Pós-Manifestação
É com orgulho que anuncio aqui o sucesso da manifestação do 19 de Novembro de 2007. “Sucesso? Com 20 pessoas?” Sim. Sucesso porque foram 20 pessoas debaixo de chuva, 20 pessoas entre 100 000 que não tiveram medo, que não se resignaram, que não se deixaram levar por esses facilitismos de resmungar entre 4 paredes e de se silenciar na rua. 20 angolanos que foram à rua gritar bem alto: “Democracia sem voto não tem sentido”, “Angola é de todos nós”, “Viva Angola”.
Poderíamos ser mais? Sem dúvida. O que não significa que a comunidade angolana não partilhe a nossa revolta. É pura e simplesmente que a mesma não está pronta para se manifestar. Durante a manifestação tivemos uma amostra disso: as pessoas que iam saindo do consulado levantavam as mãos, batiam palmas e abanavam afirmativamente a cabeça, ilustrando aprovação. No entanto, o apoio parava aí, num casual “fixe”, e num acenar de cabeça. Muitos foram os angolanos com quem debatemos que acreditavam ser uma causa justa, e que se sentiam tal como nós indignados por não poderem participar nas próximas eleições do nosso país. Contudo, o passo seguinte não se sentem dispostos a dar. Este passo chama-se mobilização e é na minha opinião, o passo mais importante para qualquer povo que se diz democrático e independente. Muitos alegavam terem bolsas e terem medo de as perder, outros simplesmente diziam “concordo, mas manifestar é grave”. Enfim, as desculpas não faltavam para tentar justificar o evidente: o medo. Medo de dar a cara, medo de tomar uma posição, medo de represálias. É verdade, 32 anos depois, e o medo mantém-se. Recuso-me a acreditar que seja, como muitos dizem, “um problema cultural”. Não! É demasiado fácil dizer que nós “nascemos assim e está tão intrinsecamente preso à nós, que chega a fazer parte da nossa cultura”. Este foi um factor preponderante no número de angolanos presentes nessa manifestação. E espero que os angolanos que tenham ficado em casa, reflictam bem melhor naquilo que ainda podem fazer porque ainda nada está perdido e muito pode ser feito. Está na hora abandonar o medo e de abraçar a democracia.
O Sr. Estêvão Alberto, conselheiro de imprensa do Consulado de Angola em Lisboa, fez o “seu papel”, ou seja o de desvalorizar a manifestação, dizendo que o número de manifestantes não é representativo da comunidade angolana residente em Portugal. Eu estou de acordo, o NÚMERO não é representativo, mas garanto ao Sr. Conselheiro que a posição defendida por estas 20 pessoas é sem dúvida a posição de grande parte desta comunidade de 100 mil angolanos. A única diferença é que estes 20 tiveram coragem de dar a cara. Ele também alegou que o grupo que a organizou é “sem representatividade”: somos um movimento espontâneo, 100% apartidários. Não será esta a maneira mais pura de reivindicação? Cidadãos que não têm nenhum interesse político ou económico, que se juntam a outros cidadãos que partilhem a sua luta e causa, para que uma certa medida seja tomada em prol do povo. Penso que neste caso, esta “falta de representatividade” é de louvar, e é bem mais pura que a criação de qualquer partido político.
Quero lembrar que a manifestação não é o ponto final. Vamos continuar a lutar pelos nossos direitos. Só pararemos de reivindicar o direito do voto, quando efectivamente nos for concedido esse direito.
Poderíamos ser mais? Sem dúvida. O que não significa que a comunidade angolana não partilhe a nossa revolta. É pura e simplesmente que a mesma não está pronta para se manifestar. Durante a manifestação tivemos uma amostra disso: as pessoas que iam saindo do consulado levantavam as mãos, batiam palmas e abanavam afirmativamente a cabeça, ilustrando aprovação. No entanto, o apoio parava aí, num casual “fixe”, e num acenar de cabeça. Muitos foram os angolanos com quem debatemos que acreditavam ser uma causa justa, e que se sentiam tal como nós indignados por não poderem participar nas próximas eleições do nosso país. Contudo, o passo seguinte não se sentem dispostos a dar. Este passo chama-se mobilização e é na minha opinião, o passo mais importante para qualquer povo que se diz democrático e independente. Muitos alegavam terem bolsas e terem medo de as perder, outros simplesmente diziam “concordo, mas manifestar é grave”. Enfim, as desculpas não faltavam para tentar justificar o evidente: o medo. Medo de dar a cara, medo de tomar uma posição, medo de represálias. É verdade, 32 anos depois, e o medo mantém-se. Recuso-me a acreditar que seja, como muitos dizem, “um problema cultural”. Não! É demasiado fácil dizer que nós “nascemos assim e está tão intrinsecamente preso à nós, que chega a fazer parte da nossa cultura”. Este foi um factor preponderante no número de angolanos presentes nessa manifestação. E espero que os angolanos que tenham ficado em casa, reflictam bem melhor naquilo que ainda podem fazer porque ainda nada está perdido e muito pode ser feito. Está na hora abandonar o medo e de abraçar a democracia.
O Sr. Estêvão Alberto, conselheiro de imprensa do Consulado de Angola em Lisboa, fez o “seu papel”, ou seja o de desvalorizar a manifestação, dizendo que o número de manifestantes não é representativo da comunidade angolana residente em Portugal. Eu estou de acordo, o NÚMERO não é representativo, mas garanto ao Sr. Conselheiro que a posição defendida por estas 20 pessoas é sem dúvida a posição de grande parte desta comunidade de 100 mil angolanos. A única diferença é que estes 20 tiveram coragem de dar a cara. Ele também alegou que o grupo que a organizou é “sem representatividade”: somos um movimento espontâneo, 100% apartidários. Não será esta a maneira mais pura de reivindicação? Cidadãos que não têm nenhum interesse político ou económico, que se juntam a outros cidadãos que partilhem a sua luta e causa, para que uma certa medida seja tomada em prol do povo. Penso que neste caso, esta “falta de representatividade” é de louvar, e é bem mais pura que a criação de qualquer partido político.
Quero lembrar que a manifestação não é o ponto final. Vamos continuar a lutar pelos nossos direitos. Só pararemos de reivindicar o direito do voto, quando efectivamente nos for concedido esse direito.
Posted by
at
22:55:15
Epá, dou-vos o meu abraço, mas é triste que os angolanos nao consigam se mobilizar em massa em nome de uma causa justa. E olha, vcs nem fotos das manifestacoes teem? Coloquem entao ai as fotos para a malta ver ou mandem la no club-k. Abraços…
A manifestação passou e por muitos talvez ja esquecida, mas a iniciativa ficou… é preciso não cruzar os braços quando os nossos representantes não tomam decisões que beneficiam os interesses dos Angolanos, pois eles la estão para as defender. As vezes tenho a impressão que nos esquecemos disso com demasiada frequência.
Vamos continuar a luta, não apenas pelo voto dos expatriados mas também a luta pela consciência civica dos Angolanos.
