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  <title>(R)evolução em Angola</title>
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  <description>(R)evolução em Angola</description>
  <language>pt-PT</language>
  <pubDate>Sat, 20 Sep 2008 14:32:40 +0200</pubDate>
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   <title>ELEIÇÕES DIA 5 de SETEMBRO</title>
   <link>http://revolucaoemangola.blog.com/3908011/</link>
   <description><br />
<strong>Ambiente antes das eleições</strong><br />
<br />
&#160;Antes do dia 5 de Setembro o ambiente era calmo. Vivia-se, sem dúvida, num ambiente de campanha, com bandeiras de vários partidos espalhadas pela cidade (principalmente do MPLA e da UNITA). As pessoas não tinham medo de sair à rua ostentando as cores do seu partido, quer fosse do "M" quer fosse da UNITA, quer fosse outro qualquer. Depois de 1992, não me lembro de ver pessoas a abanarem bandeiras da UNITA em pleno Kinaxixe, à plena luz do dia. Isso só demonstrou que realmente, houve um respeito mútuo entre os militantes e simpatizantes dos diferentes partidos (embora toda regra tenha a sua excepção). Cada partido teve, todos os dias durante o período de campanha, direito a 5 minutos de antena na TPA. Aí, podiam expor os seus programas eleitorais de maneira a que Angola inteira visse. Foi, na sua grande maioria, um tempo deitado fora e uma demonstração da aberrante incompetência da oposição, claramente desorganizada e fraca. Mesmo a UNITA desiludiu, o partido que supostamente deveria fazer frente ao MPLA, pois apresentava programas extremamente fracos e desprovidos de conteúdo. O "M" não precisava de muita coisa para fazer melhor figura do que todos os outros. Bastava apresentar o programa "Angola em reconstrução" (que dava logo a seguir às campanhas eleitorais), onde apresentava todas as obras que têm sido feitas em Angola, e pronto, era o que bastava. Ninguém esperava uma oposição tão fraca. Contudo, houve alguns "incidentes" que "apimentaram" as campanhas, nomeadamente, o "incidente BDA". O que aconteceu? Um indivíduo apresentou-se ao BDA (Banco de Desenvolvimento de Angola) como sendo um jornalista e dizendo que possuía consigo um documento capaz de deitar abaixo o BDA assim como o MPLA. O documento em questão, assinado pelo secretário-geral do banco, autorizava o levantamento de 44 milhões de USD, para fins de financiamento da campanha do "M". Ora, esta história deu maka. O suposto jornalista foi preso (digo suposto porque as autoridades afirmaram que não o era), por possuir consigo um documento falso. A direcção geral do BDA fez um comunicado provando por A + B que o documento era falsíssimo, com inúmeras falhas e descuidos. O Bureau Politico do MPLA também fez um comunicado, acusando a UNITA de manipulação. Enfim, esta história não foi muito mais longe, cada um tirou as ilações que quis, uns acreditaram outros não, mas a campanha continuou... E continuou com o presidente na linha da frente. Depois de muitos e muitos anos de silêncio, o presidente estava em todo o sítio, falando para todos os órgãos de comunicação social. Viajou pelo país afora, inaugurando obras, visitando instituições, fazendo comícios, enfim, o pacote todo.<br />
<br />
<strong>&#160;O dia D – Eleições</strong><br />
<br />
O dia amanheceu cedo. Milhares de pessoas em Luanda levantaram-se com o cantar do galo e dirigiram-se para as respectivas assembleias de voto, pensando que se conseguissem votar cedo, durante o restante dia poderiam acompanhar o resto das eleições pela televisão. Enganaram-se. As assembleias de voto (que supostamente abriam as 07:00) ao meio dia ainda não estavam abertas. Foram inúmeras as assembleias que não abriram ou que abriram e voltaram a fechar por falta de material: "o papel acabou", "Não temos cabines", "Não temos mais tinta". Enfim, em termos de logística, aquele começo de eleições era um autêntico desastre. Os cidadãos que podiam, percorriam a cidade toda à procura duma assembleia que funcionasse devidamente e que não tivesse uma fila de 500 pessoas. "Eu passei pelo Miramar e não vi ninguém", "Disseram-me que na Universidade Agostinho Neto na Marginal estava bem organizado"... E assim ia sendo, cada um "desenrascava-se" como podia, até mesmo para votar, afinal não é assim que é para quase tudo em Angola? Aparentemente, esta desorganização só aconteceu em Luanda, pois nas outras províncias as pessoas puderam votar normalmente. Na televisão, o responsável do CNE, Caetano Sousa, assumiu a responsabilidade pelas inúmeras falhas e prometeu melhorias para o período da tarde. Dito e feito. Durante a tarde, foi facílimo votar em muitas assembleias de voto. Contudo, e para não existirem dúvidas que todos os luandenses poderiam votar, foi dado mais um dia de voto: o dia 6 de Setembro.<br />
<strong><br />
&#160;Incidentes</strong><br />
<br />
Os problemas logísticos marcaram negativamente as eleições. Depois de tanto investimento, quer financeiro quer de tempo, era quase inconcebível que faltassem boletins de voto ou cabines para votar em muitas assembleias. Mas como foram as primeiras eleições em 16 anos, podemos e devemos ser condescendentes com tão debilitada organização. A UNITA pediu impugnação, que foi negada pelo CNE. Problemas mais graves aconteceram:<br />
<br />
1- A ausência de cadernos eleitorais nas tribunas de voto, foram sem dúvida uma grave falha.<br />
<br />
2- Foi negado pelo CNE, à última da hora, o credenciamento de cerca de 400 observadores da sociedade civil (observadores apolíticos). Ou seja, o CNE aguardou até à véspera das eleições (apesar da pressão que os observadores tentaram fazer) para dizer que havia problemas em muitos dos dossiers. Uma manhosa demonstração de má vontade por parte do CNE, que credenciou (também à última hora) centenas de observadores de associações cuja independência financeira é altamente duvidosa.<br />
<br />
Estas falhas estiveram na base das duras críticas lançadas (talvez prematuramente) por alguns observadores internacionais (como por exemplo Luisa Morgantini). Estes observadores foram severamente criticados e descredibilizados, tendo a italiana Morgantini, chegado mesmo a alterar as suas declarações, dizendo mais tarde que "apesar de algumas falhas, as eleições em Angola foram livres e justas". E sim, a UE declarou que foram eleições transparentes e justas. Haverá interesse estrangeiro? Ou terá sido mesmo assim? Já não interessa. O que interessa é que o vencedor não foi contestado por ninguém. Todos os partidos aceitaram condignamente a derrota e felicitaram o vencedor. E o vencedor foi...<br />
<br />
<strong>Após Eleições</strong><br />
<br />
&#160;... o inevitável, o incontornável, o único... MPLA. Por uma margem absurda: 81,64%. Obteve 191 dos 220 lugares no parlamento (mais do que suficiente para aprovar a nova constituição, assim como todas as leis que serão aprovadas nos próximos anos). Uma esmagadora maioria dos angolanos votaram no "partido do coração". Uma enorme derrota para a UNITA, que durante a campanha demonstrou demasiada febrilidade e que pagou bem caro na hora H. O povo escolheu, seja feita a sua vontade.<br />
<br />
N'Manga<br />
<br />
<strong style="font-family: Comic Sans MS;">Resultados Eleitorais:</strong><br />
<br />
<img src="file:///C:/DOCUME%7E1/toshiba/DEFINI%7E1/Temp/moz-screenshot.jpg" alt="" /><a href="http://amadeo.blog.com/repository/973743/3520619.gif"><img src="http://amadeo.blog.com/repository/973743/3520619.gif" /></a><br />
<br /></description>
   <author>(R)EvolucaoEmAngola</author>
   <pubDate>Sat, 20 Sep 2008 16:25:45 +0200</pubDate>
