Dois em um como um cosmético
Depois de uma acesa discussão com o meu queridíssimo irmão N’manga, apercebi-me que talvez estivesse a dar um passo maior que a perna, pois temos muito ainda a discutir sobre essa “angolanidade” que todos defendemos, cantamos, dançamos, mas que para além do conceito fluído de linhas imaginárias na areia, de alguns pratos típicos, umas fotografias de paisagens, antílopes em extinção, e de uma língua que nos sobrou de herança, não sabemos bem definir.
Existe uma identidade angolana?
Quantos de nós conhecemos verdadeiramente a fantástica diversidade e complexidade histórica de todos os povos que de repente se encontraram sob uma administração comum e a quem, desde então, temos vindo a tentar “impingir” uma identidade única? Quantos de nós conhecemos os hábitos e os costumes dos Koï-San (quantos sabemos que/se ainda existem, quantos sobraram? Quantos se interessam?), das Mumuílas que nos suscitaram uma mobilização mundial na reacção de repúdio visceral à maneira como foram retratadas num qualquer programa, de um qualquer Jô, que é em ocorrência, mais conhecido (e reconhecido) em Angola do que o José Sayovo?
Esse eterno falso orgulho cantado pelo meu bom amigo Keita Mayanda, de gente que nem sabia que tal povo ainda pudesse existir e que está muito menos preparada para discutir os seus hábitos do que o tuga que as “estudou” e ilustrou (e aqui junto-me ao coro) como beldades de tradições retrógadas e inferiores à ilustre cultura urbana da sociedade ocidental, merecendo por isso aquela generalizada risota de ignorantes que não conhecem mais do que Mcdonald’s e novela das oito.
O desporto seria um dos métodos talvez mais eficazes de imbuir aos elementos circunscritos por essas linhas imáginarias, em todos os seus 1 246 700 Km2, uma noção de coesão e unicidade, mas enquanto o Jô for mais conhecido que o José Sayovo, sinto muito, essa missão é um fiasco completo.
Então o que nos faz gritar com tanto orgulho VIVA ANGOLA, DE CABINDA AO CUNENE, UM SÓ POVO, UMA SÓ NAÇÃO!!!?? Os nossos métodos são bons? Estão a ser bem aplicados?
Vejamos, eu ia começar o que deveria ser o meu próximo artigo comentando o facto da minha assumida vergonha aquando de discussões com os meus amigos africanos de outras nacionalidades, de não dominar, nem ao menos remotamente, nenhuma das nossas línguas nacionais (dialectos se preferirem), nem sequer a da região a qual pertenço, o kimbundu. Isto para eles é aberrante e por mais que eu tente explicar que talvez a razão da não inclusão de línguas nacionais no programa escolar tenha sido para tentar eliminar o tribalismo, a verdade é que eu próprio, ouvindo-me proferir estas palavras, não me convenço do fundamento desta justificação atabalhoada.
Não se tenta forjar uma identidade nacional ofuscando a beleza e a riqueza cultural inerentes de cada uma das partes constituintes desse território, com o risco de darmos um tiro no pé, causando um profundo desagrado da parte dos visados e uma reacção de repulsa aos novos valores comuns que lhes tentam inculcar, podendo levar a choques extremos, que servem de combustível ao fogo que se tenta arduamente extinguir: “Esses kimbundus, assimilados, vendidos ao branco, querem agora vir nos dizer os códigos comportamentais ocidentalizados que devem constituir o nosso cantinho comum? Não passam de lobos em pele de cordeiro! …” Pataty-patatá, conhecemos as sequências de adjectivos qualificativos depreciativos, normalmente nada abonatórios aos “opressores” e sabemos muito bem que as pessoas são altamente receptivas a este tipo de discurso, sobretudo quando se sentem mesmo discriminadas (e aqui falo de um ponto de vista geográfico e económico e não em relação à cor da pele) interiorizando uma raiva, um asco, um desprezo por todos os que sejam da “tribo” dominante e que tomam as decisões por eles (já aqui incluíndo todos os anteriores adicionados da côr de pele, na qual metem, não raras vezes, ênfase).
Toda esta fastidiosa introdução para chegar ao ponto essencial, que me levou a começar este artigo, preliminar ao meu próximo e que toca a uma questão muito sensível e frequentemente evitada da nossa actualidade:
CABINDA: Um assunto tabu?
Sabemos bem que desde antes de 1975, isto é, antes de N’gola se tornar Angola, que há um movimento de libertação activo nesta província, reivindicando a sua desanexação administrativa com o que consideram ser uma potência invasora. Também sabemos (ou imaginamos com alguma segurança arrogante) quais são os motivos principais por detrás deste ardente desejo de secessão, pelo menos da parte dos cabecilhas desses movimentos: Cabinda é pura e simplesmente a mais rica província de Angola em petróleo e Angola tem a sua economia completamente “agarrada” à este combustível fóssil.