(Peço desculpas pela ausência de alguns acentos, não tenho teclado português)
forca irmoes voces sao heroi ,aqui no canada erao pouco mais somo heroi para uma causa justa voto para todos e um direto democracia e libertada.muitos dos nossos irmoes tem medo mais nos vamos sempre continuar eles ereao vir nao dexistimos.um forte abraco do canada lutamos para o nosso direto
Tenho a certeza de que o baixo número de manifestante não significa que a causa não seja defendida pela maior parte da comunidade angolana, não só em Portugal mas em todo o mundo. O grave problema dos angolanos é o extremo e preocupante “deixa andar” que se funda em vários argumentos reunidos num só já varias vezes referido aqui: o medo.
Ora, o que as pessoas não vêem ou não querem ver é que esse medo é muitíssimo perigoso porque se trata de um verdadeiro cheque em branco passado aos nosso governantes (e infelizmente isto não é só uma metáfora).
Esta manifestação não foi um fracasso como alguns quiseram passar, pelo contrário, foi um primeiro passo muito positivo. O grupo teve já alguma visibilidade em vários meios de comunicação social (TV, Jornais, Radio, Net…) e os senhores do Consulado puderam confirmar que existem sim pessoal alerta quanto aos seus direitos.
Faço aqui um apelo às outras comunidades angolanas na diáspora para que nos juntemos todos pelo voto, pela Democracia, por ANGOLA!
Kukiela*
Fui um dos participantes da Manifestação e orgulho-me de o dizer:
Foi um sucesso. Foi a vitória da voz, da democracia, sobre a letargia mental que atinge, ora a população, ora o nosso Governo que tarda em nos facultar um direito, que nos pertence, que é consegrado numa Constituição que nos determina a nós, Angola, como um Estado de Direito.
Penso que isto terá sido um começo, um mero “abrir de olhos” a todos aqueles que defendem a evolução do nosso país. Acreditemos nesta causa, porque seremos os mais beneficiados. Estaremos a contribuir para um país melhor.
Fazermo-nos ouvir, seja através de uma manifestação, comício, cartas ao governo, seja o que for, será condição sine qua non para o desenvolvimento do país.
“Bro, levanta a voz!”
Acreditem.
Caros compatriotas, se nos formos em massa numa manifestação diminui o perigo de sermos vitimas de assassinatos do MPLA, mas se continuarmos com os braço cruzados o Ze e sua equipa continuarão a fazer de Angola o que ela é hoje. apelo a todos os Angolanos que a proxima nos façamos presentes de forma a fazermos a diferença. Ja é altura de fazermos algo ao inves de estramos so a criticar e manter os braços cruzados.
Caros amigos,
Efectivamente a bola está a rolar e vocês estão ao ataque para defenderem aquilo que são os vossos Direitos. Parabéns por terem a coragem de dar a cara, mesmo que em número inferior ao que se desejava, e parabéns por levar a vossa acção até ao fim sem medo de represálias. Foram poucos mas bons!!!
Não estive presente porque fui coerente com aquilo que era a minha posição inicial. Acho que não se deve gastar energias positivas quando sabemos a partida que não vai haver efeitos retroactivos. Acho que manifestações com meia dúzia de pessoas, por mais justificadas que sejam, não são legítimas sem uma significativa representação. “Para se fazer uma omeleta é necessário haver ovos.”
Saúdo-vos, e espero que para a próxima, com mais tempo disponível, sem pressas e sem casmurrices consigam mobilizar mais gente. Não é da noite para o dia que se despertam mentes.
Um abraço amigo
M.N
Caro, M.N
Antes de mais nada, obrigado pelas palavras de apoio. Mas fico um pouco intrigado com o seu comentario. De um lado acredita que é preciso haver angolanos que não tenham medo de dar cara, que a bola esta a rolar e também acha que fomos poucos mas bons. Mas depois diz que não devemos gastar energias porque nao somos um numero representativo e que este tipo de manifestacoes de meia dúzia de pessoas não tem efeitos retroactivos.
Acredito que tivemos os tais efeitos retroactivos, pois vários media,a internet, e angolanos tomaram conhecimentos e passaram a palavra sobre a tão “pequena manifestação”. Obviamente que o governo angolano não ia mudar a sua posicao no dia seguinte, mas este foi um primeiro passo, pois como voçê proprio disse não se despertam mentes da noite para o dia. E venho aqui garantir lhe que na proxima manifestação ou na proxima acçao deste blog vamos ter o dobro das pessoas que tivemos na manifestação do dia 19. E porque??
Porque 20 pessoas tiveram a coragem de se por em frente ao consulado e lutar pelo seu direito. E quando digo coragem, não pense que estou exclusivamente a falar na coragem de dar a cara, pois infelizmente hoje em dia para sairmos das nossas routinas diárias para lutarmos por/contra valores e leis que estao pré estabelecidas é preciso CORAGEM!
É isto que peço a si e a outros Angolanos que preferem lutar nos bastidores por esta causa e outras! Ao voçê dar cara acredite que outra pessoa por sua causa tambem vai fazer o mesmo. E assim faremos uma omelete maior e mais forte!
E amigo, não sei dos seus dotes culinários mas eu garanto lhe que consigo fazer um omolete com um só ovo!!
Estmos abertos a “dikas” de como lutar por esta causa sem ser por manifestações, portanto mande nos umas ideias se possivel.
Paz,
Mukuolua Kinamatos
Estimado Mukuolua Kinamatos
Infelizmente não tenho nenhuma receita milagrosa que no imediato resolva os nossos problemas, os problemas de Angola.
Mas sei que a pressa é inimiga do homem e para se confeccionar qualquer bom prato é necessário paciência, há que deixar as coisas em lume brando a refogar durante o tempo indispensável e quando todos os elementos estiverem no ponto aí levanta-se o lume.
Claro que todos os cozinheiros têm o seu “modos operandi” e o fast food tem vindo a ganhar adeptos, o problema é que isso é ilusório, ou seja, pensamos que matamos a fome mas ela continua lá e não só gastamos ingredientes em vão como começamos a criar problemas de saúde com essa dieta.
Agora sem metáforas e falando aberta e directamente, acho que se queremos ser bem sucedidos a nossa missão deve ser cautelosa, devemos pensar mais com a razão e menos com o coração. Ví, na reunião que estive presente, muitos apaixonados por uma causa, (alguns queriam protagonismo por vaidade, alguns queriam fazer historia) causa que também é a minha, mas o sucesso da missão não passa por fazer afrontas e braços de ferro com um regime a qualquer preço, pelo menos não no imediato quando ainda não há “munições”* suficientes.
A história de David e Golias podia aqui ser um bom argumento a vosso favor mas para derrotar o Golias precisamos de nos unir. A união faz a força e quando não há união é utópico pensar em força…
Já que vocês me pedem algumas ideias: A nossa/vossa missão deve começar por despertar as pessoas, abrir os olhos, chamar a razão a aqueles não têm noção dela, temos de dotar as pessoas de alguns conhecimentos básicos e através dessas faculdades as poderemos ter muitos aliados para a causa de todos nós. Temos que promover e fomentar uma aproximação das pessoas aos destinos do país.