  </item>
   <item>
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   <title>Reportagem BBC: "America's New Frontier"</title>
   <link>http://revolucaoemangola.blog.com/3518347/</link>
   <description>Esta reportagem é de 2005, por isso algumas das informações já são ultrapassadas e temos de ser justos quanto ao trabalho que está a ser feito e reconhecido mesmo pelos mais críticos entre nós de 2005 à esta parte, nomeadamente no que toca as estradas nacionais. No entanto, a maior parte destas informações continuam a ser, para nossa grande tragédia, absolutamente actuais. Não há legendas, sinto muito. Aconselho-vos a irem ao youtube e procurarem as outras postagens do journeymanpictures, tudo super informativo e há várias reportagens sobre Angola sendo esta a mais completa.<br />
<br />
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<br />
KulpadoKomum<br /></description>
   <author>(R)EvolucaoEmAngola</author>
   <pubDate>Wed, 13 Aug 2008 15:41:02 +0200</pubDate>
  </item>
   <item>
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   <title>Época de eleições</title>
   <link>http://revolucaoemangola.blog.com/3505005/</link>
   <description><div style="text-align: left"><br />
Como era de se esperar na véspera das eleições há "muita coisa a ser feita". O governo quer mostrar trabalho (mesmo que tentem dissociar o Governo do "M", todos sabemos que são uma e a mesma coisa). Estradas a serem construídas, renovadas, alargadas. Até mesmo o trânsito em Luanda acalmou. As campanhas estão bem mais mornas do que era de pensar e bem mais do que em 92. Não se nota tanto empenho por parte dos partidos em fazer uma campanha "daquelas", que passavam camiões a atirar t-shirts e chapéus. Sim, não são as presidenciais e não têm a mediatização de 92. Havia realmente dois sérios partidos: MPLA e UNITA. Privados de um verdadeiro líder, com carisma e eloquência, a UNITA encontra-se "mais fraca" do que em 1992. Talvez seja por sentir isso, que o MPLA não mete o pé a fundo nesta campanha, e vai "nas calmas", ou talvez seja porque a campanha ainda vai no princípio e os partidos ainda estejam a "aquecer". De qualquer uma das maneiras, os programas eleitorais começaram a ser apresentados, mas parecem-me ser dum bla bla entediante e quase básico: "vamos dar luz, água potável, melhorar a agricultura, etc., etc.". A demagogia instala-se nos comícios, as promessas caem como chuva em Abril, mas infelizmente, parecem-me promessas vazias, enfim, promessas de político.<br />
<br />
O poder tem deixado muita gente com sede. E quem fala em poder, fala em dinheiro. E hoje, o dinheiro parece ser a língua oficial de Angola. Com ele, apagamos e derrubamos tudo que for necessário, incluindo monumentos ou edifícios históricos para fazer grandes centros comerciais só para os ricos: sim, estou a falar do Kinaxixi, que foi bem recentemente, completamente destruído para o novo projecto, passar-se-á a chamar "Centro Comercial do Kinaxixi". Que bonito. Com mais dois monstros de torres, uma em cada lado, passará a ser mais um espaço onde aqueles "que podem" poderão passear, comprar roupa de marca, ou mesmo entrar só para se refrescarem, num dia de calor. Não resta um rasto do antigo edifício do Kinaxixi que foi construído por um arquitecto angolano e que tinha a sua História e o seu valor. Vamos lá em nome do dinheiro e do "desenvolvimento", destruir História e construir centros comerciais. E com mais duas torres. Deixem-me dizer que as torres em Luanda, construídas quase aleatoriamente (para não dizer anarquicamente) têm destruído a imagem duma cidade que em tempos já foi chamada de bonita. Hoje, as torres saltam do chão, sem seguirem nenhum critério nem nenhum plano urbanístico. Até a baía tem de pagar: a draga que estava no princípio no porto de Luanda, já dragou à entrada da Chicala, em frente ao panorama e à entrada da ilha de Luanda. O projecto, que era inicialmente para aumentar as faixas da marginal, limpar e descontaminar completamente a baía (processo que demoraria 2 anos) e reorganizar os esgotos da cidade (que davam todos para a baía), foi modificado. Agora, fala-se em construírem-se hotéis de luxo. Também sei que o povo fala muito e ainda espero que não seja verdade, mas depois de ver tanto culto pelo dinheiro, já pouco me espanta. Seria sem dúvida uma evidente falta de respeito pelos luandenses, pois não se começa um projecto para se mudar a meio do caminho, sem pedir satisfações a ninguém.<br />
<br />
Uns ousam falar, "esses prédios, isso tudo que estão é construir, é bom. É evolução!". Evolução?! Para quem? Todos esses condomínios de luxo com guardas e muros altos, são evolução para quem? Só se for para aqueles que já se encontravam num bom estado de "evolução", os ricos. Porque o pobre, tem de sair da praia do Bispo para ir para o Benfica numas casas sem condições, ou do Baleizão para o Cacuaco, apanhar umas 3, 4 horas de trânsito até chegar ao "serviço". Quem é que anda a pensar nesses? Não são cidadãos? Não podem fazer parte da "evolução"? De todos os edifícios que estão a construir na cidade de Luanda (há dezenas e dezenas), não vi UM que seja para o povo, ou se preferirem, estatal. Tudo é privado. TUDO. E quando se pergunta o preço de um desses apartamentos, são sempre números com pelo menos 6 zeros. Isso é muito zero. E não são Kwanzas. É triste ver essa realidade e é mesmo triste ver que mesmo com uma economia que cresce, com eleições à porta, em Angola continua a ser a lei do "quem pode, pode e quem não pode, se sacode."<br />
<br />
N'Manga<br />
<br /></div></description>
   <author>(R)EvolucaoEmAngola</author>
   <pubDate>Tue, 12 Aug 2008 02:48:23 +0200</pubDate>
  </item>
   <item>
   <guid>http://revolucaoemangola.blog.com/3488906/</guid>
   <title>Thomas Sankara</title>
   <link>http://revolucaoemangola.blog.com/3488906/</link>
   <description>Embora muitos de nós muitas vezes esqueçamos, Angola não está isolada. Angola faz parte dum continente. Esse continente tem uma História. E quando falo da História d'África não estou só a falar da Pré-História :"O primeiro homem apareceu em África". Não! Estou a falar duma História recente que infelizmente, nós em Angola nem sequer sonhamos que existe (pelo menos a geração mais nova). Penso que é indispensável olharmos à volta, olharmos para cada pais o nosso continente como se de nós mesmo se tratasse. Vamos ver diferenças, sim, mas também vamos ver muitas semelhanças. E olhando à volta, vasculhando na História dos nossos irmãos africanos, descobriremos Thomas Sankara. &#160;<br />
&#160;<br />
Thomas Sankara foi o presidente do Burkina Faso entre 1983-1987. Foi ele que mudou o nome do país, antes conhecido como Alto-Volta, para Burkina Faso: "Países de Homens íntegros". Aos 34 anos, tornou-se presidente através dum golpe de estado. Era um dos poucos líderes africanos a realmente fazer algo pelo seu pais. Iniciou uma luta contra a corrupção. Os ministros viram as suas regalias a bazar pelo ralo. Todos os ministros que tinham de viajar, viajavam em classe económica. Ele dizia: "Estando em classe executiva ou classe económica, todos descolam e aterram ao mesmo tempo". Fez campanhas massivas de vacinação para diminuir a taxa de mortalidade infantil, construiu escolas, estava empenhado na melhoria educação, da agricultura. Foi um dos primeiros presidentes a assumir uma preocupação ecológica, plantou milhões de árvores para impedir o avanço do deserto. Dirigiu também a reforma agrária de redistribuição de terras aos camponeses. Era também a favor da emancipação da mulher ( proibiu a excisão, deu cargos políticos a algumas mulheres, etc), fez campanhas de incentivo ao desporto, contribuiu enormemente para a valorização da produção natural (no que toca, por exemplo, ao algodão, todos os ministros e funcionários públicos eram OBRIGADOS a usarem roupa tradicional feita com algodão nacional).<br />