Certamente Cabinda sentir-se-á injustiçada, achando que a riqueza do seu solo não lhe revém em forma de investimento, perdendo-se muitos dos petrodólares em negóciospouco transparentes e bolsos de uns e outros tubarões no governo central. É possível. Mas este não é o argumento principal utilizado, os argumentos raramente são os verdadeiros (normalmente económicos) porque as “massas” precisam, para se implicarem ou se aliarem à uma causa, que a luta seja nobre, por valores muito mais profundos que o poder de compra. A legitimidade vão buscá-la nas fronteiras deliberadas e impostas após a conferência de Berlim, ou por cláusulas não respeitadas do tratado de Simulambuco que estabelecia Cabinda tão somente como um protectorado português e não como parte da província ultra-marina de Angola.
A História é sempre um argumento mais eficaz atribuindo um peso solene e e dignificante à qualquer luta pela auto-determinação. Poderemos nós, do cimo da nossa arrogância sempre repleta de certezas, afirmar que tudo o que eles querem é o petróleo todo para eles, que não passam de egoístas egocêntricos, recusando ver uma parte da sua riqueza ser distribuída por gente mais necessitada com a infelicidade circunstancial de ter nascido numa zona onde as riquezas, se as houverem, ainda não começaram a ser exploradas, ou se o são, ainda não trouxeram frutos? Sinto muito, mas acho que também não podemos cair nesse erro de asserções absolutistas sem antes nos deslocarmos a Cabinda e “tirarmos a temperatura” ao povo cabindense e tentarmos entender como podem cair nesse conto do vigário, ou se caíram efectivamente, ou mesmo, se tal conto sequer existe. Também não podemos saber qual a franja dessa população que é realmente pela secessão, do âmago da sua convicção política e que apoia o movimento de libertação de coração.
Mas não será certamente escamoteando o assunto como nos habituamos a fazer na capital, evitando o debate público de uma questão tão profunda, que o governo conseguirá tornar a sua posição (justa ou injusta), mais credível para os cabindenses e para o resto dos angolanos que vão seguindo os desenvolvimentos pelos periódicos da capital, não sem uma certa dificuldade em localizar-se historicamente e compreender o cerne da questão (eu incluo-me nesse rol). Autonomia, FLEC, Mpalabanda, são as três palavras que compõem o grosso das matérias, mas elas são desesperadamente insuficientes e mostram, uma vez mais, a incapacidade, ou a falta de vontade, do Estado em fazer participar a sociedade civil nas discussões sobre problemas que nos tocam a todos, as suas dimensões e implicações reais, preferindo continuar a tratar o seu “eleitorado” como bebés de colo que não podem entender diplomacia (ou uso de artilharia), usando a sua estratégia rídicula de sempre: “Quanto menos poeira levantar, mais fácil e menos bandeiroso será “arrumar o assunto”. “
A questão para mim é esta: não terá o governo angolano as mesmas razões simplistas e puramente económicas, simétricas à dos líderes cabindas, e nos vá alimentar do nosso lado a conversa de uma união nacional que nunca existiu (plenamente, nos corações de TODOS os angolanos)? Da mesma maneira que podemos querer acreditar que há, de verdade, um fundo puro, sadio e sincero (mesmo que na sua maneira ímpar de o demonstrar) da parte do governo e que ele queira mesmo preservar essa identidade nacional, os cabindas estão no seu direito de preferir acreditar no discurso dos seus supostos libertadores que terão certamente algumas provas da má gestão da “sua” riqueza na capital do país e as usem como argumento para convencer os mais cépticos que a unidade nacional é só uma desculpa. Isto é sempre assim, as verdadeiras intenções de cada lado, não são nunca assumidas, têm de ser apontadas de um dedo acusador pelo nosso adversário. Grande dilema não é?
A solução, para mim, é muito simples, não vejo a razão de tanto “fuzwé” (para alegrar os fãs incondicionais do Jô e dos nossos queridos irmãos brasileiros) com desculpas para aqui e para ali e tentativas de negociatas que certamente envolvem promessas obscuras de maquias irrecusáveis em contas offshore se “nos entendermos todos como irmãos e amigos”: promova-se a realização de um referendo!
Dá-se um tempo de campanha para os dois lados tentarem o seu melhor para passar uma ensaboadela aos cérebros das pessoas, que eles sempre hão de julgar como sendo estúpidas, engolindo as suas ideias mal explicadas como se de papa Cerelac se tratasse e que, depois disso, se deixasse nas mãos do povo a deliberação com a sua consciência e com as suas convicções, registada em forma de voto. Não é esta a forma mais legítima de se tomarem decisões numa democracia? É numa democracia que alegamos com elevada frequência viver ou estou enganado? Ou o Chavez, que já fez 11 (!) referendos desde que foi eleito pela primeira vez em 1998, é que é o ditador?