Durante muitos anos, quase 30, o aparelho ideológico de Angola reprimiu todos estes comportamentos que vocês e eu queremos restaurar, o contexto político assim o requeria, mas hoje, em tempos de paz, é necessário reverter essa tendência que tem uma espécie de efeito Pavloviano que restringe inconscientemente a sociedade civil angolana que está desfragmentada.
Na minha opinião, antes de manifestações e de outro tipo de actividades do género devemos recompor a inexistente sociedade civil angolana, apelando a sua participação.
Não é tarefa fácil e vai requerer perseverança. Não seremos nós os beneficiários deste feito, serão os nossos filhos que viverão numa sociedade livre, plural e liberal democrática.
Como? Perguntas-me tu!!!
Com Blogs, com letras de música, com peças de teatro, com documentários, com artigos em jornais, com fóruns, e por ai a fora… etc., etc…
Podes não valorizar, mas esses meios de difusão são muito eficazes. Uma música do MCK a passar na rádio deve ter efeitos retroactivos bem mais superiores que uma manifestação de 100 pessoas.
É a minha opinião e como tal vale o que vale. Todos temos a nossa, eu respeito a vossa e sei que vocês também respeitam a minha porque afinal de contas estamos todos do mesmo lado a remar para o mesmo destino.
Estou convosco!
Um abraço
M.N
*(pessoas com conhecimento dos seus direitos e das suas obrigações de cidadania)
Isso significa que no dia Cimeira U.E - África não existirá manifestação nenhuma? No dia que África é o centro de atenções e uma enorme quantidade de jornalistas estará cá!
E não percebo porquê só vinte pessoas apareceram! Não podem limitar os manifestantes as pessoas de nacionalidade angolana que vivem cá, mas sim abranger todos aqueles que tem amor por Angola, que estima o povo Angolano, e, ou, que tem amor pela democracia! Se fosse esse o caso, de certeza que apareceriam mais! As pessoas em questão tinham total desconhecimento da manifestação, nem sei se as rádios on-line de angolanos ou a RDP África comentou-a!
Se conseguissem promover uma manifestação à todas essas pessoas e mais os Angolanos que estão espalhados por toda a Europa, era extraordinário!
Boa Sorte,
Maria
P.S:Eu não sou Angolana, mas acho que também posso participar!
Caro M.N.,
Não podia estar mais de acordo contigo quando dizes que a nossa missão deve sem encarada com cautela, e deve dar prioridade à “abertura de olhos” da população angolana em geral. Contudo, divergimos no método. Eu acho que para recompor a sociedade civil angolana não nos podemos limitar à blogs, letras de música, peças de teatro, etc. Porquê? 1º - grande parte da população angolana é iletrada, portanto, tudo que toca blogs (aos quais nem sequer têm acesso), livros, artigos, etc, é pra esquecer. 2º- Essas músicas que falaste, já existem (Makalakato do Paulo Flores, etc)… Contudo, a sociedade continua na mesma. Nem vou falar do teatro (pois Angola é um país que não tem muito a cultura do teatro). Portanto, como chegar até às pessoas? Acho que nos manifestando estamos a fazer duas coisas:
1ª - Estamos a mostrar àqueles que já estão conscientes, que pensavam que estavam isolados, que ninguém partilhava das suas ideias, etc, que está na hora de agirmos.
2ª - Estamos ao mesmo tempo a chamar a atenção de todos aqueles que estavam “distraídos”. Quando se fala numa manifestação, a primeira pergunta que vem é: “porquê”. Ou seja, as pessoas começam a reflectir, porque vêem que efectivamente alguém está indignado ao ponto de sair à rua (o que não é muito comum entre angolanos).
3ª - Estamos tb, e obviamente, a chamar a atenção ao nosso governo, alertando que uma nova mentalidade na nossa sociedade está a emergir. Uma mentalidade inconformista e consciente dos seus direitos.
Essa música, essas peças de teatro, etc., a que tu te referiste, fizeram-me acordar! Agora que acordei, não ficarei de braços cruzados à espera que todos acordem. Vou tentar acordar todo o mundo, e mostrar que na vida há coisas bem mais produtivas a fazer do que dormir. Percebes o que quero dizer? Existem muitos, tal como tu, que estão atentos. Não podemos ficar de braços cruzados para sempre à espera da próxima música do Mc K. Como cidadãos dum regime democrático, acho que devemos usufruir dos nosso direitos e reivindicá-los. Acredita que não somos assim tão poucos a estar conscientes que as coisas têm de mudar. Somos é sim poucos a perceber que com medo, Angola nunca vai andar.
Abraço,
N’Manga
Cada um tem os seus metodos claro. Uns sao pessoas de palavras e outros sao mais de acçoes, porque as palavras as vezes engasgam e precisam de ser transformadas. Obrigado pela força de qualquer maneira, talvez um dia te sintas incompleto por ter de deixar para tras os ingredientes para o refogado, na esperança que a geraçao vindoura comece a dourar as cebolas e te juntes à nos na hora de acelerar o processo de “despertar” o espirito critico, de incentivar a reivindicaçao, de aniquilar o pavor à retaliaçao. Sim, pq os outros q estao a construir a sociedade civil tb nao vao querer ir de cabeça ACORDAR as pessoas, pq q hao de ser os musicos e os cenaristas a arcarem sozinhos c as responsabilidades e com as consequencias de repressao? TODA A GENTE e responsavel e nao podemos consolar a nossa consciencia com um “ESTOU A FAZER A MINHA PARTE” quando ha mto mais q se pode fazer e quando nao ha outras pessoas a quem nos podemos juntar para faze-lo.
Maria BAZA LA, es mais que bem vinda, arrasta a tua tropa, se calhar ainda se mobilizam mais do q nos… nao estamos habituados a estas andanças, da mto trabalho e tira-nos mto tempo util de internet e de playstation. Claro q estou 100% de acordo ctg, sera ate contraditorio com os objectivos q advogamos perder a oportunidade de nos mostrarmos na CIMEIRA EUROPA AFRICA, vamos cogitar e ja te dizemos qq coisa. Benvinda. Beijos para ti e obrigado.
Mto people novo a deixar comentarios… altamente! Tamos a mexer! Brother do Canada; nao arranjas ai contactos de associaçoes de estudantes para a gente esticar uma connection?
Ate ja
KulpadoKomum
Nmanga so discordo ctg num ponto, nos temos MUITO TEATRO, MUITO MESMO, apesar de toda a precaridade e da falta total de apoios do ministerio da cultura temos uma cena imensa do DO-IT-YOURSELF, mas os grupos de teatro sao essencialmente constituidos por jovens que foram “salvos” pela religiao e dedicam a maior parte das suas peças a tentar RESGATAR valores humanos e morais que se esfumam com a brutalidade da miseria, que se perdem no dia a dia de quem deve atropelar os outros para chegar mais rapido às migalhas que sobram do pao q comem os gordos. Essas peças falam mto em temas como o aborto, fidelidade (normalmente ligando esta a transmissao do sida), passando mais uma mensagem de “vira-te para deus” do que “tenta perceber a origem do problema e combate-lo”. Como bem disseste nao vamos ficar a espera que saia o proximo album do Paulo Flores ou que a maior parte daquela juventude flagelada à nascença, condenada à educaçao restringida, que se vira para o ceu para nao cair na tentaçao do crime ou do imoral, se levante por si so… nos somos privilegiados, nao usemos esse privilegio simplesmente para continuarmos a se-lo. FAZ O QUE ACHAS CERTO!!!
