Mais um passo: Manifestação.
1 de Setembro, Lisboa
Nenhuma resposta obtivemos da parte de nenhum órgão governamental angolano, seja em Angola ou em Portugal. Não podemos, nem devemos baixar os braços, nem cruzá-los alegando que já fizemos mais do que a maioria. Se nós falámos e ninguém nos ouviu, então falaremos mais alto. Falaremos até sermos ouvidos. O voto é um direito constitucional, e como tal, nada nem ninguém nos pode impedir de o exercer, estejamos aonde estivermos. Nós pedimos explicações da forma mais democrática e correcta possível, escrevendo uma carta aonde expúnhamos as nossas inquietações e pedíamos esclarecimentos, esclarecimentos estes que foram negados através do silêncio. O silêncio tem sido a resposta que nós cidadãos temos obtido sempre que fazemos uma pergunta “suspeita”. São perguntas perfeitamente legítimas mas que trazem incómodo e que “levantam poeira”. Mas num país que é Angola hoje no mundo, temos brio e vontade de ver Angola crescer como deve ser: queremos poder escolher o nosso presidente. Quantos dos angolanos residentes no estrangeiro têm capacidade financeira para pagar um bilhete de mais de 1000 euros para passar uns dias em Angola e votar? A vida não é fácil para a maior parte dos angolanos que estão fora (e mesmo os que estão em Angola). E se vamos negligenciar esta realidade, alegando que “não há condições para se votar em Portugal”, estamos a cometer um erro e também um crime. É crime privar as pessoas dos direitos que as mesmas têm. É crime dizer que os angolanos em Portugal, ou em França, ou etc., não poderão escolher o representante máximo do pais, que será eleito pela primeira vez em 16 anos. Quando afirmamos de maneira leviana que “não há condições”, estamos a arranjar um fraco bode de expiatório para um desinteresse em fazer com que as pessoas que estão fora do país possam votar. Condições criam-se. E com vontade, e sacrifício, chegaremos lá. Os cidadãos angolanos que estão na diáspora TÊM de votar. Portanto, meus compatriotas, juntem o vosso grito ao nosso, tragam com vocês essa revolta fruto de tal injustiça. Vamos manifestar-nos. Vamos para as ruas dizer que os cidadãos angolanos também sabem que democracia não é só uma palavra e que tem um significado: demos (povo) + cratos (poder) = poder do povo. Quem manda é o povo, quem manda somos nós. “O pais não tem dono, Angola é de todos nós. Levantemos a voz”.
Manifestação em Lisboa no mês de Outubro. Data certa a definir.
Nenhuma resposta obtivemos da parte de nenhum órgão governamental angolano, seja em Angola ou em Portugal. Não podemos, nem devemos baixar os braços, nem cruzá-los alegando que já fizemos mais do que a maioria. Se nós falámos e ninguém nos ouviu, então falaremos mais alto. Falaremos até sermos ouvidos. O voto é um direito constitucional, e como tal, nada nem ninguém nos pode impedir de o exercer, estejamos aonde estivermos. Nós pedimos explicações da forma mais democrática e correcta possível, escrevendo uma carta aonde expúnhamos as nossas inquietações e pedíamos esclarecimentos, esclarecimentos estes que foram negados através do silêncio. O silêncio tem sido a resposta que nós cidadãos temos obtido sempre que fazemos uma pergunta “suspeita”. São perguntas perfeitamente legítimas mas que trazem incómodo e que “levantam poeira”. Mas num país que é Angola hoje no mundo, temos brio e vontade de ver Angola crescer como deve ser: queremos poder escolher o nosso presidente. Quantos dos angolanos residentes no estrangeiro têm capacidade financeira para pagar um bilhete de mais de 1000 euros para passar uns dias em Angola e votar? A vida não é fácil para a maior parte dos angolanos que estão fora (e mesmo os que estão em Angola). E se vamos negligenciar esta realidade, alegando que “não há condições para se votar em Portugal”, estamos a cometer um erro e também um crime. É crime privar as pessoas dos direitos que as mesmas têm. É crime dizer que os angolanos em Portugal, ou em França, ou etc., não poderão escolher o representante máximo do pais, que será eleito pela primeira vez em 16 anos. Quando afirmamos de maneira leviana que “não há condições”, estamos a arranjar um fraco bode de expiatório para um desinteresse em fazer com que as pessoas que estão fora do país possam votar. Condições criam-se. E com vontade, e sacrifício, chegaremos lá. Os cidadãos angolanos que estão na diáspora TÊM de votar. Portanto, meus compatriotas, juntem o vosso grito ao nosso, tragam com vocês essa revolta fruto de tal injustiça. Vamos manifestar-nos. Vamos para as ruas dizer que os cidadãos angolanos também sabem que democracia não é só uma palavra e que tem um significado: demos (povo) + cratos (poder) = poder do povo. Quem manda é o povo, quem manda somos nós. “O pais não tem dono, Angola é de todos nós. Levantemos a voz”.
Manifestação em Lisboa no mês de Outubro. Data certa a definir.

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1. Por um t
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