Não posso considerar credíveis os líderes da FLEC/FLAC que “lideram” a guerrilha directamente das suas confortáveis “mansões” em Paris ou seja lá em que outras cidades da Europa se encontrem a difundir a sua causa, é muito feio decidir lutar, mas não se envolver físicamente na batalha. Também não sei a que ponto poderia reconhecer na Mpalabanda uma verdadeira representação do sentimento generalizado do povo desse enclave, mas, que raios, que alguém me explique a razão pela qual não lhes perguntamos directamente?
Se fosse eu um enviado em nome do povo angolano para tentar convencer os cabindas a não abandonarem o barco, este seria o tipo de discurso, sem papel (será que mais ninguém consegue exprimir genuinamente o que sente, com frontalidade, sem ter de recorrer a um discurso de tecnocrata apodrecido, dactilografado num papel amarelado?), com o qual tentaria convencer o povo de Cabinda a não levantar a âncora tão prematuramente:
“Querido povo de Cabinda, oh, perdão, queridos angolanos de Cabinda. Finalmente, depois de tanto sangue inútil dos nossos irmãos ter sido derramado pela luta que escolheram abraçar, resolvemos, lá na capital, parar de ignorar essa garra, essa fibra que vos caracteriza e com a qual têm diligentemente demonstrado a vossa determinação de ferro pelo direito a escolherem o vosso destino sem que este vos fosse, mais uma vez, imposto. Hoje admitimos ter sido uma estratégia infantil de tão arrogante. Deveríamos, naturalmente, tendo vindo de concluir uma luta similar pela independência dos nossos povos das garras do colonialismo, ter sabido fazer melhor do que reprimir pura e simplesmente as manifestações de descontentamento que emanavam e continuam a emanar de tantos povos por esse nosso Angola à fora, mas ao invés disso, ouvi-los, discutir com eles sobre as razões e as soluções plausíveis que nos permitissem a todos estar de bem e, juntos, lutarmos pela edificação dessa identidade comum que tão sequiosamente, mas com pouca maturidade procurámos. Não quero ser repetitivo e tocar sempre o mesmo kuduro desculpando-me com a guerra fratricida que eclodiu logo após a proclamação da independência e que impediu de gatinhar a nossa jovem Nação, obrigando-a a arrastar-se mutilada, física e mentalmente, durante 3 décadas, mas , meus irmãos, é um facto e dizer o contrário seria incorrer numa mentira grosseira pela qual não ousarei aventurar-me, ela foi a nossa prioridade primeira e por isso, o termos descurado a vossa digna luta, relegando-a para segundo plano. Não vamos fingir de avestruz o resto da vida, até porque não temos um resto de vida se não resolvermos esta nossa querela o mais rapidamente possível, entre nós, irmãos.
Unidos por força das circunstâncias históricas ou não, é contraproducente negar que temos HOJE, uma História em comum. Ela depassa-nos e une-nos como jamais. Pode parecer contraditório querer escorraçar o colono e depois usar a única coisa que ele nos deixou de herança como elo de ligação para justificar as nossas fronteiras, mas, queridos irmãos, será que queremos também voltar ao período pré-colonização em que ora nos entendíamos, ora andávamos à porrada uns com os outros? Não será que, do mal o menos, deveríamos apoiar-nos na nossa História “recente” comum de 500 anos e nela fundar o nosso futuro e estreitar os nossos laços? Num primeiro tempo usando o português, mas quem sabe mais tarde, uma fusão das várias línguas nacionais que compõem este vasto, belo e rico país que agora temos a responsabilidade de, JUNTOS, dirigir? Eu sei e reconheço que, até agora, não temos demonstrado sinais de querer agir nesse sentido, sei também que vocês se sentem “justamente injustiçados” por não verem como gostariam, frutificarem-se as receitas provenientes dos lençóis de ouro preto que se estendem no vosso subsolo enriquecendo a vossa costa, mas, caros irmãos, apesar de todos nós sabermos passarem-se obscenidades com o nosso dinheiro, derivadas da fraqueza do ser humano que cede à tentação da luxúria e da aparente facilidade e impunidade com a qual se pode adquiri-la no país que estamos a tentar edificar, todos sabemos que isso não pode durar para sempre e que, com o fim da guerra, será muito mais difícil arranjar justificações para os rombos dos anos precedentes e que os malfeitores serão admoestados com penas severas por privarem os donos desse dinheiro, vocês, povo de ANGOLA, de também se alimentarem, se vestirem, se alojarem, se divertirem e o estourarem como bem entenderem.