KulpadoKomum
KulpadoKomum,
obrigada! Vou fazer o que me cabe! Fico à espera dos vossos desenvolvimentos!
Maria Pinto
KulpadoKomum,
eu não disse que não existe teatro em Angola. Existe teatro, mas há muito pouca gente que o segue. O teatro avenida tem sempre peças a passarem, mas se fores lá ver, tem sempre lugar. Ou então, o Elinga teatro, que vai fechar para se construir um banco. Teatro existe, mas como disse, em Angola não temos uma CULTURA de teatro.
Abraço,
N’Manga
KulpadoKomum,
Que tal uma votação simbólica?! O boletim de voto seria a bandeira de Angola imprimida numa folha por cada um dos manifestantes. A folha também teria impresso ou o 15º, ou 19º, ou 21º artigo da declaração dos direitos humanos, ou em português ou inglês; cada manifestante decidiria qual imprimir.
ARTIGO 15.º
1 - Todo o indivíduo tem direito a ter uma nacionalidade.
2 - Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua nacionalidade nem do direito de mudar de nacionalidade.
ARTIGO 19.º
Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.
Artigo 21.º
1. Toda a pessoa tem o direito de tomar parte na direcção dos negócios públicos do seu país, quer directamente, quer por intermédio de representantes livremente escolhidos.
2. Toda a pessoa tem direito de acesso, em condições de igualdade, às funções públicos do seu país.
3. A vontade do povo é o fundamento da autoridade dos poderes públicos; e deve exprimir-se através de eleições honestas a realizar periodicamente por sufrágio universal e igual, com voto secreto ou segundo processo equivalente que salvaguarde a liberdade de voto.
Avanço?
Maria,
Sou portuguesa e nunca fui a Angola e pouco sabia sobre o país até há algum tempo. A minha única ligação com Angola são um grupo de pessoas fantásticas que conheci o ano passado, mas isso não me impediu de participar em tudo o que pude, incluindo na manifestação.
Sim, esta é uma causa de Angola e de angolanos, mas em nenhuma altura se disse que apenas estes poderiam participar. Eu e vários amigos portugueses fomos constantemente convidados a tomar parte activa em todo este processo aberto a qualquer um. E sim, não foi com muita antecedência, mas a informação passou em jornais, rádio e posteriormente a manifestação, na televisão.
Acho que a fraca aderência dos portugueses se deve a vários factores, estes são alguns:
1º o individualismo das sociedades ditas desenvolvidas, a mentalidade do “isto não é nada connosco” que está bastante enraizada e contamina como um virus
2º a fraca consciência cívica também cá se aplica, apesar de em diferentes moldes do que em Angola, claro
3º, e o menos importante acho, a divulgação não ter sido tão intensa como era desejado…
Quanto à questão da cimeira, acho que há pessoas mais “qualificadas” que eu para te responder…
Quero apenas aqui deixar, mais uma vez, o meu apoio de “tuga”. Vivendo numa era global onde todos partilhamos os mesmo problemas, porque não lutar por eles todos juntos? Globalização não pode ser só a nível da economia e das comunicações. O “cidadão do mundo” é hoje uma realidade e temos todos os meios para cumprir com as nossas obrigações, é só querer. Vivo num país livre e democrático, tenho consciência dos meus direitos e deveres e posso votar. Mas aqueles que não podem? Aqueles que se sentem presos por um sistema que não os deixa expressar a sua vontade? Devemos ignorar e esperar que alguém faça alguma coisa, estando nós confortavelmente sentados no sofá? Felizmente aqui todos sabemos a resposta… O dever de agir por um mundo melhor (desculpem o cliché…) é de qualquer cidadão ciente do mundo em que vive e daquele em que quer viver. Obrigado por teres referido o “amor a democracia”, é exactamente isso que sinto.
Tenho pena que não te tenhas juntado a nós, tenho a certeza que também irias gritar a plenos pulmões “VIVA O VOTO, VIVA A DEMOCRACIA!”… Acredito que aquelas razões que enumerei não se aplicam a ti, por isso fica atenta a futuras acções deste grupo de indivíduos empenhados em fazer valer um direito base do ser humano. Sinto-me agora preparada para te convidar, em nome de todos, a participar sempre! Está a ser, sem dúvida, um privilégio “lutar” ao lado destas pessoas, espero que muitos outros se juntem a nós – todos temos ainda muito a aprender.
Um abraço sincero,
Ana Eustáquio.
Angolanos,
É uma pena que alguém (singular ou colectivo), que se diz ser pela democracia, direitos humanos e defende os seus direitos e mais se apresente como defensor dos vários direitos da comunidade em Portugal e da diáspora no geral, não passe simplesmente de mais um que não tendo amor a pátria, investido em causas alheias transmita sem convicção e sem sucesso uma visão externa aos interesses angolanos, quem nada construiu, nada sofreu na pátria (se é que tem), não cresceu e não vive Angola, não tem moral nem memoria para poder em tempo algum defender alguma coisa, seja ela negativa ou positiva, um velho ditado muito corrido na banda gritantemente se houve dizer “quem nos suja não nos limpa”, eu jamais envergonharia a minha pátria, sou fiel a um principio, Angola é a minha causa….qualquer luta interna é saudável, o contrario depreende uma derrota antecipada, maus democratas, cobardes enteados do mundo empresários de causas alheias, são tudo menos democratas.
Um bem elementar da democracia, prende-se com a lealdade, sinceridade, o respeito e a cima de tudo o entendimento da conjuntura e da família angolana e quando nos apresentamos como defensores sem cores, quando já estamos pintados, só me faz lembrar um dito bíblico, cuidado falsos profetas aparecerão em meu nome e de meu filho”revolução em Angola deve ser uns dos falsos profetas”, tentando minar a mente de pessoas serias e inocentes, quando estão ao serviço de……………..e Mais não digo seus mercenários, a guerra já acabou e com ela chegou a paz, se te transformares em força útil poderás ser salvo, caso contrario o teu destino e os demais já esta feito e o caminho esta aberto vão andando, logo logo, a paz regressará e quem sabe esta será para sempre, porque de guerra estamos fartos e cansados.
Amigos e Angolanos de coração e alma, façam algo de útil por Angola, o povo angolano precisa de solidariedade e não de politiquices empobrecidas e por demais importadas…………….bastaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.
Adeus para sempre………………………
Espero que esse adeus não seja para sempre.. Espero que tenhas a coragem de voltar a este blog para concretizar as tuas acusações..