&#160;Sankara era abertamente contra o pagamento da dívida dos países africanos, dívidas estas que ele dizia que "sufocavam" o continente, e disse-o na cimeira dos países africanos, apelando a todos os países africanos a não pagarem.<br />
O seu regime revolucionário marcou-se por uma forte oposição da parte do poder tradicional (que ele marginalizava) e duma classe média pouco numerosa mas relativamente poderosa. Esses factores, agravados pelas tensões entre os radicais e os moderados, levaram ao seu assassinato durante o sangrento golpe de estado do 15 de Outubro de 1987.&#160; Foi assassinado pelo seu braço—direito e amigo de longa data Blaise Compraoré&#160; (que é até hoje, o presidente do Burkina), tendo este alegado que "ele traíra a revolução".<br />
Foi um presidente carismático que&#160; marcou uma época e encheu muitos africanos de esperança. Obviamente que o seu regime tinha os seus podres, mas as suas intenções eram louváveis e puras, das mais puras que houve em África até os dias de hoje, por isso é conhecido como o Che africano.<br />
Para relatar tudo que fez Sankara precisaria de muitas e muitas páginas. Tentei resumir em alguma linhas o que daria para escrever um livro, ou fazer um site.. Convido-vos, obviamente, a procurarem mais sobre ele, a pesquisarem. Foi pesquisando que&#160; cheguei à conclusão que é dum Sankara que Angola precisa, e infelizmente não acredito que sejam as eleições presidenciais de 2009 que nos trarão um...<br />
<br />
N'Manga<br /></description>
   <author>(R)EvolucaoEmAngola</author>
   <pubDate>Sat, 09 Aug 2008 16:26:23 +0200</pubDate>
  </item>
   <item>
   <guid>http://revolucaoemangola.blog.com/3137177/</guid>
   <title>Reportagem TVI : "Angola, um novo sonho"</title>
   <link>http://revolucaoemangola.blog.com/3137177/</link>
   <description>A reportagem que se segue, foi emitida na TVI em Portugal, há cerca de um ano.<br />
<br />
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   <author>(R)EvolucaoEmAngola</author>
   <pubDate>Wed, 21 May 2008 13:12:34 +0200</pubDate>
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   <title>Horror do vazio</title>
   <link>http://revolucaoemangola.blog.com/3117605/</link>
   <description>O texto que se segue foi escrito pelo Pepetela, um dos mais famosos escritores angolanos. Achamos interessante e pertinente publicá-lo, abrindo espaço ao debate de mais um assunto tão polémico como contemporâneo.<br />
<br />
<br />
"Sei que pode parecer repetitivo, mas afligem-me as megalomanias se<br />
apossando de algumas cabeças que assumem responsabilidades em relação<br />
a Luanda. Uns tantos acham que merecemos ter uma capital no estilo<br />
Singapura ou Hong Kong, com torres de quarenta andares (no mínimo) ao<br />
longo do mar. Não é forçosamente para amealhar umas comissões, como<br />
imediatamente pensam os nossos cérebros borrados de preconceitos,<br />
embora uns tantos aproveitem. Nada de novo, afinal: o mundo está cheio de<br />
processos por causa do imobiliário e o cinema e a literatura até já<br />
esgotaram o tema. O que me preocupa é muita gente estar sinceramente<br />
convencida que isso é que é bonito e assim é que será viver bem. Têm<br />
horror ao vazio que nas suas cabeças significa uma praça, um jardim, um<br />
parque, um desperdício de espaço que ficaria melhor com uma torre no<br />
meio (antes dizia-se arranha-céus, mas reconheço o exagero americano ao<br />
inventar o termo, porque os céus não têm costas, são da natureza dos anjos,<br />
e ninguém imaginaria um edifício a arranhar as costas de um anjo). Torre é<br />
melhor, lembra logo aquelas construções onde se enfiavam os prisioneiros<br />
para morrerem lentamente, como a célebre Torre de Londres, ou onde se<br />
aninhava o povo da Europa medieval para se defender de ataques. Torre<br />
sim, pois os seus utentes/prisioneiros vivem no medo de sair à rua, de viver<br />
a cidade, enclausurados e protegidos da miséria que espalham à volta de si.<br />
Queixamo-nos do trânsito na baixa da cidade (não só na baixa,<br />
sejamos justos) e nem sempre escapamos de lá cair, porque ali está<br />
concentrado mais de metade do capital financeiro e dos serviços do país. E<br />
querem fazer mais torres, para atrair mais gente e mais carros? Que as<br />
torres vão ter parques de estacionamento, dizem os defensores das ideias<br />
futuristas. O problema é entrar ou sair dos parques, porque as ruas estão<br />
atulhadas de carros. Claro que há uma solução do mesmo estilo: fazer as<br />
ruas da baixa com andares, género auto-estrada em fatias sobrepostas, ou<br />
até com viadutos por cima dos prédios, a arranharem as nuvens. Isso seria<br />
um arranhanço útil. E já agora peço, façam um túnel por baixo da baía ou<br />
uma ponte a ligar o bairro Miramar à Ilha, assim chegamos à praia em<br />
cinco minutos, como era há vinte anos atrás. Como de todos os modos a<br />
ideia geral é dar cabo da baía e da Ilha, também tanto faz, mais ponte<br />
menos ponte… Suponho também que já deve haver negociações para se<br />
tirar a Igreja da Nazaré do sítio onde está, a ocupar indevidamente um<br />
espaço nobre para mais uma torre. Uma pequena concessão não fica mal,<br />
mantém-se a igreja na cave do edifício. A História que se lixe, não foi a<br />
lição da destruição do palácio de D. Ana Joaquina? Então continuemos.<br />
Neste afã de ocupar todos os espaços, proponho também acabar com o<br />
prédio dos correios, bem feio e sem valor arquitectónico por sinal, e já<br />
agora com a praceta à sua frente, outro desperdício de espaço. E aquele<br />
compacto e azul edifício que serve a polícia? Um quarteirão inutilizado! A<br />
polícia pode ocupar um andar da nova torre. Com menos agentes, claro,<br />
para se fazer encolher o Estado, assim mandam os compêndios do<br />
liberalismo económico, nossa nova Bíblia.<br />
Problema que estamos com ele é que todas essas novas construções<br />
vão ter sérias infiltrações de água salgada, pois ali antes era mar. E o mar<br />
gosta de recuperar o que lhe roubaram, ainda mais agora com a previsão da<br />
subida dos oceanos, como em todas as conferências se apregoa. Vai ser<br />
lindo, com as fundações das torres a serem corroídas pelo salitre e os<br />
prédios a desabarem. Felizmente para eles, já não estarão cá os<br />
responsáveis nem os seus filhos. E os netos dos outros que se lixem."<br />
<br />
Pepetela</description>
   <author>(R)EvolucaoEmAngola</author>
   <pubDate>Thu, 15 May 2008 14:54:19 +0200</pubDate>
  </item>
   <item>
   <guid>http://revolucaoemangola.blog.com/3040783/</guid>
   <title>Ainda sobre o racismo</title>
   <link>http://revolucaoemangola.blog.com/3040783/</link>