Em breve cada um de vocês terá a ocasião, depois de todos esses anos em que vos negamos esse direito, de se exprimir por pleito eleitoral e nessa altura, queridos angolanos de Cabinda, peço-vos que pensem com o vosso coração e não com a promessa que querem vender-vos de enriquecimento pessoal vertiginoso. Porque essa riqueza pessoal não saberia fazer-se senão em detrimento do aumento da miséria dos outros, por essa Angola fora. Será que vocês querem ter isso na consciência? Povo de Cabinda, não vim aqui para dar continuidade a falsidade política que prefere usar artifícios de retórica para convencer as massas, como se de uma competição entre pseudo-intelectuais com o vocabulário mais rebuscado se tratasse. Ao invés disso, uma sincera abordagem do problema com o qual nos confrontamos, que possa ser compreendida pelo menos iluminado dos estudantes do secundário. Se estou aqui hoje com o coração aberto, assumindo os nossos erros e implorando que vocês tenham a bondade de espírito e sabedoria (coisas essas que entre nós, homens de poder, são recursos de extrema raridade) para nos perdoarem, é porque, nós precisamos de vocês, vocês não são dispensáveis, vocês não são algo do qual possamos abrir mão. É certo, precisamos da vossa riqueza para podermos dar continuidade à nossa expansão económica, isso é lógico e seria absurdo da minha parte omiti-lo, como se vocês não fossem crescidos o suficiente para se darem conta sozinhos. Mas, essencialmente, precisamos de vocês para perseverar na busca pelo sonho, sonho pelo qual tão arduamente lutámos, por quem tombaram juntos, nas mesmas frentes de combate, cabindenses, luandenses, benguelenses, malanjinos, todos esses povos corajosos do mais recôndito dos cantos, esse sonho que foi utópico e depois só irrealista e depois já tangível e hoje uma quase realidade, esse sonho que agora cabe a nós, juntos, concretizar, esse sonho chamado Angola.”
Algo do género. Acabaria por, tentando provar a minha franqueza, lhes pedir humildemente que me pusessem à prova perguntando-me o que quisessem sem receio nenhum, esse receio que se tornou uma constante quando fala um responsável político, de se lhe colocarem perguntas que possam ser constragedoras e que se generalizou aos supostos recolhedores de informação, muito por culpa da cultura de revanchismo implementada por esses mesmos políticos que odeiam ver-se confrontados por gente que “não percebe” o seu empenho e dedicação. Fá-lo-ia, insistindo que não era diferente nem superior a nenhum dos presentes, pelo contrário, um funcionário que tinha no povo a minha entidade empregadora e que me submeteria ao que ele deliberasse como sendo o melhor para a colectividade.
Se os resultados do voto fossem favoráveis à continuidade no território nacional, restaria esperar que os combatentes soubessem render-se à vontade popular e entregassem as armas, sendo-lhes prometidas as baboseiras de sempre, amnistia por todos os males e crimes cometidos e fraternidade eterna etc; Caso contrário, passariam a ser oficialmente um grupo de meliantes, pois a legitimidade política ter-lhes-ía sido subtraída pelo povo que dizem representar.
Mas imaginemos o caso inverso. Os votos dão, digamos que por larga vantagem para evitar argumentos de fraudes e essas merdas que gostamos de acusar os adversários de ter cometido para recusar a derrota, vitória para CABINDA INDEPENDENTE. Pergunto-vos caros amigos, patriotas e democratas, o que acham que deveria o Estado angolano fazer nessa situação?
Aguardo-vos na secção de comentários? (Que tal esta para estremecer um pouco os ânimos?)
KulpadoKomum
Por favor bró, de futuro tenta sintetizar mais, é muito exaustivo este post.
Abraço
M.N
Sou adepto de liberdades mas até que ponto Cabinda independente traria paz e estabilidade para os cabindenses? Não seriam engolidos pelo vizinho?
Na minha opinião, esse referendo que tu sugeres não está no timming certo. A conjuntura de Angola e as instituições ainda não estão preparadas para essa visão democrática que tu tens. A democracia nem sempre é um bem. Segundo Platão, a democracia dá lugar ao caos. É preciso que haja maturidade na figura executiva e tu não tens essas condições em Angola, seria como dar emancipação a um puto de 12 anos e lhe desses uma casa, um carro e dinheiro, o resultado seria calamitoso para a sua formação.
Há de facto muita coisa a resolver em Angola e Cabinda é um exemplo que vai ser um pepino para a nossa geração resolver, mas estamos numa fase de transição onde não temos políticos capazes de gerir tantos dossiers em simultâneo. Eu optava por uma outra solução, o estatuto de Região Autónoma. Neste momento a prioridade de Angola é/deve ser correr atrás do tempo perdido e desenvolver o país e para isso precisas de Cabinda, não te podes dar ao luxo de ceder independência, podes sim gerir bem a província e conceder aos cabindenses as condições necessárias para a sua satisfação.
Angola precisa de Cabinda e dos irmãos cabindenses para levantar-se dos escombros e se afirmar como potência soberana de África.