Se a sinceridade é um bem elementar da democracia como o dizes, então responde frontalmente a esta pergunta: ESTAMOS A SERVIÇO DE QUEM???
Toda as pessoas tem direito à sua opinião, por mais ridícula e infundada que seja. Mas isso implica outra coisa, que cada pessoa seja responsável por aquilo que diz e defende.
Se queres ser levado a sério e não ser visto como um cobarde acaba aquilo que começaste e apresenta factos que apoiem as tuas afirmações. Diz claramente o que te leva a pensar tudo o que disseste.
Calvin
angola,
O teu comentário, desculpa que te diga, não tem ponta por onde se pegue. Acusações completamente infundadas, sem pés nem cabeça. O que te fez pensar que não nascemos, crescemos ou vivemos em Angola?
Acho uma piada à vocês que dizem que estamos a sujar o “bom” nome de Angola. Mas qual “bom” nome?! Estamos a lutar por uma Pátria melhor( e ao contrário de ti, escrevo Pátria com um P maiúsculo)e mais justa.
Como já disse o Kalvin, acho que devias fundamentar melhor as tuas acusações, porque senão cais completamente no ridículo.
Eu acho que é óbvio mas vou dizê-lo mais uma vez: Nós lutamos pelo que acreditamos. Disseste que “um bem elementar da democracia é a lealdade, sinceridade…”. Estou d’acordo. Mas o que é a democracia? Demo - POVO + CRATOS - PODER = PODER DO POVO. E diz-me, o povo de Angola, tem algum poder? tem direito a falar? Todos os angolanos podem votar????? NÃO. Então deixemo-nos destas demagogias de “Adoro a minha Pátria” e atrás nada fazer pela sua Pátria ou pelo seu povo. Nós estamos ao serviço da nossa consciência e das nossas convicções, e de nada mais.
E uma pena alg (singular ou colectivo) que acusa os outros de serem apatridas ou desnutridos de amor à patria que lhes pariu, seja arrogante ao ponto de se meter numa categoria superior de angolanidade. So nao te disparato porque nao te conheço. Nasci, cresci e vivi toda a minha vida em Angola (nem sei porque que me estou a dar ao trabalho de te dar justificaçoes) e ao contrario de ti, acredito que numa democracia existem direitos fundamentais, direitos esses que por regra nos sao sonegados, sendo o mais recente o nosso direito (que AI DENTRO e apresentado como um DEVER, e quem nao se regista NAO CONSEGUE TRATAR DE DOCUMENTOS, A MENOS QUE TENHA O “PADRINHO NA COZINHA”) a participar nas proximas eleiçoes, primeiras dde 92. Resolve-se por dentro? Entao vamos todos apanhar o aviao para ir manifestar em Luanda? Sao gajos como tu, que provavelmente têm a vida feita e sossegam a consciencia, repetindo para si proprios ate começar a parecer verdade,que fazem a sua parte para uma angola melhor pagando 200 dolares por mes à empregada.
OK, entao tudo bem, nos somos uma kambada de cobardes… TU ACHAS QUE ANGOLA VAI BEM, NO BOM CAMINHO e o que temos a fazer e voltar e participar nesse modelo plutocratico e fingir que tudo vai bem? QUAIS SAO AS TUAS SUGESTOES??? Antes de atirar merda para a parede, confirma bem que tens agua na torneira para poderes lava-la quando começar a cheirar mal.
Maria VAMOS EM FRENTE!
Brother do Club-k, acho q ng ainda te respondeu ne? Assim q tivermos as fotos vamos t’atirar, qual e o contacto? Manda-nos um mail para ficarmos c o teu. Obrigado pela força
KulpadoKomum
Esqueci de dizer…. Ana obrigado mil, ao contrario do senhor chateado que assina “angola” n acho de forma nenhuma ilegitimo a pessoa tomar partido numa luta que nao e necessariamente a sua, se a causa lhe comove de alguma maneira, ha valores que sao universais e nao e necessario SENTIR ANGOLA como os angolanos para sentir vontade de defende-los lado à lado. Tu e a Maria sao mais que benvindas.
KulpadoKomum
Lamentavelmente (preferia não ter lido) lí o comentário de alguém que anonimamente fez aqui neste espaço acusações infundadas e caluniosas. O que mais me entristece é que pude aperceber pela escrita e pelo discurso que é uma pessoa com alguma formação. Formação essa que devia estar ao serviço de milhões de angolanos que não puderam estudar porque os dinheiros públicos eram constantemente mal aplicados em guerras e em contas particulares no exterior.
Levianamente este alguém vem aqui tentar falsear a questão da moral ou a falta dela para criticar ou não Angola e vem ainda acusar as pessoas que estão ligadas a este blog, directa ou indirectamente, de apátridas pelo facto de estarem descontentes com a actual situação económico-social de Angola. Pois bem… Para se ser Angolano os requisitos são:
Jus Solli: Nascença no território ou sob a bandeira (caso de nascer num navio, avião ou embaixada)
Jus Sanguini: De Sangue (ainda que nasça fora do País, ou que apenas um dos progenitores seja Angolano)
E aquisição: Casamento, adopção, etc.
Sempre que se observe uma das condições que anteriormente mencionei a pessoa é plana cidadã com todos os direitos consagrados. O facto de o uns se encontrarem fora do espaço geográfico de Angola não implica que os seus direitos e deveres se tenham restringido. Como pode concluir, o Sr.(a) não é mais Angolano do que nós. Temos pena!!!
Se para si ser Angolano é tapar os olhos a boca e os ouvidos então meu caro por favor abandone Angola porque angolanos como o Sr.(a) prejudicam bastante a nossa terra.
Se neste espaço, ou noutro similar, se caluniar Angola o Sr.(a) sinta-se convidado a contra-dizer mas apresente argumentos válidos.
Não venha acusar este espaço de difundir ideologias. Não é explícito nem implícito que o conteúdo deste espaço tenha teor ou carácter político. Há uma linha invisível que separa a política da cidadania embora ambos se cruzem muitas vezes…
Pena que a sua instrução não o levou mais longe, talvez hoje não falasse tão pretensamente.
Os fins do Estado são promover:
- Bem-estar do povo (acesso a escola, acesso a cuidados médicos, Luz água potável, etc…)
-Segurança do povo (interna e externa)
-Justiça (manter a ordem jurídica no país, igualdade de direitos)
Eu desafio ao Sr.(a) a tirar as suas conclusões quanto aos fins do Estado e que me diga qual dos 3 é que se verifica em Angola.
Tenho pena que o Sr.(a) esteja ao serviço de uma ideologia e não da pátria Angolana. Se o Sr. fosse tão bom angolano como diz não vinha para este espaço caluniar as pessoas que promovem aqui debates.
Que vergonha!!! Tudo isso por meia dizia de tostões??? Não sei como consegue dormir a noite em sua casa e saber que milhares (um deles podia ser o Sr.(a)) estão em sua casa (os que há têm) sem luz, sem água (Os que têm água morrem de cólera se há beberem!!!) a serem picados por mosquitos sem terem acesso a medicamentos e cuidados hospitalares.
