Esclarecimentos
Em primeiro lugar, é importante lembrar que este blog não foi aberto especificamente para a causa do voto. O objectivo foi criar um espaço para a discussão de diversas questões relacionadas com o nosso país, proporcionando o debate e promovendo as diferentes opiniões.
Temos percebido pela reacção das pessoas que o nome do blog pode ser mal interpretado. Com “(R)evolução em Angola” pretendemos enfatizar a “evolução” que acreditamos ser possível através da discussão e do debate. Contudo, existe a consciência de que há momentos em que a ruptura é necessária para evoluirmos, daí o “R”.
QUEM SOMOS
Somos um movimento espontâneo de angolanos sem qualquer tipo de ligação a partidos ou organizações políticas. A nossa causa é bastante concreta: reivindicamos um direito fundamental que nos está a ser negado, o direito ao voto.
O ABAIXO-ASSINADO
A nossa primeira acção foi em Julho de 2007 e assentou na via diplomática. Entregámos no Consulado de Angola em Lisboa e no Ministério das Relações Exteriores em Luanda um abaixo-assinado com mais de 100 assinaturas de cidadãos angolanos. O conteúdo da carta foi claro: estamos descontentes não só com a decisão de não ser possível votar na diáspora como também achamos insatisfatórias as explicações dadas pelas entidades angolanas, um simples “não há condições”. Esta nossa primeira tentativa diplomática para obtermos mais justificações foi frustrada, já que não tivemos qualquer resposta.
A AUDIÊNCIA
Passados 3 meses, era altura de dar o próximo passo e isso foi ardentemente discutido nas reuniões (todas elas anunciadas aqui no blog e abertas a qualquer pessoa interessada). A manifestação começou aí a ganhar forma. Contudo, optámos mais uma vez pela via diplomática e marcámos uma audiência com a Consulesa, Célia Baptista. Os objectivos eram os mesmos da primeira carta: saber os “porquês” e manifestar o nosso descontentamento. Fomos bem recebidos dia 7 de Novembro, no dia seguinte à marcação e o encontro durou aproximadamente uma hora. Fizemos perguntas concretas para descortinar aquele “não há condições”, perguntas às quais não nos souberam responder. A Consulesa mostrou ter conhecimento da manifestação e sugeriu que escrevêssemos outra carta com as nossas questões garantindo que esta seria entregue à Comissão Nacional Eleitoral. Sublinhou que o registo eleitoral já estava fechado.
A MANIFESTAÇÃO
“Impossivel votar na diáspora”: é contra isto que iremos protestar ordenada e pacificamente no dia 19 de Novembro em frente ao Consulado de Angola. Será uma manifestação devidamente autorizada pelo Governo Civil e está aberta a todos os solidários a esta causa. Salientamos mais uma vez que não existe nenhuma ligação partidária e que nos estamos a manifestar contra a decisão e não contra o Governo, muito menos contra Angola. Sentimos que não estão a ser realizados todos os esforços, e não há empenho nem dedicação para incluir os cidadãos da diáspora neste processo eleitoral.
Sendo Angola um Estado democrático, servimo-nos desse outro direito que a democracia nos concede que é o de nos manifestarmos para mostrar o nosso profundo descontentamento. Apesar de não vivermos em Angola somos todos angolanos e não é admissível que sejamos excluídos do próximo processo eleitoral que é de grande importância para o país. Como já temos afirmado, o voto é um direito e lutar por ele é um dever. Temos toda a legitimidade legal e ética para reivindicar os nosso direitos. Somos “um só Povo, uma só Nação” e um Povo sem voto é um Povo sem voz. Vamos levantar a voz nessa manifestação.
MANTER O DIÁLOGO
No entanto, não estamos a fechar portas ao diálogo, nem às diplomacias, nem às burocracias. Continuaremos a mandar cartas e à procura de explicações mais completas para melhor compreender os motivos desta decisão. Além do mais, as eleições nem sequer estão marcadas.