Quero vos pedir que publiquem posts com mais espaço. Este assunto é daqueles que dá para debatermos por 1 mês mas vocês já colocaram outro tema. Se possível retirem o último post e deixem-nos debater este até ao fim do ano.
Abraço.
M.N
O que desde sempre faltou para o entendimento entre os povos de Cabinda e os do resto do território, foi um diálogo sério.
Há diferenças notórias entre as nossas gentes mas, também um passado comum, que não foi de 500 anos como é alegado.
O Tratado de Simulambuco, que liga Cabinda a Portugal, que a ligou a Angola, tem pouco mais que um século.
Até agora, salvo raríssimas excepções, o MPLA sempre tratou Cabinda com despreso e sobranceria. Numa palavra, serviu-se!
Os resultados desta politica estão bem à vista.
Em meu entender, Cabinda só tem a ganhar, em manter-se unida a Angola. Os recursos naturais são cada vez mais finitos e um pequeno território terá sempre muita dificuldade em sobreviver só.
Num tempo em que se buscam parcerias estratégicas e uniões, como a Comunidade Africana e a Europeia, em que as politicas proprias tendem a diluir-se e a ser substituídas pelo interesse de grupo, deverá ser um caminho a explorar.
Mas tem-se tentado apanhar as moscas com vinagre.
Esperemos melhores dias, para bem do bom povo angolano/cabindense.
Aníbal J. Russo
Este texto é na minha opinião ofensivo para o que hoje chamamos de ANGOLA. Mete em causa o conceito de Angola. “Angola tem razão de existir?” Todo ao longo do texto, é passada sorrateiramente a ideia que Angola, com as fronteiras que tem hoje, não tem razão de existir. Com o useo de palavras tais como : IMPINGIR identidade (impingir é NEGATIVO, a meu ver), “falso orgulho” de ser angolano, mas a frase que mais me revoltou foi “união nacional QUE NUNCA EXISTIU “: Será que nós, geração pós-independência, podemos chegar e afirmar de boca cheia que nunca houve coesão nacional? Penso é um bocado prepotente da nossa parte, nós, nascidos depois da independência ( lembro-te que foi uma luta NACIONAL), chegarmos e dizermos, “ah, essa união nacional, essa Angola, nunca existiu. É IMPINGIDA”. Os nossos pais, avós, etc, que lutaram por um PAÍS, por uma independência NACIONAL, de CABINDA ao Cunene, e que depois defenderam dos Sul-africanos e etc, que DERAM A VIDA por essa causa, por esse país, para depois dizermos de maneira leviana, ah… impingido.É grave! É, na minha opinião, desrespeitoso. Mesmo com todos os problemas que a luta da independência teve, os do Norte tinham a sua maneira, os do leste a sua, etc etc, mas tinham um objectivo comum. E não me vais dizer que depois de tanto tempo de luta por uma causa comum, não têm uma HISTÓRIA EM COMUM, porque não pertenciam ao mesmo reino 500 anos atrás. É ridículo! Os reinos acabaram (não sei se conheces bem os reinos, mas não sei até que ponto é verosímil dizer nenhum deles se dava bem entre eles… penso que devem ter, obviamente, uma História fortemente ligada, e mesmo alguns laços). Eu sou de Angola- Luanda, e não do reino do Congo. O que me indignou não foi a tua opinião sobre Cabinda, é sobre o que está detrás: pores em causa a legitimidade de Angola…. impingida!
Penso que devemos ter atenção quando pomos certas coisas em causa…
Obviamente, é só a minha opinião.
Um abraço,
N’Manga
Boas a todos e um benvindo caloroso ao Aníbal.
Começo por esclarecer que eu sou mais adepto de uniões do que divisões, sobretudo no actual contexto mundial onde as uniões prevalecem e os pequenos são geralmente presas fáceis para falcões de implacável precisão. No entanto, acho que as uniões devem ser harmoniosas e voluntárias e nunca garantidas pela força militar. Num mundo ideal, o diálogo deveria sempre prevalecer sobre o recurso às armas, deveriamos usar o ingrediente que nos torna supostamente “superiores” às outras espécies para evitar “baixar” ao nível deles quando temos de reclamar territórios. Na vida real isso não acontece, o que há em jogo é normalmente humanamente imprescíndivel e os mona-caxito acabam por ter a última palavra a dizer.
Acho que quando não somos nós a ter de tomar as decisões de tamanha gravidade, mais facilmente nos podemos assumir como pacifistas, mas o que a gente tem tentado fazer aqui é ir um bocado mais além de meras constatações, tentando perceber a dificuldade (ou pepino, eheh bem posto MN), a extrema delicadeza de algumas das decisões que envolvem a diplomacia de um país e, se possível, sugerir, propor, dar palpites sobre possíveis soluções.