Volte sempre Sr… a porta estará sempre aberta.
M.N
Ana,
Obrigada pelo esclarecimento e o convite! É bom ver que ainda existe solidariedade neste mundo! E espero sinceramente que a diáspora consiga votar nas próximas eleições!
KulpadoKomum! Ok!
Angolanos,
Meus caros amigos, não gosto muito de demagogias sou prático, objectivo, directo, claro e acima de tudo consciente.
É muito fácil e comum pelas diásporas e no caso português (angolanos em Portugal), basearem-se muito em factos que nada tem haver com africa, debruçando-se de matérias de senso comum mas ligadas a uma rede proteccionista europeia, que por vezes e muitas vezes arrependidas dos erros praticados em africa, hoje consideram erros ontem achavam eles que não passava nada mais nada menos do que defesa da soberania que detinham esses sim sem o uso nem o recurso do tal poder que falavam por ai, e agora o que eles alimentaram em africa hoje chamam de violação dos direitos, falam em falta de democracia, falam de falta de transparência, em fim falam de tudo que faziam e que um dia não sua vontade deixaram de fazer, mesmo que isso tenha custado a africa( e no caso particular Angola), para uns e outros nada, mesmo sabendo dos litros de sangue derramados, da capacidade e do sacrifício que estes africanos fizeram para que hoje pudéssemos cá estar e falar de africa(Angola), com o orgulho de não sendo europeu e acreditar em africa, ser aqui, ali ou acolá sempre e sempre africanoooo(angolano).E nesta sequencia dizer que o continente mudou e hoje já temos uma africa totalmente moderna(felizmente pouco falada, porque não interessa), e outra em vias da modernização(onde podemos enquadrar a nossa Angola, para não ser ambíguo na independência do ser ou não da banda), bonito nisto tudo é que quem ontem impediu uma viragem, hoje impede o desenvolvimento amanha não pode beneficiar como os outros que se impuseram ao mundo e hoje fazem parte dele e devemos considerar muito respeitados, só a titulo de exemplo o caso da Africa do Sul, onde morrem em media 3 a 10 estrangeiros pelas varias razoes e quando se fala deles a sempre uma distancia entre o que acontece e o que poderá acontecer, quase que se implora por protecção, mas não se fala como se fala da africa lusófona( e no caso particular de Angola), porque a uma postura primeiro de patriotismo, segundo de autoridade perante quem ouse usar da palavra para maltratar o estado, incrível é que certos patriotas(angolanos) escorregam como crianças quando o caso se prende com a nossa Pátria(para não parecer menos patriota o P), aparece sempre um disponível a manchar, difícil é aproveitar os momentos bons e muitas vezes impares para realçar-mos os nossos pontos positivos, com autoridade e maturidade de alguém que um dia já foi escravo, carregou durante séculos os mais dolorosos sacrifícios e hoje quer ser chamado de gente, não sendo para isso chamado muitas vezes a infantizar situações que ate podemos todos com neutralidade acusar de grandes avanços em matéria de direitos.Isso para dizer que quando falar-mos de africa(Angola), os bons exemplos não estão na Europa na América ou na Ásia, é necessário compreender africa e aqui Angola tem mostrado que aprendeu e em muitas matérias temos que ser humildes em dizer que temos que aprender e para bem da verdade estamos aprender, logo temos que compreender que quem fez Angola foram homens e mulheres, muitos já não vivem, mas ainda a um grosso de pessoas vivas, que não entendem e muito bem aqueles que hoje mancham Angola e os angolanos pela sua acção quando é sabido por todos que a pouco menos de trinta anos faziam pior, tratavam os pretos como animais e hoje acham que nos devem dividir para em tom de autoridade falarem alto e em bom tom dizer olha os pretos uns com a colonização retrocederam os outros aprenderam bem a lição, a isso eu digo stop,stop, somos um povo único e só deus sabe o que passamos para chegar-mos onde chegamos, hoje estamos aqui, ainda não como queremos mas como podemos e a nossa juventude continuará o nosso trabalho, dizia um angolano mais” o mais importante e resolver o problema do povo”, e para o futuro esta reservado o nosso espaço de jovens para melhorar o que esta mal e dar continuidade ao que esta bem, africa(Angola), é um continente(país) soberano e não precisa assim como dizem alguns homens do ocidente de ninguém para sobreviver, só precisa de angolanos(africanos)e não angolanos sem identidade e sem amor como temos assistido, um pouco por todo mundo, que quem não luta pelo poder directo, luta para alimentar falsos poderes de organizações familiares que pela circo de amizade querem ser chamados de revolucionários(nada tem a ver com o blog), sendo parte comum de uma força que mais facilmente se afirma pelas divisões, não percebendo como é que num país com uma população pequena comporte tantas organizações para a mesma causa,dirigir os destinos do povo angolano, aproveitando algumas boleias de poderes que a pouco e pouco se vão diluindo no espaço e no tempo, e na conjuntura mundial nada tem a dizer porque o que fizeram nada reflectiu na união, no desenvolvimento de africa(Angola).
E mais não digo, achando que para hoje é tudo, dizendo adeus para sempre para os falsos angolanos e refugiando-me nos termos bíblicos de que poderás ser salvo antes que o pior aconteça.
Eu volto para esclarecer outras dúvidas, nunca é tarde para começar uma nova vida, baseada em Boas praticas na construção de uma visão de união, respeito, equilíbrio, mais dignos para grande família angolana.
A todos que pensam diferente, no respeito pela diferença o meu ……
Adeus para sempre.
Ao senhor que diz “adeus para sempre”:
Tenho a dizer que depois de ler os seus dois comentários, aquela sua frase “não gosto muito de demagogias sou prático, objectivo, directo, claro e acima de tudo consciente” não faz o menor sentido, isto é, mostra-se total e incrivelmente FALSA.
Não tecendo muitos comentários à falta de clareza da sua escrita (meio “à Saramago”), confesso que bem procurei pela resposta que se pediu mas que não foi mais do que uma promessa, pois o senhor continua a não fundar, pelo menos objectivamente, as GRAVES acusações que fez.
O erro fatal que muitos cometem na sua análise (e o senhor também) é continuar a culpar a Europa (ou o chamado Ocidente) e o colonialismo por TODOS os males que hoje assolam África. Tal como você, eu condeno veementemente o colonialismo e valorizo muito a luta que as nações africanas, e não só, levaram a cabo para serem enfim independentes. Mas vamos ver o que é que os africanos fazem por África. Vamos falar de Angola, o que é que assistimos na nossa Pátria? O filme desses 32 anos é facilmente entendido quando andamos 5 minutos pelas ruas de Luanda, por exemplo, e constatamos os abismais problemas a nível social, os contrastes! O que é que temos então? Temos um país onde a maior parte da população vive MISERAVELMENTE e onde os senhores que estão no poder detêm grandes fortunas. Temos um país rico sim, com um dos maiores crescimentos do PIB a nível mundial mas onde a CORRUPÇÃO reina, apontada por várias instituições internacionais, mas pode ser vista a olho nu na cena mais banal: a por todos nós conhecida “gasosa”. Temos uma capital que cresce, cresce e cresce. Crescem os prédios de luxo na baixa, crescem os musseques sem condições básicas… Temos uma sociedade pouco instruída e com a desvantagem de ter pessoas como o TU (e aqui passo respeitosamente para a 2ª pessoa) que apesar de instruídas ainda pensam que apontar os problemas da Pátria é falta de Patriotismo!?
