma mania, sobretudo no Ocidente,
de dar recados, definir fórmulas, impor soluções». E tem razão, ou não
estivesse V. Exa. no poder desde 1979.
O Sr. Presidente disse hoje que «impuseram-nos a democracia à maneira
ocidental, a democracia representativa, e temos muitos problemas em África
porque quem perde as eleições não aceita os resultados e há sempre crises».
E
tem razão, ou não estivesse V. Exa. no poder desde 1979.
O Sr. Presidente disse hoje que «há miséria em quase toda a parte, há muita
pobreza, precisamos de escolas, casas, água, energia eléctrica, de comer
melhor, enfim, precisamos de tudo até porque a imensa maioria dos angolanos
ainda vive mal». E tem razão, ou não estivesse V. Exa. no poder desde 1979.
O Sr. Presidente disse hoje que «somos 15 milhões, mas, se calhar, nem um
milhão tem condições dignas de vida». E tem razão, ou não estivesse V. Exa.
no poder desde 1979.
O Sr. Presidente diz o que diz e tem sempre razão. Por alguma razão está no
poder desde 1979…
mantuga:
Embora baseies o teu discurso em muitas constatações verdadeiras, não concordo
de todo com o fundo, ou melhor, não me agrada mesmo nada!
“Rui Mingas, um dos milionários angolanos, acusava a administração colonial
portuguesa de dar ao povo de Angola «trinta angolares, peixe podre, fuba
podre e porrada se refilares».”
“Agora, Angola é administrada por angolanos e o povo continua a levar porrada
se refilar mas, note-se, não tem direito nem a angolares, nem a peixe ou
fuba… mesmo que podres.”
1º A tua apologia ao colonialismo não me agrada de todo. Essas teorias que
“antigamente é que era, as ruas estavam asfaltadas” não me agradam. Não
diferencio um regime colonialista de um regime fascista/racista. Que fique
claro que a relação de Portugal com Angola era uma relação de OCUPAÇÃO! E a
PIDE, servia exactamente para controlar os ocupados, para que nenhum levantasse
o dedo. Portanto, mantuga, sinceramente, o teu discurso é racista e ofensivo.
Mesmo não concordando com as políticas e decisões tomadas pelo governo, não
hesito 1 segundo em dizer que estamos melhor hoje do que em 1974…!
Da mesma maneira que se a Alemanha chegasse hoje à Portugal, desenvolvesse o
país (sim porque Portugal é dos mais pobres da Europa) e obrigasse os portugueses
a falar alemão, e isso durante 400 anos, eu ainda no fim viesse discurso a
dizer que a Alemanha ajudou mto Portugal, eu queria ver o que tu, como
português que tinha de falar alemão, ia dizer. Não é? Mais vale ficar com o
Sócrates, que pelo menos é português…!
Um abraço,
N’Manga