   <description><p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center">“<font style="font-size: 11pt" size="2"><i>A academia ocidental e ocidentalizada</i></font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center"><font style="font-size: 11pt" size="2"><i>E sua estrutura medieval é incapaz de explicar</i></font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center"><font style="font-size: 11pt" size="2"><i>E entender a dor do não europeu</i></font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center"><font style="font-size: 11pt" size="2"><i>Assim as ciências humanas se mostraram</i></font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center"><font style="font-size: 11pt" size="2"><i>E se mostram preconceituosas</i></font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center"><font style="font-size: 11pt" size="2"><i>E racista por essência desde seus?!?”</i></font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center"><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2">Começo este devaneio com a</font> <font style="font-size: 11pt" size="2">fala</font> <font style="font-size: 11pt" size="2">acima pra mostrar e demonstração o meu primeiro e ponto de partida em relação à academia ocidental e ocidentalizada, que suas matrizes teóricas e pais fundadores de todas as áreas desde a Grécia antiga e Roma até</font> <font style="font-size: 11pt" size="2">os</font><font style="font-size: 11pt" size="2">nossos dias foram e são racistas, por este motivo é que afirmo ser um erro os povos não europeus insistirem em uma forma, modelo e estrutura quer</font> <font style="font-size: 11pt" size="2">teórica</font><font style="font-size: 11pt" size="2">quer estrutural para, constituírem suas “academias”. Não venho aqui afirmar e fazer figura de cabo eleitoral do contra em relação a esta academia. - pelo</font> <font style="font-size: 11pt" size="2">contrário, a</font> <font style="font-size: 11pt" size="2">partir de meu ponto de partida e ângulo de visão, como freqüentador dela, defendo que os</font> <font style="font-size: 11pt" size="2">não</font> <font style="font-size: 11pt" size="2">europeus (brancos de acordo a concepção eurocêntrico), devem freqüentar conhecê-la, estudá-la, desmascará-la e apresentarem uma nova configuração e alternativa a partir do ângulo do Outro (o não europeu).</font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2">Falar de racismo com certa propriedade ou pretensão de propriedade, pressupõe antes de tudo ser o homem letrado, treinado e preparado de acordo à instrução e modelo acadêmico eurocêntrico, o único capaz de realizar esta façanha. Quero deixar bem claro usando a celebre fala “só sei que nada sei” para expressar que não venho e nem tão pouco tenho a pretensão de esclarecer e chegar ao finito em relação ao objeto deste devaneio e sim trazer umas bases teóricas de forma a elucidar e clarear nossas mentes ávidas, pelo que li e vi apresentados neste meio e ferramenta de interação digital, que apenas sou um ser fugindo da minha própria ignorância.</font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2">A discussão, visão e estudo do racismo e sua interpretação, por parte da academia durante todo o séc. XX, foi de duas bases e pilares: o holocausto judeu e a escravidão do africano da chamada África preta fazendo parecer e transparecer que tal comportamento ser algo moderno e não milenar. Por este motivo os maiores defensores e disseminadores do racismo como, o conhecemos foram e são os intelectuais ou os formados e formadores de opinião, antropólogos, sociólogos, historiadores, psicólogos, biólogos, fisiologistas, físicos, químicos, economistas, etc. - com suas teorias e luta para uma manutenção de um</font> <font style="font-size: 11pt" size="2"><i>status quo</i></font><font style="font-size: 11pt" size="2">mundial.</font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2"><b>RAÇA</b></font><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify">“<font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2"><i>Num futuro muito próximo, em tempo medido em séculos, as raças civilizadas (brancos-europeus ocidentais) exterminariam as raças inferiores (os não brancos-europeus)”.</i></font></font><br />
<br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2"><i>Darwin</i></font></font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><a title="III-2" name="III-2" id="III-2"></a><a title="III-1" name="III-1" id="III-1"></a><a title="III" name="III" id="III"></a> <font face="Times New Roman, serif"><font size="3"><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">A primeira classificação dos homens em raças foi a</font></font> <font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">“Nouvelle division de la terre par les différents espèces ou races qui l'habitent”</font></font><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">("Nova divisão da terra pelas diferentes espécies ou raças que a habitam") de François Bernier, publicada em 1684. No século XIX, vários naturalistas publicaram estudos sobre as “raças humanas”, como Georges Cuvier, James Cowles Pritchard, Louis Agassiz, Charles Pickering e Johann Friedrich Blumenbach. Nessa época, as raças humanas distinguiam-se pela cor da pele, tipo facial (principalmente a forma dos lábios, olhos e nariz), perfil craniano e textura e cor do cabelo, mas considerava-se também que essas diferenças refletiam diferenças no conceito de moral e na inteligência, pois uma caixa cranial maior e ou mais alta representava um cérebro maior, mais alto e por conseqüência maior quantidade de células cerebrais).</font></font></font></font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2"><b>O Evolucionismo e teoria da evolução</b></font></font><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2">A teoria da evolução, também chamada evolucionismo, afirma que as espécies animais e vegetais, existentes na Terra, não são imutáveis. Em 1859, Charles Darwin publicou The Origin of Species (A origem das espécies), livro de grande impacto no meio científico que pôs em evidência o papel da seleção natural no mecanismo da evolução. Darwin partiu da observação segundo a qual, dentro de uma espécie, os indivíduos diferem uns dos outros. Há, portanto, na luta pela existência, uma competição entre indivíduos de capacidades diversas. Os mais bem adaptados são os que deixam maior número de descendentes.</font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2"><b>Origem das raças</b></font><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2">As mutações, as recombinações gênicas, a seleção natural, as diferenças de ambiente, os movimentos migratórios e o isolamento, tanto geográfico como reprodutivo, concorrem para alterar a freqüência dos genes nas populações de animais e são, assim, os principais fatores da evolução.</font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2"><br /></font></p>
<h2 class="western" style="margin-top: 0cm; margin-bottom: 0cm" align="justify"></h2>
<h2 class="western" style="margin-top: 0cm; margin-bottom: 0cm" align="justify"><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">Raça político - cientifica</font></font></h2>
<h2 class="western" style="margin-top: 0cm; margin-bottom: 0cm" align="justify"></h2>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3"><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">A definição de</font></font> <font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">raças humanas</font></font><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">é uma classificação de ordem social, onde a cor da pele e origem social ganha, graças a uma cultura racialista, sentidos, valores e significados distintos. As diferenças mais comuns referem-se à cor de pele, tipo de cabelo, conformação facial e cranial, ancestralidade e, em algumas culturas, a genética. O conceito de raça humana não se confunde com o de subespécie e com o de variedade, aplicados, a outros seres vivos que não o homem (embora humanos e animais estejam exatamente sobre o mesmo tipo de seleção genética, apesar das pomposas fachadas pseudo-civilizatórias). Em alguns casos utiliza-se o termo raça para identificar um grupo cultural ou étnico-lingüístico, sem quaisquer relações com um padrão biológico. Nesse caso pode-se preferir o uso de termos como população, etnia, ou mesmo cultura.</font></font></font></font></p>