MN, sem dúvida que a autonomia era uma das jogadas possíveis, no entanto mantenho que o povo deveria ser consultado, ao invés de tudo se decidir com algumas assinaturas à porta fechada. Não sei de que maneira a FLEC e a MPALABANDA realizam essa consulta para legitimarem as decisões que tomam por eles, mas a menos que haja uma confiança muito estreita entre uns e outros, há sempre o risco de o povo se sentir traído e acusar os líderes de se terem vendido por uns zeros a mais na conta. Acho a tua ideia muito boa mesmo, porque se realmente o povo de Cabinda quer ser independente, haveria de sentir isto como um passo importante, mesmo que intermediário (não tenho mesmo noção nenhuma, não sei se eles são daqueles aguerridos para quem “ou é tudo, ou nada”) e uma maneira de adiar a questão. Quem sabe não acabariam por se contentar com esse estatuto especial.
Por falar em estatuto especial, alguém sabe no que consiste(ia) o que lhes foi proposto pelo governo no Cacimbo passado?
“Sou adepto de liberdades mas até que ponto Cabinda independente traria paz e estabilidade para os cabindenses? Não seriam engolidos pelo vizinho?”
Isso seria um dos argumentos que meteríamos no rol a apresentar aos cabindenses para não nos desertarem, mas não podemos forçar um filho a ficar em casa connosco porque corre risco de ser assaltado ou atropelado na rua.
MN, apesar de perceber também o que queres dizer com a frase de Platão, acho que não devemos estar a reclamar uma coisa às fracções, estamos aqui a reivindicar democracia e uma data de direitos, se ao mesmo tempo reconhecemos a necessidade/razão destes não serem respeitados, que ainda não estamos preparados para assumirmos plenamente esse estatuto, então não estamos a fazer nada, só a pedir que nos digam isso com sinceridade, para podemos perceber e aceitar. Percebo, mas não posso aceitar, seria contraditório com tudo o que faço.
“….e se afirmar como potência soberana de África.”. Potência soberana é tipo o quê?
Para fechar este assunto (pelo menos desta vez) e para que tenhamos do quê continuar a debater (uma vez que já concordei com a tua ideia), imaginemos que o estatuto especial seja recusado (como me parece que foi, pelo menos a proposta que foi apresentada), haverá algum plano B que nos permita não ter de voltar às armas enquanto uma solução satisfatória para as duas partes seja encontrada? Será que nos períodos de diálogo se fazem tréguas (assim poderiamos dialogar forever eh eh)? É mesmo um assunto que não domino e de momento não me ocorrem outras ideias brilhantes que possam ser plano B à tua MN, mas sem dúvida que o diálogo tem de ser franco e bem intencionado como muito bem referiu o Aníbal, apesar de eu não poder afirmar que já não o seja, porque NÃO SEI.
N’manga bem haja a diferença de opinião. Pensei que os primeiros comentários fossem ser todos para crucificarem o texto (e vilipendiarem o autor) como o teu. Constato, não sem assumida surpresa e alegria, que afinal nem toda a gente se ofende com este assunto e que, melhor, reconhecem a necessidade de discuti-lo com FRONTALIDADE, chega de andar em bicos de pés com medo de magoar sensibilidades ou ferir memórias. Sim, para alguns angolanos (espero que a maioria) existe essa Angola comum pela qual se bateram juntos angolanos de todas as etnias. Mas, existe uma fatia importante do nosso povo que ainda alimenta velhas raivas e ressentimentos enraizados em argumentos etno-tribais. Eu não sei qual é a importância dessa população (em termos de número), mas fingir que não existem é mais do que contraproducente, é perigoso; A prova…
Saíndo agora do tema e voltando ao MN:
Mano, somos 5, raramente escrevemos, quando o fazemos temos vontade de postar, daí a irregularidade na frequência, mas também não vejo em quê que dois ou três posts podem interferir com outras discussões mais antigas. Não tens de intervir imediatamente em todas, apesar de nos fazer enorme prazer que o faças, podes ir intervindo como o teu tempo te permitir ou como o assunto te parecer mais ou menos prioritário. Não sei porquê que não podes manter duas ou três fogueiras acesas, enquanto tiveres algo a dizer e a refutar, o assunto pode continuar vivo (por exemplo, quando encontrarmos uma melhor resposta para a nosso “beco” dos RLRE, voltamos ali ao das guerras). Tens de ver que nem toda a gente é tão assídua quanto tu :-P. Outra cena e prometo-te que é a última… comé então? Lêr 5 páginas também é grande mambo? Escrevi assim porque assim me saíu, assim achei que devia ser apresentado. Foi-me sugerido que o dividisse em dois, fui eu que fui casmurro. Se está “fastidioso” ou “pesado” ou já não me lembro qual foi o termo para chato que empregaste, vai saltando parágrafos, ou lê às mijinhas.