Presidente da CNE explica razões que inviabilizam voto no exterior Angop
O presidente da Comissão Nacional Eleitoral, Caetano de Sousa, disse segunda-feira, em Lisboa, que os angolanos residentes no exterior só não exercerão o seu direito de voto nas próximas eleições legislativas e presidenciais, previstas para 2008 e 2009, por falta de condições técnicas para o fazer.
“Razões meramente de ordem técnica condicionam a vontade do Governo em ver os angolanos residentes no exterior votar”, explicou o presidente da Comissão Nacional Eleitoral Caetano de Sousa, que falava à imprensa portuguesa, sobre o processo de registo eleitoral terminado recentemente.
Esclareceu que neste acto eleitoral não será possível a participação dos angolanos no exterior, devido às dificuldades encontradas nas missões diplomáticas e consulares da República de Angola, por “haver falta de registos consulares”.
O presidente da CNE explicou que a maioria das missões consulares angolanas no exterior do país não têm condições que permitam assegurar a participação inclusiva de todos, pelo que a comissão decidiu pela sua não inclusão no processo de registo eleitoral.
Reiterou ainda que a CNE sabe que existem angolanos em quase todos os países do mundo, e que há países onde há maior fluxo de angolanos, mas que seria uma medida discriminatória dar primazia a uns e não a todos.
Por esta razão, segundo frisou, a Comissão que preside recomendou ao Governo que fizesse todos os esforços com vista a criar as condições materiais e técnicas em todas as representações diplomáticas e consulares, para que nos próximos processos eleitorais os angolanos residentes no exterior do país possam participar.
Disse que o processo eleitoral implica a organização de condições técnicas e humanas e que esta organização leva muito tempo. Implica também uma formação direccionada, formação dos partidos políticos quanto aos dispositivos legais, pelo que está-se a levar a cabo um processo de formação daqueles que vão garantir as eleições.
Encontrando-se de passagem por Lisboa, Caetano de Sousa prestou este esclarecimento, na sequência da primeira abordagem sobre esta matéria, feita junto da comunidade angolana naquele país europeu, em Julho último, na cidade do Porto.
Composta por onze membros, a Comissão Nacional Eleitoral é um órgão independente que coordena a execução, condução e realização de todas as actividades e operações relativas às eleições, bem como a superintendência e supervisão dos actos de registo eleitoral.
Fonte:Angop
Minha gente, isto é a versão oficial, ja sabiamos ne? A maka não é o kumbu, é a falta de vontade. O registo eleitoral começou ha bwe, vão me dizer que se dissessem aos mangopes que para votarem precisavam de inscrição consular, que não o teriam ja todos feito (sobretudo se esta se pudesse fazer online)? Sr. Caetano, devia ter vergonha de aparecer em publico com este tipo de argumentos de quem naufragou antes de deixar o porto. E a dika da discriminação de angolanos em paises onde estes se fazem pouco presentes é mesmo para rir a pregas soltas, o registo eleitoral deve fazer-se em TODOS os paises/cidades do mundo onde exista uma representação diplomatica e PONTO FINAL. Se tem condições para ter consulado, tem de ter condições para o mangope votar. Os outros que queiram fazê-lo que se dirijam à cidade/pais mais proximo onde existam consulados, não tenho a minima duvida que iria haver bastantes angolanos a viajar de proposito para irem exercer esse direito, a primeira vez em 16 anos, a segunda em 32 (os mandatos na banda sao gudas ya?).
Angolanos (portugueses e afins), vamos aproveitar a cimeira e vamos fazer confusão no perimetro da vedaçao (por mais distante que ela esteja dos cortejos e do local de reunioes)…. baza com os radios e com as panelas e com os batuques e com os cartazes, vamos marcar presença ara xiça!!!!!!!!!
KulpadoKomum
O quie e’ q voces querem q fazemos agora! Neste pe’ de situacao, o quie e’ q ha’ p se fazer? Vamos la’ pensar bem! Na V/ optica ainda tem-se chance de votar? Como? Pode-se abrir excepcoes na lei, talves p o pessoal forense (diaspora)poder ainda votar? Ajudem la’ a reflectir…