<h2 class="western" style="margin-top: 0cm; margin-bottom: 0cm" align="justify"></h2>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3"><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">Em zoologia geralmente raça é um sinônimo de uma determinada subespécie, caracterizada pela comprovada existência de linhagens distintas dentro das espécies, portanto, para a delimitação de subespécies ou raças a diferenciação genética é uma condição essencial, ainda que não suficiente. Na espécie</font></font> <font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">Homo sapiens</font></font><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">- a espécie humana - a variabilidade genética representa 93 a 95% da variabilidade total, nos subgrupos continentais, o que caracteriza, definitivamente, a ausência de diferenciação genética. Portanto, inexistem raças humanas do ponto de vista bio-político matematicamente convencionado pela maioria, o que não significa que esta hipótese é 100% imutável, como de fato nada o é em ciência. No “Código Internacional de Nomenclatura Zoológica” (4ª edição, 2000) não existe nenhuma norma para considerar categorias sistemáticas abaixo da subespécie.</font></font></font></font><br />
<br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2"><b>Em biologia</b> (Long e Kittles, 2003).<br /></font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2">Conceito Referência Definição Essencialismo Hooton (1926) "A raça é a grande divisão do gênero humano, caracterizado como grupo por partilhar uma certa combinação de características derivadas da sua descendência comum, mas que constituem um vago fundo físico, normalmente obscurecido pelas variações individuais e mais facilmente apreendido numa imagem composta."</font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2"><b>População Dobzhansky</b> (1970)<br /></font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2">"Raças são populações mendelianas geneticamente distintas. Não são populações individuais nem genótipos específicos, mas consistem em indivíduos que diferem geneticamente entre si." Taxonomia Mayr (1969) "Raça é um agregado de populações fenotipicamente similares duma espécie, habitando uma subdivisão da área geográfica de distribuição da espécie e diferindo taxonomicamente de outras populações dessa espécie.” Linhagem Templeton (1998) "Uma subespécie (raça) é uma linhagem evolucionariamente distinta dentro duma espécie. Esta definição requer que a subespécie seja geneticamente diferenciada devido a barreiras à troca de genes que persistiram durante longos períodos de tempo, ou seja, a subespécie deve ter uma continuidade histórica, para além da diferenciação genética observada”.</font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2"><b>ETNIA/ O OUTRO</b></font><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2">Uma etnia ou um grupo étnico é, no sentido mais amplo, uma comunidade humana definida por afinidades lingüísticas e culturais e semelhanças genéticas. Estas comunidades geralmente reivindicam para si uma estrutura social, política e um território. A palavra etnia é usada muitas vezes erroneamente como um eufemismo para raça, ou como um sinônimo para grupo minoritário.<br /></font><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2"><b>Raça X Etnia</b><br />
<br />
Embora não possam ser considerados como iguais, o conceito de raça é associado ao de etnia. A diferença reside no fato de que etnia também compreende os fatores culturais, como a nacionalidade, a afiliação tribal, a religião, a língua e as tradições, enquanto raça compreende apenas os fatores morfológicos, como cor de pele, constituição física, estatura, traço facial, etc.</font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2"><br /></font><font style="font-size: 11pt" size="2"><b>Etnologia</b></font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3"><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">A palavra "etnia" é derivada do grego</font></font> <font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2"><i>ethnos</i></font></font><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">, significando "povo". Esse termo era tipicamente utilizado para se referir, a povos não-gregos, então também tinha conotação de "estrangeiro". No posterior uso Católico-romano, havia a conotação adicional de "gentio". A palavra deixou de ser relacionada com o paganismo em princípios do Século XVIII. O uso do sentido moderno, mais próximo do original grego, começou na metade do Século XX, tendo se intensificado desde então.</font></font></font></font><br />
<br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm"><b>RACISMO</b><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3"><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">O</font></font> <font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">racismo</font></font><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">é a crença do pensamento, ou do modo de pensar em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas e superiores umas às outras. Onde existe a convicção de que alguns indivíduos e sua relação entre características físicas hereditárias, e determinados traços de caráter e inteligência ou manifestações culturais, são superiores a outros. O racismo não é uma teoria científica, mas um conjunto de opiniões pré-concebidas onde a principal função é valorizar as diferenças biológicas entre os seres humanos, em que alguns acreditam ser superiores aos outros de acordo com sua matriz rácica. A crença da existência de raças superiores e inferiores foram, utilizado muitas vezes para justificar a escravidão, o domínio de determinados povos por outros, e os genocídios que ocorreram durante toda a história da humanidade.</font></font></font></font><br />
<br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2"><b>Preconceito</b></font><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3"><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">Preconceito</font></font><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória contra pessoas ou lugares diferentes daqueles que consideramos</font></font> <font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">nossos</font></font><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">. Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém ao que lhe é diferente. As formas mais comuns de preconceito são: racial e etnocentrismo, sexual:</font></font> <font face="Arial, sans-serif">sexismo</font><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">, machismo e</font></font> <font face="Arial, sans-serif">femismo</font><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">,</font></font> <font face="Arial, sans-serif">lingüístico</font><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">, homofobia,</font></font> <font face="Arial, sans-serif">transfobia</font><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">e heterossexismo, xenofobia,</font></font> <font face="Arial, sans-serif">discriminação</font><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">, chauvinismo, social, estereótipo e intolerância.</font></font></font></font><br />