Abraços aí para vossemecês
KulpadoKomum
Viva,
Os conflictos internos no seio do povo Angolanos existem… mas não devem ser alimentados!
Vejamos por exemplo uma das politicas pos segunda guerra mundial que a Europa tomou para evitar futuras conflictos… intercâmbio de estudantes entre os paises Europeus. Hoje temos a União Europeia que conhecemos, algo impensavel a 60 anos atras.
A ideia que quero passar é que em Angola, com as fronteiras que hoje conhecemos, devemos ter a visão (neste aspecto) dos Europeus. Estes conflictos internos, de caris tribal, não beneficiam ninguém, apenas isolam povos uns dos outros, em que por exemplo um deles tem a sorte de estar ao lado de um rio e o outro ao lado do mar, e la continuamos o caminho que temos percorrido desde a pré-história com guerras e conflictos.
Não conheço muito bem o caso de Cabinda, mas tenho noção de que actualmente eles não se consideram “Angolanos”. O que vos questiono é o seguinte… devemos deixa-los partir para uma carreira a solo? ou tentar integra-los melhor na comunidade Angolana?
Eu estou inclinado para a segunda… e se apos determinado tempo (amadurecimento da democracia citado pelo M.N.) o problema persistir, realizar o dito referendo.
Parece que todos aqui são a favor da união, e visto que muitos dos problemas que dificultam essa bem-dita união ja foram amplamente discutidos, peço que proponham propostas para tornarmos Angola mais unida. Para ultrapassarmos esses problemas relaccionadas com a religião, côr, lingua, altura, proveniência, sotaque, sobrenome, etc etc…
Eu acredito que alguns dos visitantes deste blog serão pessoas com poder de decisão em Angola e sem duvida as conclusões daqui tiradas podem ter repercussões no nosso futuro, maiores do que aparentemente nos possa parecer
Eu tenho uma proposta: Eu considero importante o intercâmbio de estudantes universitarios, numa primeira fase entre Cabinda e Luanda.
Um abraço,
+1Angolano
Irmão KulpadoKumum,
Angola é um Estado Soberano. (Os estados, quanto a forma do seu poder político, classificam-se como: Estado Soberano, Semi Soberano e Não Soberano. Existem requisitos para classificar os Estados e para se ser um Estado Soberano temos, obrigatoriamente, que observar 3 elementos: Jus Belli, Jus Tractum e Jus Legacionen.)
“….e se afirmar como potência soberana de África.”. Potência soberana é tipo o quê?
Angola sente-se musculada e já caminha para Potência Soberana, exemplo disso é o facto de ter tropas no vizinho Congo mas o mais flagrante “uso da força” foi o que se passou nesta Cimeira EU/África onde Angola disse se Mugabe não vai nós também não vamos, obrigando a Europa a recuar, fazendo até uma mossazinha interna que foi a falta de comparência de Gordon Brown. Só isso ilustra bem a Potência que nos estamos a tornar.
Mas para ficarmos bem nessa foto temos de resolver alguns conflitos internos como o de Cabinda (Calcanhar de Aquiles). Não fica bem resolvermos conflitos nos vizinhos e não resolvermos os nossos próprios.
Para sermos “Potência Soberana Africana” precisamos eliminar toda instabilidade militar e politica (dentro do país e nos vizinhos) criar uma economia atraente, atrair investidores estrangeiros e multinacionais (não falo dos chineses e dos tugas na construção e no comércio) com indústria pesada (automóvel, electrónica, metalúrgica, farmacêutica, etc.).
Como se criam essas condições?
Eliminando a instabilidade, dentro e nos arredores, de Angola.
“Angola precisa de Cabinda e dos irmãos cabindenses para levantar-se dos escombros e se afirmar como potência soberana de África.“
+1Angolano,
“Eu tenho uma proposta: Eu considero importante o intercâmbio de estudantes universitários, numa primeira fase entre Cabinda e Luanda.”
Eu também apoiava a tua ideia se existissem Universidades em Cabinda ou se as de Luanda tivessem lugares disponíveis
Abraço.
M.N
A minha proposta é um “projecto”… que deve incluir a criação de condições quer em Luanda quer em Cabinda para haver o intercâmbio.
Eu sei que Cabinda tem um polo universitario da Lusiada, universidade privada. Não sei se tem publica…
Quanto aos lugares disponiveis, é o intercâmbio que os vai criar
uns vão para Cabinda e outros para Luanda.
Um abraço,
+1Angolano
Basicamente parece-me que temos consenso: devemos tentar o maximo para convencer o povo de Cabinda a continuar a ser a 18a provincia do pais. Acho que todas as propostas são boas, as condições criam-se quando ha vontade né MN? Sem meter em questão a (falta de) qualidade do nosso ensino superior (ou outro), focarmo-nos nos jovens e promovermos o intercâmbio cultural é algo de extremamente positivo, pois os jovens de hoje são os lideres de amanha e “burro velho não muda os habitos”. Era necessario tb promover uma capacidade dos Luandenses abandonarem as manias de superior que nos caracterizam para tornar possivel o intercâmbio e evitar a habitual chacota e menosprezo a tudo que seja de outras paragens.
