Sábado, Setembro 08, 2007

Mais um passo: Manifestação.

1 de Setembro, Lisboa

Nenhuma resposta obtivemos da parte de nenhum órgão governamental angolano, seja em Angola ou em Portugal. Não podemos, nem devemos baixar os braços, nem cruzá-los alegando que já fizemos mais do que a maioria. Se nós falámos e ninguém nos ouviu, então falaremos mais alto. Falaremos até sermos ouvidos. O voto é um direito constitucional, e como tal, nada nem ninguém nos pode impedir de o exercer, estejamos aonde estivermos. Nós pedimos explicações da forma mais democrática e correcta possível, escrevendo uma carta aonde expúnhamos as nossas inquietações e pedíamos esclarecimentos, esclarecimentos estes que foram negados através do silêncio. O silêncio tem sido a resposta que nós cidadãos temos obtido sempre que fazemos uma pergunta “suspeita”. São perguntas perfeitamente legítimas mas que trazem incómodo e que “levantam poeira”. Mas num país que é Angola hoje no mundo, temos brio e vontade de ver Angola crescer como deve ser: queremos poder escolher o nosso presidente. Quantos dos angolanos residentes no estrangeiro têm capacidade financeira para pagar um bilhete de mais de 1000 euros para passar uns dias em Angola e votar? A vida não é fácil para a maior parte dos angolanos que estão fora (e mesmo os que estão em Angola). E se vamos negligenciar esta realidade, alegando que “não há condições para se votar em Portugal”, estamos a cometer um erro e também um crime. É crime privar as pessoas dos direitos que as mesmas têm. É crime dizer que os angolanos em Portugal, ou em França, ou etc., não poderão escolher o representante máximo do pais, que será eleito pela primeira vez em 16 anos. Quando afirmamos de maneira leviana que “não há condições”, estamos a arranjar um fraco bode de expiatório para um desinteresse em fazer com que as pessoas que estão fora do país possam votar. Condições criam-se. E com vontade, e sacrifício, chegaremos lá. Os cidadãos angolanos que estão na diáspora TÊM de votar. Portanto, meus compatriotas, juntem o vosso grito ao nosso, tragam com vocês essa revolta fruto de tal injustiça. Vamos manifestar-nos. Vamos para as ruas dizer que os cidadãos angolanos também sabem que democracia não é só uma palavra e que tem um significado: demos (povo) + cratos (poder) = poder do povo. Quem manda é o povo, quem manda somos nós. “O pais não tem dono, Angola é de todos nós. Levantemos a voz”.

Manifestação em Lisboa no mês de Outubro. Data certa a definir.
Escrito por (R)EvolucaoEmAngola em 00:16:52 | Link permanente | Comments (2) |

Sexta-feira, Setembro 07, 2007

ATENÇÃO : Podem participar!

Quero lembrar que vocês, visitantes do site, podem participar com artigos, ideias, anúncios, etc., ao enviarem um mail a nós, revolucaoemangola@gmail.com. Ficaremos mais do que satisfeitos em pôr online e disponível artigos variados, desde que estejam dentro do contexto do que é este site. Estamos à espera.
Escrito por (R)EvolucaoEmAngola em 13:18:50 | Link permanente | Comments (0) |

Sábado, Setembro 01, 2007

Sozinho à sozinho, se enche a revolução de estímulo

No outro dia cruzei-me com um dos muitos "sozinhos" que deambulam neste país, que como nós, deseja que os angolanos deixem de ser tratados como prisioneiros da gente que devia supostamente REPRESENTÁ-LO, que o cidadão tenha direito a fazer-se ouvir pelos seus pares, que seja dada atenção aos seus problemas e que se levem a sério os seus direitos constitucionais violados a cada dia de forma descarada por gente poderosa ou pelos seus afiliados comerciais e que por isso mesmo continuam impunes. Esse senhor, mostrou-me um relatório totalmente elaborado por si, depois de um período de investigação no terreno (um pouco daquilo que tentei convidar-vos a fazer com o meu último post) e fiquei estarrecido ao saber que esse exaustivo trabalho está disponível online desde 2006!!! Será que isto não é (mais) um sinal inequívoco da necessidade URGENTE de criar uma rede de "sozinhos" insatisfeitos com a esterilidade desta alegada democracia, que possam sempre que possível e fazendo o que está ao seu alcance, trabalhar em conjunto para, no mínimo, divulgarem este tipo de iniciativas de tão nobres intenções? Passem uma vista de olhos a este relatório que nos recorda uma e outra vez aquilo que já todos sabemos: "a lei suprema é ditada pelo Rei dinheiro e quem o tem, acumula em razão directamente proporcional o famigerado poder, poder sobre os homens e sobre os seus destinos". Enquanto nos sentirmos impotentes para lutar contra esse poder assassino com acções directas, façámo-lo usando um poder mais modesto mas muito mais duradoiro... a escrita!

Consultem o relatório aqui

KulpadoKomum
Escrito por (R)EvolucaoEmAngola em 13:39:28 | Link permanente | Comments (2) |