Sunday, August 5, 2007

Continuaremos a luta!

Como já foi visto nos comentários (para aqueles que acompanham), poucas assinaturas foram recolhidas no abaixo-assinado realizado na passada semana em Lisboa. Não por negligência da nossa parte, mas por muitos factores que não vou voltar a repetir (ver comentário 1 e 2 do artigo CARTA AO CONSULADO: Abaixo-assinado). A verdade é que fizemo-nos ouvir. Talvez não pelo consulado ( que até hoje não respondeu), mas por todos aqueles que estão interessados «na edificação de um Estado Soberano e Democrático». O Semanário Angolense falou sobre a nossa iniciativa na edição desta semana (28 de Julho a 04 de Agosto de 2007) num artigo de Ana Margoso intitulado «Angolanos no exterior reivindicam», onde a jornalista fala de maneira objectiva sobre a carta que foi entregue ao Consulado, citando algumas passagens desta mesma carta. Recebemos também e-mails de várias pessoas, com palavras de incentivo e solidariedade. Não pensem que estou com isso a vangloriar-nos, pois ainda não fizemos nada e nada também obtivemos. Estamos ainda longe daquilo que pretendemos alcançar. Pois bem, meus compatriotas, tudo isso faz-nos pensar: E agora? Para aonde vamos? Se não forem prestados nenhum tipo de esclarecimentos e ou se os esclarecimentos prestados forem insuficientes para justificar tal injustiça? Até aonde estaremos dispostos a ir? Temos de estar prontos para continuar a nossa luta. Temos o direito de escolher o nosso representante ( o Presidente da República é o representante de todos os angolanos, estejam eles aonde estiverem.
 Porquê não uma manifestação pacífica e organizada? E não pensem que falo de um assunto sério de maneira leviana: Falo perfeitamente consciente do peso que tem tal afirmação e tal acção. Falo consciente da seriedade da situação e do acto. Obviamente que não seria uma coisa para hoje: precisamos de tempo para nos organizar, para mobilizar mais pessoas, para legalizar a manifestação, para espalhar a mensagem, fazer o apelo. Seria um trabalho começado do zero, mas que seria deveras importante para toda a nossa luta. Podem estar a pensar: “ Se mesmo um simples abaixo-assinado as pessoas se mostram relutantes e receosas de o fazer, imagina uma manifestação”. Questão perfeitamente legítima. Pois bem, temos de encarar essa possibilidade. Tentaríamos fazer passar a mensagem pelos media (RDP, RTP África, etc.), tentaríamos distribuir panfletos na rua, alargar esse raio de “influências”, ou seja tocando angolanos que ainda não ouviram falar nisso. E mesmo que no fim sejamos poucos, faremos com que a nossa voz seja ouvida. Não digo que seja algo fácil, mas é certamente algo que pode ser feito.
Daremos uma “deadline”, uma data limite para que nos comecemos a organizar e a mobilizar mais angolanos nesta luta. Esperaremos até dia 1 de Setembro.
Posted by (R)EvolucaoEmAngola at 22:44:59 | Permalink | Comments (4)