Sunday, October 28, 2007

REUNIÃO: O Fruto do confronto de Ideias

Aspirantes votantes Angolanos,

Já Hegel filosofava que a tese e a antitese era a condição fundamental para a evolução da humanidade. Queria o filósofo dizer que, para um individuo dar como certa a sua tese ou linha de pensamento tinha de confrontá-la com outra tese e procurar refutá-la, e ao fazê-lo encontrar a síntese, que resulta no fortalecimento da ambas as teorias, a do certo e a do errado derivada da discussão lógica.

E nós enquanto grupo apartidário que almeja votar, juntamo-nos no espírito de Hegel para celebrar a discussão saudável e troca de ideias, para chegarmos a conclusões consensuais, sobre o quando? e como? nos vamos manifestar.
Importa salientar que a reunião do dia 26 surgiu no seguimento de outra ocorrida no dia 19 deste mês. Relativamente à primeira, devo dizer que tal como o dia, apareceram 19 pessoas, de entre os quais 2 membros deste blog. Foi uma reunião de hora e meia saudável, em que apareceram essencialmente jovens e estudantes, infelizmente ainda não temos a amostra heterogénea que queremos, não queremos que esta manifestação seja apenas um grito de jovens estudantes angolanos, mas uma articulação de todos os angolanos, sexos, raças e idades. Portanto vai novamente o apelo: O VOTO É UM DIREITO, LUTAR POR ELE É UM DEVER! enviem os vossos contactos para o mail:REVOLUCAOEMANGOLA@GMAIL.COM para quando o momento da manifestação chegar podermos contactar-vos, para quando actualizarmos o blog contactar-vos, para quando nos reunirmos contactar-vos, para que possas fazer parte da história como interveniente, e não como um mero espectador! Tu contas!
Foi uma reunião em que se descobriu que no dia 22 de março de 2007 cerca de 150 angolanos reuniram-se com o ministro das Relações Exteriores, João Bernardo de Miranda e discutiu-se vários tópicos, de entre esse leque, o facto dos Angolanos no estrangeiro não poderem votar. E passo a citar:

“No que concerne ao processo eleitoral em curso no país, a maioria dos
angolanos presentes ao acto manifestou o desejo “ardente” de votar nas
próximas eleições. Neste aspecto, João Miranda explicou que existem muitas
dificuldades para a efectivação desse propósito, tendo em conta os altos
custos dessa operação”

http://www.embaixadadeangola.org/

Por esta altura sabe-se também que o Conselho Nacional de Ministros foi a entidade que rejeitou que a diáspora votasse, ou seja todas as comunidades fora da pátria, sob o pretexto dos altos custos dessa operação.
Ora vejamos porque é que os nossos irmãos palops da diáspora podem votar e nós não? se o nosso país é rico e regista um crescimento anual económico de 30%? Não é inconstitucional realizar eleições sem ter todas as condições de o fazer? Só em Portugal somos 100 mil angolanos, imaginemos no resto do mundo! Não é uma obrigação do estado ter a iniciativa de justifcar à diáspora porque é que não pode votar? Ora vejamos, foi feita uma reunião com 150 pessoas em Portugal para se comunicar que isso não seria possivel, e diga-se, misturado com outros tópicos. somos 100 mil, acham que 150 é uma amostra representativa dos Angolanos? o que é que o consulado está a fazer?
Em suma, foram sobre estas questões que a primeira reunião repousou. Seguiu-se uma ronda de confronto de ideias sobre qual seria o plano de acção, cujos frutos deram origem à ideia inicial FAZER UMA MANIFESTAÇÃO! para tal a tarefa da primeira semana seria espalhar a mensagem deste blog e deste movimento apartidário ao maior corpo de pessoas possível, e como disse acima, mais heterógeneo e diversificado possível. Contactar a associação de estudantes angolanos, trabalhadores, associações de estudantes Africanas (faculdades) espalhadas por Portugal, tal como pesquisar noticias e todo tipo de informação prévia sobre o assunto do voto e reunirmo-nos numa próxima ocasião.

Essa ocasião deu-se no dia 26, com um menor numero de aderentes, devido a várias razões e com 3 membros deste blog presentes. Foi uma reunião embuída de ideias inteligentes, de pessoas esclarecidas, e com um desejo visceral de se manifestarem! discutiu-se, (de forma algo anarquica mas construtiva, consequência directa do espirito de participação e vontade de votar, algo a melhorar nos proximos encontros) os moldes da manifestação, o dia, a data e a hora. Contou também com o precioso contributo de uma senhora mais velha, mais experiente, um outlyer no meio de uma maioria jovem, que transformou quiçá a reunião numa amostra daquilo que almejamos, uma ariticulação da nossa testesterona jovem com a experiência de alguém que já experienciou e viveu que tenha a sagacidade de nos aconselhar e a humildade de nos ouvir e apoiar. Contou também com um moderador “á paisana” algo que na próxima reunião tem de haver oficialmente assim como um plano de discussão, em nome da ordem e da produtivdade.
Houve discussão com alguns momentos de confusão, houve paixão, garra, efusividade tudo no espirito do confronto de ideias, que decerto pos Hegel a bater palmas no túmulo, houve essencialmente produtividade. Chegamos a conclusões claras e determinantes, a partir daqui já não há mais retorno, estamos motivados e organizados.
Começo por dizer que se definiu que no dia 11 de novembro vai haver uma surpresa da nossa parte, que quando ganhar contornos será certamente abordada aqui, e concluo que depois de uma intensa sessão de confronto de ideias, brotaram frutos democraticamente com o nascimento da data da nossa Manifestação: 19 DE NOVEMBRO! - EM FRENTE AO CONSULADO DE ANGOLA!