MN percebi o que querias dizer com potência soberana, obrigado por me elucidares. No entanto, se para ser soberano temos de “exportar” a guerra (para continuar a justificar exercito ou seja qual for o argumento) prefiro que não o sejamos. Claro que fico radiante quando vejo que temos peso para impôr tb a nossa vontade e que sejam obrigados a atender-nos, claro que adorei que tenhamos batido com o punho e dito que sem o Mugabe nao iriamos (no entanto se bem te lembras o das relaçoes exteriores disse PUBLICAMENTE que PREFERIA que ele não fosse, mesmo sem o proibir), mas a meu ver, esse poder vem de do actual desiquilibrio de interesses que pende em nosso favor.TODOS os potenciais investidores estrangeiros têm os olhos postos em nos, somos uma mina de ouro (e petroleo, e diamantes, e de manganesio, e de tantas outras coisas) e isso torna relevantes os nossos “caprichos” que se apressam a satisfazer.
Não deixo de achar triste como os outros paises se deixam espezinhar por estarem no outro lado da balança e terem menos a oferecer do que a receber e essa é uma das razões pelas quais eu sou mais pelas uniões do que pelas separações.
“Eliminando a instabilidade, dentro e nos arredores, de Angola.”
Mais dificil dito que feito, mas claro, é logico.
Uma das propostas que ja foi feita num post antigo, foi de optar por uma via de descentralização, com possivel capital ROTATIVA (um bocado rebuscada esta proposta, mas temos o direito de ser originais, claro q tem custos associados, mas tambem traz beneficios e a discussao aqui ja transcende os custos financeiros). Investir menos em Luanda e criar condições nas provincias. Mas a meu ver, a soluçao a curto termo nao existe, o dialogo tem de ser mantido com muita seriedade, para evitar desacatos e derrame de sangue sempre infelizes e entretanto medidas SERIAS e VIGOROSAS (nada a ver com força bruta) têm de ser tomadas para que sinais CLAROS sejam enviados do empenho em forjar uma Naçao (africana Soberana).
Ate ja
KulpadoKomum
TM
Quero por começar a dizer que o testo é mto exaustivo e para ser sincero não o li todo, mas penso que captei a ideia.
Realmente a cultura angola está a desaparecer ou melhor está a ser absorvida não só pela cultura ocidental mas também pela cultura americana e brasileira, a juventude angolana tem como “mania” imitar tudo o que vê, digo isto, por muitos motivos, reparemos na maneira de vestir e falar dos adolescentes principalmente,querem vestir como os americanos (maioritariamnete) e tambem como os brasileiros isto mais as meninias, assim como falar, isto demonstra que já não há estima e valorização do que é nacional, estamos a perder os nossos costumes, esquecer as nossas origens, os nossos “velhos” também têm uma certa culpa, porque são eles que nos mandam para o estrangeiros, são eles que não nos ensinam a nosssa língua materna, são eles que fazem as nossas vontades e esquecem ou não reparam que estão a contribuir para a aniquilação da nosssa cultura, o governo também deveria agir no sentido de pelo menos ser obrigatório aprender os nossos dialetos entre outras coisas, bom isto é um tema que tem muita coisa que s lhe diga mais penso que deixei a minha oideia bem clara, um abraços para todos.
Acho mto engraçado começarem os comentarios por dizer que acharam o texto exaustivo (aka CHATO, BLA-BLA, conversa para boi dormir). E certo que não sou nenhum nenhum erudito com o dom da escrita envolvente e cativante como muitos dos prolificos escritores que enriquecem as prateleiras de tantas livrarias, mas epa, se a coisa é chata/desinteressante/sem nexo, não se sintam na obrigação de deixar aqui um marco da vossa passagem (comentario), passem a algo que seja mais merecedor da vossa atençao.
Caimos nas malhas dos males que criticamos sempre aos outros, vivendo com uma perna na sala de estar mas a outra ja na porta, no ciclo do minuto de ouro, onde cada segundo conta e é sinonimo de uma possibilidade financeira que nao nos podemos permitir deixar passar. Entao somos capazes de devorar calhamaços de 800 paginas mas ja nos e EXAUSTIVO ler 5? O resultado caro Anonimo, é que captaste sim a ideia, mas pela metade, privando-nos do teu possivel interessante comentario sobre a segunda parte do meu aborrecido texto, porque obviamente, nem tempo tiveste para ler os comentarios que ja existiam ai e te “situares”. Obrigado de qq modo, fica registada a critica/sugestão e vou tentar restringir a minha fluidez nos proximos textos.
Abraço
KulpadoKomum