<br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2"><b>Genótipo X Fenótipo</b></font><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2">É a constituição genética de um individuo e o fenótipo é a expressão observável de um genótipo como um caráter morfológico, bioquímico ou molecular.</font> <font style="font-size: 11pt" size="2">Fenótipo</font><font style="font-size: 11pt" size="2">são as características visíveis de um indivíduo ou organismo, que são definidas pela expressão do seu genótipo (isto é, do seu patrimônio hereditário), somada à influência exercida pelo meio ambiente.</font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm"><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="3"><b>O racismo histórico</b></font><br />
<br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2"><b>Os textos sagrados</b></font><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2">Encontrámos</font> <font style="font-size: 11pt" size="2">evidências</font><font style="font-size: 11pt" size="2">claras da existência do que podemos chamar de proto-racismo. No mais antigo texto da trilogia dos livros sagrados indianos os “Veda” a raça preta é apresentada em duplo contexto o conflito e o maléfico, o Rig-Veda composto entre 1000 e 500 a.c demonstra a impossibilidade de sustentar uma tese de que o racismo era um fenômeno desconhecido na antiguidade. Encontramos nestes textos autodenominações de “tribos” leucodérmicas invasoras procedentes do sul do Irã e da Ásia central os ária ou arri (os de pele nobre) e seus oponentes os pretos dravidianos são designados globalmente por dasyu (denominação coletiva de preto) ou anasha (gente de nariz chato).</font><br />
<br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2">Assim o Rig-Veda relata que Indra líder dos invasores arianos, transformado em semi-Deus ordenou seus súditos guerreiros para “destruir” o dasyu” e eliminar a pele preta da face da terra. Neste texto a descrição de combates entre os brancos e os autóctones os pretos em uma “luta entre a luz e as trevas”. Da mesma forma encontramos referencias ligadas a conflitos e malefício nos demais textos sagrados, a bíblia, o alcorão, a torá entre outros.</font><br />
<br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2">A Bíblia, o livro de judeus e cristãos, não condena a escravatura. Quanto ao racismo, as posições são mais equívocas. O Cristianismo, por exemplo, defendia inicialmente que todos os homens eram filhos de um mesmo Deus não se distinguindo quando à sua natureza, mas sim quando à sua condição social. Maomé, o profeta do Islamismo, não condenou a escravatura, possuindo e comercializando inclusive escravos. Fato que tendeu a favorecer a aceitação da escravatura entre os muçulmanos. Em todo o caso estes não reconhecem distinções raciais, mas apenas religiosas.</font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2"><b>Grécia-Roma “Europa, Norte de África Oriente Médio e Ásia meridional”.</b></font><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2">Gregos e romanos entre os povos antigos, sabe-se que foram profundamente xenófobos, tiveram seus alicerces na explicação distintas do ser humano entre inferior e superior, bárbaros e civilizados e os que nasceram para serem escravos e os que nasceram para serem livres, e todo estrangeiro era chamado de bárbaro e assim constituíram suas sociedades</font> <font style="font-size: 11pt" size="2">baseadas</font><font style="font-size: 11pt" size="2">na escravidão do Outro. Assim podemos encontrar em várias obras e pensamento destes povos a ideia fundamentada sobre o racismo o que mostra que para os gregos e romanos tanto a natureza quanto a inteligência humana</font> <font style="font-size: 11pt" size="2">era definida</font> <font style="font-size: 11pt" size="2">abertamente segundo critérios baseados no fenótipo em obras como a Ilíada de Homero referências sobre o racismo entre a cor clara “xantus” e a cor preta “melantus”,</font> <font style="font-size: 11pt" size="2"><u>em</u></font> <font style="font-size: 11pt" size="2">Aristóteles sua fisionômica, (procedimento que baseado na observação da anatomia e no fenótipo que conjugado dariam uma visão da personalidade humana).</font><br />
<br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2">E a partir destes princípios que as características dos africanos foram frequentemente catalogadas de maneira negativa à medida que a disciplina cientifica se desenvolvia e se desenvolveu é racialmente determinada fixando qualidades e defeitos morais do ser humano segundo fenótipo segundo o qual a cor demasiada preta seria a marca dos covardes e a cor rosada naturalmente enunciada as boas disposições o que leva a designação genérica do africano como “etiop” cara queimada”, o que desconstrói a idéia de que o racismo é um fenómeno moderno a partir do processo de escravidão do africano pelo europeu. Na antiga Grécia foi criada um pensamento que caracterizava o Outro como o monstruoso ou as “raças monstruosas” porque imaginavam existir em lugares distantes (África/Egipto e Etiópia, Índia) raças ou povos com características monstruosas (pessoas com cabeça de cachorro (cynocephali); sem cabeça (blemmuae); com apenas uma perna (sciopods); canibais (antropophagi); pigmeus e raça de mulheres de apenas um único seio, encontramos essas evidências claras na obra do antigo escritor romano Plínio “ A Historia Natural”. Pensamento criado para justificar as teorias sobre a influência climática, pressupondo que as pessoas que habitavam lugares extremamente frios ou quentes não poderiam ser consideradas totalmente humanas.</font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><br />
“<font style="font-size: 11pt" size="2">Quem acreditaria nos etíopes antes de</font> <font style="font-size: 11pt" size="2">vê-los</font><font style="font-size: 11pt" size="2">?”</font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2"><b>Plínius</b></font><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2">Na Antiguidade Clássica houve grandes debates sobre a escravatura, nomeadamente se escravos eram-nos por natureza (tese racista) ou por condição social. No primeiro caso partia-se do princípio que tinham uma natureza diferente dos outros seres humanos; no segundo caso, a sua natureza era idêntica, mas o que mudava era apenas a sua condição social, devido às causas mais diversas (guerras, dívidas, raptos, etc). Na antiga Grécia, filósofos como Platão e Aristóteles (séc.IV e III a.c.), procuraram fundamentar a escravatura em aspectos particulares da natureza humana dos escravos. A sua argumentação racista que estava, contudo longe de ser aceite. A escravatura era em geral entendida como um ato de violência do mais forte sobre o mais fraco.</font><br />