Definiu-se também que se vão continuar a fazer esforços para reunir o maior corpo de pessoas possivel, assim como marcar-se uma audência com a cônsul para ver se conseguimos fazer derramar alguma informação dos nossos representantes sobre as várias questões que decoram este texto.

A próxima reunião será como habitué, na sexta feira 2/novembro. num local a revelar brevemente.

As rodas da máquina começam a girar, cada pessoa ficou com uma tarefa, temos frases esboçadas, temos flyers, temos vontade de provocar mudança, está na altura de abandonarmos a letargia, de sair do sono profundo que caracteriza o estado actual da população do nosso país, queremos ser intervenientes da história, e não se trata de ser dissidente, trata-se de um direito cívico que nos está a ser castrado, recusamo-nos a ser a geração calada, a geração passiva, a geração coitada, queremos mudança! não queremos essa justiça postiça que nos pisa a voz! O país não tem dono angola é de todos nós! queremos VOTAR! estamos de data marcada, esta MANIFESTAÇÃO VAI ACONTECER A BEM OU A MAL.

Salvamarte

Posted by (R)EvolucaoEmAngola at 22:11:30
Comments

4 Responses to “REUNIÃO: O Fruto do confronto de Ideias”

  1. Mukua Nguzu says:

    Viva!

    Por um lado, fiquei entusiasmado com a ideia da manifestação e espero poder participar de forma activa em tudo o que estiver ao meu alcance para que tudo corra da melhor forma, tanto no dia, como em toda a preparação para a manifestação…! Por outro lado, tenho que visar a data definida para o evento… Como foi referido “Só em Portugal somos 100 mil angolanos”, logo, não nos podemos basear apenas em angolanos residentes em Lisboa, sendo o consulado angolano em Lisboa e tendo em conta que o dia da manifestação (19 de Novembro) é uma 2ª feira, muitos angolanos não vão poder participar da mesma, pois pode não lhes ser possivel a deslocação das suas cidades (que são diversas, tendo em conta a distribuição de angolanos no pais) numa 2ª feira. É uma manifestação e quantos mais apoiantesaderentes, mais nos vamos fazer ouvir. A procura duma data mais acessivel a um número superior de angolanos, deve ser uma prioridade! Fica aqui o apelo!
    Contudo, no que me diz respeito, apoio não faltará…

    Tamos juntos…!

  2. Kukiela says:

    Mukua Nguzu,
    Concordo plenamente contigo quando dizes que “a procura duma data mais acessivel a um número superior de angolanos, deve ser uma prioridade”. No entanto, para os angolanos que não vivem em Lisboa a data mais apropriada seria num fim de semana provavelmente, deduzo eu. Contudo acho que a manifestação deverá ser feita num dia de semana, durante o horário de funcionamento do Consulado porque assim seguramente teremos mais atenção, não só dos destinatários da mensagem de protesto como também dos próprios angolanos que lá estiverem a tratar dos seus assuntos. Mas acho que a tua questão é bastante pertinente e não deixa de ser um ponto que merece discussão, principalmente se existirem mais opiniões divergentes.
    Kandando!

    Kukiela

  3. Diawaba Lokua says:

    Viva,

    Parece-me a mim que O processo da tao esperada manifestacao estah em avanco. Penso que ja existe um maior senso da realidade. E essa surpresa do dia 11 de Novembro tem de ser sentida. Espero que a entao surpresa, abane muitas mentes. Quanto a manifestacao no dia 19 de Novembro, como ja disse Kukiela, tem de ser efectivamente realizada no horario publico, nao so pelos motivos ja aqui enumerados mas tambem porque mostra VONTADE, QUERER, e que afinal isto nao eh uma passatempo de fim de semana. Fica aqui o apelo, que ja que a data foi marcada com tanta antecedencia, que aqueles que possam abdicar das suas demais tarefas, la estejam e “gritem” o mais alto que poderem. Afinal, PERDE-SE uma segunda feira laboravel e GANHAM-SE muitos anos de descanso.

    Aqui me vou, mas logo volto.

    Diawaba Lokua

  4. Mukua Nguzu says:

    …Não falo de “passatempo de fim de semana”… Simplesmente pensei num ajuste da data para que fosse mais acessivel, a mais angolanos. E, quando falo nisso, não estou de forma alguma a colocar a hipotese de se realizar a manifestação num sabado ou domingo, pois dessa forma não teriamos o impacto que pretendemos ter. Falo sim duma sexta-feira, pois para todos os angolanos fora de Lisboa, seria mais fácil conjugar a participação na manifestação (numa sexta-feira), com o fim de semana… É de interesse colectivo que a adesão seja a maior possivel, por isso considero a data um ponto prioritário…De qualquer forma apoio qualquer decisão tomada independentemente da data, hora e local.

    P.S.: aproveito para perguntar a que horas será a manifestação…

    kandandus

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