REUNIÃO: O Fruto do confronto de Ideias
Aspirantes votantes Angolanos,
Já Hegel filosofava que a tese e a antitese era a condição fundamental para a evolução da humanidade. Queria o filósofo dizer que, para um individuo dar como certa a sua tese ou linha de pensamento tinha de confrontá-la com outra tese e procurar refutá-la, e ao fazê-lo encontrar a síntese, que resulta no fortalecimento da ambas as teorias, a do certo e a do errado derivada da discussão lógica.
E nós enquanto grupo apartidário que almeja votar, juntamo-nos no espírito de Hegel para celebrar a discussão saudável e troca de ideias, para chegarmos a conclusões consensuais, sobre o quando? e como? nos vamos manifestar.
Importa salientar que a reunião do dia 26 surgiu no seguimento de outra ocorrida no dia 19 deste mês. Relativamente à primeira, devo dizer que tal como o dia, apareceram 19 pessoas, de entre os quais 2 membros deste blog. Foi uma reunião de hora e meia saudável, em que apareceram essencialmente jovens e estudantes, infelizmente ainda não temos a amostra heterogénea que queremos, não queremos que esta manifestação seja apenas um grito de jovens estudantes angolanos, mas uma articulação de todos os angolanos, sexos, raças e idades. Portanto vai novamente o apelo: O VOTO É UM DIREITO, LUTAR POR ELE É UM DEVER! enviem os vossos contactos para o mail:REVOLUCAOEMANGOLA@GMAIL.COM para quando o momento da manifestação chegar podermos contactar-vos, para quando actualizarmos o blog contactar-vos, para quando nos reunirmos contactar-vos, para que possas fazer parte da história como interveniente, e não como um mero espectador! Tu contas!
Foi uma reunião em que se descobriu que no dia 22 de março de 2007 cerca de 150 angolanos reuniram-se com o ministro das Relações Exteriores, João Bernardo de Miranda e discutiu-se vários tópicos, de entre esse leque, o facto dos Angolanos no estrangeiro não poderem votar. E passo a citar:
"No que concerne ao processo eleitoral em curso no país, a maioria dos
angolanos presentes ao acto manifestou o desejo "ardente" de votar nas
próximas eleições. Neste aspecto, João Miranda explicou que existem muitas
dificuldades para a efectivação desse propósito, tendo em conta os altos
custos dessa operação"
http://www.embaixadadeangola.org/
Por esta altura sabe-se também que o Conselho Nacional de Ministros foi a entidade que rejeitou que a diáspora votasse, ou seja todas as comunidades fora da pátria, sob o pretexto dos altos custos dessa operação.
Ora vejamos porque é que os nossos irmãos palops da diáspora podem votar e nós não? se o nosso país é rico e regista um crescimento anual económico de 30%? Não é inconstitucional realizar eleições sem ter todas as condições de o fazer? Só em Portugal somos 100 mil angolanos, imaginemos no resto do mundo! Não é uma obrigação do estado ter a iniciativa de justifcar à diáspora porque é que não pode votar? Ora vejamos, foi feita uma reunião com 150 pessoas em Portugal para se comunicar que isso não seria possivel, e diga-se, misturado com outros tópicos. somos 100 mil, acham que 150 é uma amostra representativa dos Angolanos? o que é que o consulado está a fazer?
Em suma, foram sobre estas questões que a primeira reunião repousou. Seguiu-se uma ronda de confronto de ideias sobre qual seria o plano de acção, cujos frutos deram origem à ideia inicial FAZER UMA MANIFESTAÇÃO! para tal a tarefa da primeira semana seria espalhar a mensagem deste blog e deste movimento apartidário ao maior corpo de pessoas possível, e como disse acima, mais heterógeneo e diversificado possível. Contactar a associação de estudantes angolanos, trabalhadores, associações de estudantes Africanas (faculdades) espalhadas por Portugal, tal como pesquisar noticias e todo tipo de informação prévia sobre o assunto do voto e reunirmo-nos numa próxima ocasião.
Essa ocasião deu-se no dia 26, com um menor numero de aderentes, devido a várias razões e com 3 membros deste blog presentes. Foi uma reunião embuída de ideias inteligentes, de pessoas esclarecidas, e com um desejo visceral de se manifestarem! discutiu-se, (de forma algo anarquica mas construtiva, consequência directa do espirito de participação e vontade de votar, algo a melhorar nos proximos encontros) os moldes da manifestação, o dia, a data e a hora. Contou também com o precioso contributo de uma senhora mais velha, mais experiente, um outlyer no meio de uma maioria jovem, que transformou quiçá a reunião numa amostra daquilo que almejamos, uma ariticulação da nossa testesterona jovem com a experiência de alguém que já experienciou e viveu que tenha a sagacidade de nos aconselhar e a humildade de nos ouvir e apoiar. Contou também com um moderador "á paisana" algo que na próxima reunião tem de haver oficialmente assim como um plano de discussão, em nome da ordem e da produtivdade.
Houve discussão com alguns momentos de confusão, houve paixão, garra, efusividade tudo no espirito do confronto de ideias, que decerto pos Hegel a bater palmas no túmulo, houve essencialmente produtividade. Chegamos a conclusões claras e determinantes, a partir daqui já não há mais retorno, estamos motivados e organizados.
Começo por dizer que se definiu que no dia 11 de novembro vai haver uma surpresa da nossa parte, que quando ganhar contornos será certamente abordada aqui, e concluo que depois de uma intensa sessão de confronto de ideias, brotaram frutos democraticamente com o nascimento da data da nossa Manifestação: 19 DE NOVEMBRO! - EM FRENTE AO CONSULADO DE ANGOLA!
Definiu-se também que se vão continuar a fazer esforços para reunir o maior corpo de pessoas possivel, assim como marcar-se uma audência com a cônsul para ver se conseguimos fazer derramar alguma informação dos nossos representantes sobre as várias questões que decoram este texto.
A próxima reunião será como habitué, na sexta feira 2/novembro. num local a revelar brevemente.
As rodas da máquina começam a girar, cada pessoa ficou com uma tarefa, temos frases esboçadas, temos flyers, temos vontade de provocar mudança, está na altura de abandonarmos a letargia, de sair do sono profundo que caracteriza o estado actual da população do nosso país, queremos ser intervenientes da história, e não se trata de ser dissidente, trata-se de um direito cívico que nos está a ser castrado, recusamo-nos a ser a geração calada, a geração passiva, a geração coitada, queremos mudança! não queremos essa justiça postiça que nos pisa a voz! O país não tem dono angola é de todos nós! queremos VOTAR! estamos de data marcada, esta MANIFESTAÇÃO VAI ACONTECER A BEM OU A MAL.
Salvamarte

Comentários Recentes
1. Por um t
ai est