Diz-me agora qual é o bom nome de Angola? Estás a falar de que Angola? Quais são os “grandes avanços em matéria de direitos” de que falas, quando o que predomina é ainda o medo que aniquila completamente um DIREITO FUNDAMENTAL, que foi já aqui muito bem referido, uma coisa chamada Liberdade de Expressão?
EU digo “stop, stop” é a esse facilitismo que é culpar os outros das nossas próprias culpas. Angola tem que crescer é com angolanos, mas não com angolanos alienados e mentalmente corrompidos, imersos numa cultura da intimidação e da ambição e da arrogância. Queremos sim união, mas uma verdadeira união que não existe ainda entre o Alvalade e o Kikolo. Queremos sim respeito e tolerância que não existe ainda entre o branco e o preto/o preto e o branco, queremos sim uma sociedade mais justa e consciente, queremos sim uma Angola que seja fiel aos Angolanos.
Aconselho-te vivamente que revejas profundamente as tuas teorias e acordes, porque ou não consegues ver a realidade ou precisas de te salvar antes que o pior aconteça. Deixa-te de acusações absurdas, deixa-te de sensacionalismos, faz um bom uso da tua inteligência e do teu bom senso. Entende que como angolano que és falta-te muito para poderes realmente SER um cidadão com os direitos/deveres que a Democracia te concede. Isso sim é ser consciente.
Kukiela
Caro “adeus para sempre”
Apesar de concordar consigo na análise do estado de alguns países de África, sobre a negativa influência do colonialismo as das suas consequências que ainda hoje, no caso de Angola que é aquele que me interessa, não foram ultrapassadas, tenho igualmente de concordar com o comentário feito anteriormente pelo estimado Kukiela.
Chega de atirar areia para os nossos olhos e culpar o colono por toda a desgraça que existe em Angola. Os únicos culpados somos nós que não nos soubemos unir para gerir as nossas riquezas. Fomos corrompidos pelos Soviéticos, Franceses e Americanos e muitas outras Nações que se aperceberam que nós éramos um país rico, muito rico, mas cheio de gente sem escrúpulos que facilmente se massacraria para ter o “controle” dos recursos minerais. E foi o que fizeram MPLA, UNITA e FNLA.
Quem fez guerra em Angola durante quase 30 anos não foi o colono, foram irmãos angolanos que lutaram contra irmãos angolanos! Fomos nós angolanos que destruímos o país, dizimámos a Nação, o património, a moral, a fauna, etc… não foi o colono!
Está na hora de assumir os erros, aprender com eles e garantir que no futuro nenhum Angolano voltará a matar outro irmão Angolano. Mas o facto é os Srs. persistem e insistem em não aprender com os erros do passado. Continuam a fomentar o ódio e intolerância política! Veja que você foi o primeiro a vir a este espaço acusar-nos de sermos “traidores da Pátria” Personas non grata porque falamos algumas verdades que os Srs. fingem que não existem e automaticamente nos rotulam de ser de um partido político qualquer. Você discorda dos nossos métodos e não os tolera.
Porquê???
E se fossemos um partido ou tivéssemos apoio de um???
Qual era o problema??? Porquê que a pluralidade vos incomoda tanto???
Porquê que ainda hoje quem não é do M e não pensa como ele tem de ser “abatido”???
Pois saibam vocês que a geração acéfala angolana (que é a sua) está obsoleta e é por isso que o país não desenvolve, os Srs. não pensam por vocês próprios! O outro disse: “Penso logo existo”. No vosso caso é: “não pensamos, logo não existimos”. Vocês cumprem ordens de oligarcas e serão sempre capangas. Acordem!!!
A nossa geração já vem dotada de massa encefálica e é por isso que o Sr. como não tem argumentos vem para aqui falar falar falar mas sem dizer nada de proveitoso!
Repare que não respondeu sobre a questão dos fins do Estado.
Tenham consciência que é necessário unir os Angolanos para triunfarmos todos juntos.
Vocês continuam a desagregar a Nação Angolana com separatismos entre Angolanos na diáspora e Angolanos em Angola, como se os primeiros fossem uma espécie de alvo a abater. Continuam a fomentar o racismo e a desigualdade.
Não vêm o exemplo dos Americanos? São uma Nação poderosa porque cedo se perceberam que unidos são mais fortes. Protegem os seus cidadãos com unhas e dentes, sejam eles de origem Afro ou Latina ou mesmo Muçulmana. Enquanto houver um americano, seja ele de que partido for, em perigo todos os esforços serão feitos até esse cidadão americano estar a salvo. E assim se faz uma Nação com valores. Uns são Democratas e outros são Republicanos mas são em primeiro lugar Americanos.
Os Srs. em Angola se virem um irmão Angolano de outro partido é imediatamente um inimigo, alguém que deve ser desprezado, e pode ficar a morrer.
No dia em que os angolanos se tolerarem nas suas diferenças Angola vencerá e triunfará!
Essa é a minha luta caro “adeus para sempre” unir Angola e os angolanos.
Eu respeito todos os meus irmãos angolanos sejam sejam eles brancos, pretos mulatos ou, recentemente, asiáticos.
Eu respeito todos os meus irmãos angolanos sejam eles do MPLA, da UNITA ou da FNLA.
E o Sr.????????????????????
M.N
É incrível, mas pareces não ter noção nenhuma do que dizes, tens um discurso virulento contra o Ocidente e o seu modelo de sociedade, mas selectivo quanto aos critérios de (in)dependência que escolhes observar. A teu ver, Angola tem um modelo próprio e completamente dissociável do do Ocidente?
Estarás certamente a escrever essas mensagens de um computador ANGOLIUM IV, concebido pelos melhores engenheiros informáticos saídos da faculdade Agostinho Neto, vestido com um Bubú confeccionado pelas máquinas de costura, não só vendidas como também fabricadas pela Sociborda, utilizando o plástico transformado em Benguela, com algodão das nossas pradarias minadas depois do devido tratamento de tecelagem ali em Viana e agulhas locais. Para além do mais, deslocas-te de trotinete de madeira do Mayombe CURTIDA no PANGA-PANGA e calças chinelos de pneu de carro ele próprio saído da Mabor produzido com máquinas que inventámos e com borracha nacional, claro está. Falas ao telemóvel desenhado e inventado pela UNITEL e tens a tua sociedade baseada no sobado decidindo os problemas comunitários no Onjango. Não me queres convidar a passar umas férias aí? Curtia mesmo apreciar esse modelo original e testemunhar com os meus próprios olhos que um outro mundo não só é possível, como já existe.