<br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2">Em resumo, podemos dizer que até ao fim da Idade Média, admitia-se que todos os homens podiam ser livres ou escravos, não estando esta condição inscrita na sua natureza. A discriminação era justificada por diferenças culturais, e, sobretudo por diferentes condições sociais entre os indivíduos.</font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center"><a title="Formas_de_racismo" name="Formas_de_racismo" id="Formas_de_racismo"></a><a title="Origens" name="Origens" id="Origens"></a> “<font style="font-size: 11pt" size="2"><i>A pior herança dos povos africanos</i></font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center"><font style="font-size: 11pt" size="2"><i>Do período de cativeiro físico e agora mental</i></font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center"><font style="font-size: 11pt" size="2"><i>É a programação cognitiva que ate hoje os mata?!?”</i></font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2"><b>O Racismo Moderno</b></font><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3"><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">As primeiras concepções racistas modernas surgem na Espanha, em meados do século XV, em torno da questão dos judeus e dos muçulmanos. Até então os teólogos católicos limitavam-se aqui a exigir a conversão ao cristianismo dos crentes destas religiões para que pudessem ser tolerados. Contudo, rapidamente colocam a questão da “limpieza de sangre” (limpeza de sangue). Não basta convertê-los, “limpando-lhes a alma”, era necessário limpar-lhes também o sangue. Só que chegaram à conclusão que este uma vez infectado por uma destas religiões, permaneceria impuro para sempre. E a religião determinava a raça e vice-versa.</font></font></font></font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3"><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">No século XVI esta concepção é estendida aos povos africanos de pele preta e os das Américas. Nenhuma conversão ou cruzamento destas raças, afirma o espanhol Frei Prudêncio de Sandoval, é capaz de limpar a sua natureza inferior e impura. A única cura possível, nestes casos, era o extermínio. Ainda no século XVI, surge em França uma nova concepção racialista retomada por outros ideólogos racistas mais recentes, ate o século XVII, tanto um branco como um preto podiam ser vendidos como escravizados.</font></font></font></font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2"><b>Teorias Racistas Contemporâneas</b></font></font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3"><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">As teorias contemporâneas racistas surgem no século XVIII. Os cientistas do tempo esforçaram-se por identificar e classificar as diferentes raças. Umas foram consideradas inferiores (em especial a raça preta africana) e apenas uma foi assumida como superior (a raça branca européia), e a escravidão passou a ser recusada entre brancos, mas aceitável para os pretos.</font></font></font></font><br />
<br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3"><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">No século XIX, as teorias racistas conhecem um enorme desenvolvimento. Superioridade da raça “ariana”. Em 1854, o diplomata francês Arthur de Gobineau publicou um livro acerca da “Desigualdade das raças Humanas”, onde defendia que a raça “ariana” era superior a todas as outras, embora contivesse algumas “impurezas” devido a misturas com raças inferiores. Em 1899, o germano-inglês H.S.Chamberlain, publica um livro onde defendeu que a raça “ariana”, conduzida pelos povos germânicos, haveria de salvar a civilização cristã européia do seu inimigo, o “judaísmo”. Com base nesta idéia se desenvolverá na Alemanha, as teorias racistas que</font></font> <font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">Adolf</font></font><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">Hitler (morto em 1945) fora o seu principal executor e que levou ao extermínio e a escravização das raças consideradas “inferiores” (judeus, árabes, pretos, ciganos, etc) e outros seres humanos considerados degenerados (homossexuais, deficientes, etc).</font></font></font></font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3"><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2"><br /></font></font><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2"><b>Darwinismo Social</b></font></font></font></font><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font face="Times New Roman, serif"><font size="3"><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">A teoria sobre a geração e evolução das espécies de Charles Darwin, trouxe elementos novos para a fundamentação da desigualdade entre os homens. Com base nestas idéias originou-se o chamado darwinismo social que defendia o direito natural dos mais “fortes”, governarem os mais “fracos”. No século XIX houve uma tentativa científica para explicar a superioridade racial através da obra do conde de Gobineau, intitulada</font></font> <font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">Essai sur l'inégalité des races humaines (Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas)</font></font><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 11pt" size="2">. Nesta obra o autor sustentou que da raça ariana nasceu a aristocracia que dominou a civilização européia e cujos descendentes eram os senhores naturais das outras raças inferiores. As últimas descobertas sobre o DNA foram concludentes sobre a falsidade deste tipo de argumentos o que não amputa seu caráter político-social.</font></font></font></font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2"><b>OBS:</b></font><font style="font-size: 11pt" size="2">Este é sem conclusão porque ainda pretendo escrever a questão especifica olhando Angola como Objeto.</font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center"><a title="Racismo_e_xenofobia" name="Racismo_e_xenofobia" id="Racismo_e_xenofobia"></a> “<font style="font-size: 11pt" size="2"><i>O processo de dês-civilização do homem preto</i></font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: center"><font style="font-size: 11pt" size="2"><i>É o caminho para real libertação?!?”</i></font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2"><b>Referências</b></font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2">Racismo e Sociedade “novas bases epistemológicas para entender o racismo” - Carlos Moore</font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2">Testemunha ocular “historia e imagem” - Peter Burke</font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2">Etnia e Nacionalismo na Europa de hoje - Eric Hobsbawm</font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2">Nações e Nacionalismo Desde 1780 Programa, Mito e Realidade -</font> <font style="font-size: 11pt" size="2">Eric Hobsbawm</font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2">O guru, o iniciador e outras variações antropológicas - Fredrik Barth</font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2">Comunidades Imaginadas - Reflexões sobre a origem -</font> <font style="font-size: 11pt" size="2">Benedict Anderson</font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2">www.</font><font style="font-size: 11pt" size="2">wikipedia</font><font style="font-size: 11pt" size="2">.org</font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><br /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify"><font style="font-size: 11pt" size="2"><b>Por: Nkuwu-a-Ntynu Mbuta Zawua</b></font></p></description>
   <author>(R)EvolucaoEmAngola</author>
   <pubDate>Thu, 24 Apr 2008 01:56:26 +0200</pubDate>
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   <title>Vida humana: 3 -$500</title>
   <link>http://revolucaoemangola.blog.com/2967878/</link>
   <description>Ao contrário do que muitos podem pensar, não sou daqueles que criticam Angola "só porque sim". A cada análise critica que faço (certa ou errada) do meu Pais, uma onda de vergonha invade a minha alma. E ultimamente, a vergonha é um sentimento que predomina em mim. Vergonha de ver que no meu Pais, a vida humana não tem valor. O que aconteceu em Luanda no passado dia 29 de Março é o fruto duma negligência aberrante por parte dos governantes (e não só) e é sem dúvida o reflexo do desleixo "Satânico" em tudo que se faz nesse Pais. Esse desleixo tem um preço que nem o Bill Gates pode pagar: vidas humanas.<br />