Volta à Terra, nós nunca fomos verdadeiramente independentes porque sempre nos tentámos colar ao progresso atingido pelos outros e não me venhas dizer que não precisas do ocidente, porque não é o Robert Mugabe que te faz crescer o PIB para que possas vir depois cantar que Angola está a progredir. Quem te compra o petróleo são os EUA, a França, a Inglaterra e agora, essencialmente, a China ela própria rendida aos encantos do lucro, da acumulação de riqueza e de outros benifícios adquiridos de um modelo “ocidentalizado” de progresso.
Tens um problema qualquer com a frontalidade mwadié, não tens a coragem de ser explícito e assumires as tuas ideias distorcidas, revelando o contrário de tudo aquilo que afirmas na tua linha de abertura:
“Meus caros amigos, não gosto muito de demagogias sou prático, objectivo, directo, claro e acima de tudo consciente.”
Logo a seguir:
“…basearem-se muito em factos que nada tem haver com africa, debruçando-se de matérias de senso comum mas ligadas a uma rede proteccionista europeia…”
Estás a falar do que Mr. Eu-sou-directo-e-claro? Estás a falar dos valores universais consagrados na carta das Nações Unidas da qual Angola é signatária? Estás a falar do modelo democrático que consideras não ajustar-se à nossa realidade e História e que estamos a fingir implementar? Peço-te por favor, que se voltares a este fórum, sejas mais « directo e objectivo » para todos percebermos se vale a pena continuar a discutir contigo, ou se és mesmo só confuso e profundamente contraditório.
Eu percebo contudo o que dizes quando dizes que não temos de estar a acatar todas as noções que nos querem impingir, que devemos ser soberanos e agir por nós próprios, que o que se passa hoje em Angola e que é tão severamente criticado pelas supostas democracias participativas tão “exemplares” do mundo dito civilizado, foi também uma fase no desenvolvimento dessas mesmas sociedades (pior em alguns casos), na época da revolução industrial. É certo que eles são hipócritas incapazes dando lições de moral quando as suas próprias democracias deixam a desejar. Todos os dias há violações aos direitos constitucionais que são bonitos no papel e que ficam por aí.
Mas o problema aqui, é que tu continuas a olhar para nós como ESTRANGEIROS a querer praticar alguma forma de ingerência no Estado Angolano. METE DE UMA VEZ POR TODAS NA CABEÇA QUE NÃO ÉS MAIS ANGOLANO DO QUE NINGUÉM e que nós apenas reclamamos por tudo aquilo que está bonito no papel e que continua a ser sonegado aos seus benificiários.
“E nesta sequencia dizer que o continente mudou e hoje já temos uma africa totalmente moderna(felizmente pouco falada, porque não interessa), e outra em vias da modernização(onde podemos enquadrar a nossa Angola”
Falta agora saber o que cada um entende por TOTALMENTE MODERNA. Não estarás aí a fazer uma comparação implícita com aqueles de quem dizes não precisar para nos impingirem padrões?
Explica lá Sr. Anti-demagogia o que é para ti ser moderno, estou MESMO curioso. E, já agora, não te esqueças também de me dizer em que momento da nossa História pós-colonial é que seguimos um caminho exclusivamente orientado para a revalorização do africano ao invés de andarmos à toque de caixa dos modelos “progressistas” já desenvolvidos noutros lados, por outras lutas, de pessoas completamente alheias à nossa causa?
Assim que sentimos o primeiro sinal de descontentamento, da parte daqueles que conseguiam pensar por si só e olhar além da treta importada que lhes tentavam fazer ingurgitar, a solução que encontrámos foi erradicá-los a todos, a massa cinzenta, aqueles que hoje deviam estar a tentar inventar maneiras de evitarmos continuar a importar modelos dos outros. Esses foram, por isso hoje temos aquela classe política caquética, formada com base na prova de militância incondicional e onde por isso mesmo encontramos muitos que nem terminaram a 4ª classe. Esses que se estão a agarrar ao posto como se ele lhes pertencesse e a afastar todos os que possam ameaçar-lho.
“Isso para dizer que quando falar-mos de africa(Angola), os bons exemplos não estão na Europa na América ou na Ásia, é necessário compreender africa e aqui Angola tem mostrado que aprendeu e em muitas matérias temos que ser humildes em dizer que temos que aprender e para bem da verdade estamos aprender”
Aprender a quê? O mano M.N. Num comentário fabulosamente argumentado em resposta ao teu primeiro, te colocou uma questão simples:
“Os fins do Estado são promover:
- Bem-estar do povo (acesso a escola, acesso a cuidados médicos, Luz água potável, etc…)
-Segurança do povo (interna e externa)
-Justiça (manter a ordem jurídica no país, igualdade de direitos)
Eu desafio ao Sr.(a) a tirar as suas conclusões quanto aos fins do Estado e que me diga qual dos 3 é que se verifica em Angola. “
Então Sr. Não-dou-voltas-para-fingir-que-sou-intelectual, responde-nos com toda a rectidão e franqueza que te são características, em que domínios é que podemos ver os sinais inequívocos dessa aprentissagem? E baseado em quê é que se julgam avanços?
A religião à qual és devoto, sempre foi nossa né? Só para ficarmos esclarecidos!?!
Adeus para sempre para ti também e ACORDA masé pá!
KulpadoKomum
Epa não estão com saudade do nosso amigo? Aquele que vinha ai com uns discursos nada demagógicos e muito directos… assina “adeus para sempre”.
Estou preocupado com ele. Não sei se não fomos muito severos com ele. Talvez a gente tenha “acordado” o homem e ele se tenha dado conta que afinal estava do lado dos maus. Uma descoberta dessas, assim de repente, pode causar suicídio!
Caro amigo, se tu, como eu sei que sim, nos lês, por favor volta e escreve mais uns textos para que a gente se torne como tu. Acredita na tua missão porque eu estava quase a converter-me a tua religião, aquela em que nós roubamos as riquezas da Nação e deixamos o povo iletrado e a morrer de fome culpando o ocidente e o colono e os angolanos na diáspora. Quero me converter… volta por favor. Talvez assim eu consiga que em minha casa este ano se passe a quadra festiva com luz e com água.
M.N
Ehehe ficas ai camuflado de pacifista mas gostas de fazer faisca na gasolina que alg deixou verter :-p. Voce e o proprio terrorista pa. Deixa o outro. Deve-se ter ido munir de “factos historicos” para poder voltar à carga. Nao esperava esse instinto instigador de conflitos da tua parte ;-).
KulpadoKomum
Kulpadokumum
É bem verdade que estou a instigar… estou com comichão nos dedos para escrever a esse madye.
Este amigo e outros do género vêem para aqui escrever falsidades e depois não se retratam. Arrisco, sem que o espaço seja meu, a afirmar que ele é bem-vindo mas tem de vir responder as questões que lhe foram colocadas. Vai nos deixar assim sem resposta? Não é de direito! Ninguem merece… Até me divertia com as teses dele.
Abraço
M.N