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O desabamento do prédio da DNIC resultou na morte de 30 pessoas: 10 mulheres, uma criança e 19 homens. A criança de 3 meses estava lá para ser amamentada pela sua mãe. Já tinham sido feitos vários avisos: relatórios punham em evidência o eminente desmoronamento do edifício, mas mais uma vez, a filosofia do "deixa andar" e do "a maka não é minha" foi mais forte do que a convicção que vidas podiam ser perdidas. Essa negligência que se vê em TUDO que se faz em Angola, desde o respeito (inexistente) pelas regras de segurança rodoviária, até à postura de médicos ,que deviam ser os primeiros a reconhecer o valor duma vida humana, mas deixam morrer pacientes que não corriam risco de vida. Essa negligência que ataca "os mais fracos", aqueles que não tomam as decisões mas que sofrem as consequências das mesmas, porque são esses que vão perder a vida, são esses cujas vidas não têm valor. Esses "Zé-ninguém" serão sempre vítimas desse desleixo de uns e outros. A queda do edifício não me surpreendeu, pois há muito que lido com essa negligência "angolana". A minha consciência estava prevenida. Contudo, não posso nunca ficar insensível à morte de pessoas, é inadmissível.<br />
<br />
Não estou a criticar só o Governo, critico também a postura de TODOS nós, que entramos no "esquema" e fazemos exactamente o mesmo. Já estamos tão habituados com a expressão "Fazer mais como então?!" que já nada nos parece aberrante e adoptamos a mesma postura de negligência ao fecharmos a boca quando devíamos abri-la. Não é porque "foi sempre assim" que devemos continuar a encolher os ombros e chorar a desgraça. Chega. Rico ou pobre, preto, branco, ou mulato, não interessa. Todos têm o direito à vida, e ela não pode, nem deve, estar sujeita aos caprichos ou à preguiça de uns.<br />
<br />
Que esta desgraça acorde certas pessoas...<br />
Que a morte de uns, salve a vida de outros.<br />
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N'Manga</description>
   <author>(R)EvolucaoEmAngola</author>
   <pubDate>Mon, 07 Apr 2008 23:17:11 +0200</pubDate>
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   <title>Capitalismo angolano</title>
   <link>http://revolucaoemangola.blog.com/2837385/</link>
   <description>O seguinte artigo foi publicado pelo jornal de Angola, na edição de 25 de Fevereiro de 2008. Decidimos publicá-lo porque achamos ser um artigo&#160; interessante na medida em que faz uma análise da "nova" sociedade angolana e vai ao encontro de tudo aquilo que temos discutido aqui no blog.<br />
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<font face="Arial" size="2">O capitalismo angolano entre o presente e o futuro</font> <font face="Arial" size="2">O velho Marx dizia (cito de cor): - "Historicamente, o capitalismo nasceu com as mãos sujas de sangue". A frase pode parecer exagerada, mas basta lembrar os desenvolvimentos das revoluções burguesas na Europa para confirmá-lo. Para aqueles que acham que "ler muito atrapalha as ideias", recomendo um western qualquer, para apreciarem como nasceu o grandioso capitalismo americano.<br />
Como é que o capitalismo angolano está a nascer? Qual o seu futuro imediato? Nos outros países, há livros sobre o surgimento do capitalismo e como se formaram as grandes famílias burguesas que até hoje controlam o respectivo poder. Por todas as razões, ainda é cedo para surgir um livro desses acerca da burguesia angolana nascente. Seja como for, gostaria de deixar aqui alguns contributos para algum estudioso que esteja interessado em escrevê-lo.<br />
Com efeito, acho que já é possível, pelo menos, identificar os passos principais que a burguesia angolana emergente seguiu para se transformar, gradualmente, naquilo que é hoje: um grupo altamente restrito e endinheirado, com um apetite incontrolável e uma forte tendência para o exibicionismo e a arrogância, que está mais preocupado com os seus negócios do que com os problemas da sociedade, possuidor de um discurso nacionalista, mas que confunde cultura nacional com o "Caldo do Poeira" e, além disso, não hesita em aliar-se a interesses estrangeiros, para melhor prosperar.<br />
Como aconteceu em outros países pós-coloniais, a formação dessa classe (ou é melhor dizer grupo?) teve (tem) de ser feita à sombra e com o apoio do Estado. Os raros capitalistas que sobreviveram à aventura socialista de 1975 eram de origem europeia ou seus descendentes; de resto, mais ninguém herdou nada de ninguém, pelo que, quando a aventura socialista foi dada por encerrada, só havia uma forma de enriquecer: via Estado.<br />
Assim, o primeiro passo foi lançar mão da estratégia das comissões. O segundo foi adquirir o património estatal a preços irrisórios. O terceiro foi a especulação cambial, enquanto durou a taxa de câmbio "administrativa". O quarto foi usar informação privilegiada. O quinto foi utilizar as posições ocupadas no aparelho administrativo para fazer negócios consigo mesmo, assim como exigir participações em projectos apresentados por terceiros, pedir propinas para viabilizar esses projectos ou, pura e simplesmente, desviá-los e fazê-los em nome próprio ou de "testas-de-ferro".<br />
Talvez com a excepção da especulação cambial, as outras "ferramentas de capitalização", digamos assim, continuam a ser utilizadas. Graças a elas, formou-se um grupo restrito, mas poderoso, que estende os seus tentáculos a praticamente todas as áreas de actividade.<br />
O capitalismo angolano não poderia nascer de outra maneira. Do ponto de vista histórico, não há capitalismo higiénico. Daí, por conseguinte, as histórias de vigarices, trapaças, tráfico de influências e outras, que circulam nas conversas de bar, nas tertúlias, nos encontros familiares, nas farras ou nos óbitos (é aí onde os angolanos fazem a política real e não nas instâncias de tipo ocidental que, como todos os outros países periféricos, fomos forçados a adoptar).<br />
Entretanto, a fase de acumulação primitiva de capital por parte do grupo que controla o poder efectivo em Angola está virtualmente concluída. Dois sinais apontam nesse sentido: a criação do Banco Angolano de Desenvolvimento – que é, assumidamente, uma tentativa política e financeira de criar uma classe empreendedora nacional alargada e com critérios mais ou menos democráticos e racionais, uma vez que o núcleo dominante da burguesia emergente está praticamente formado – e a entrega da gestão dos seus negócios, por parte desse núcleo, aos seus filhos e sobrinhos, muitos deles cursados no exterior, em especialidades escolhidas "estrategicamente".<br />
O que esperar, assim, do futuro imediato do capitalismo angolano? A avaliar pela "pose" dessa nova geração – entre os 30 e 40 anos de idade – que começa a gerir os negócios dos seus antecessores, não estou muito optimista. Jovens cuja primeira ambição é ser milionários, que andam todos os dias de fato preto, gravata encarnada e óculos escuros, gostam de "estilar" de Hummer e acham que a juventude angolana é só aquela que sabe o que é "tchilar" e frequenta o Miami Beach fazem-me ficar preocupado com os meus filhos mais novos e os meus (futuros) netos.</font><br />
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João Melo</description>
   <author>(R)EvolucaoEmAngola</author>
   <pubDate>Sat, 08 Mar 2008 11:19:21 +0100</pubDate>
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   <guid>http://revolucaoemangola.blog.com/2761877/</guid>
   <title>Racismo: parte I</title>
   <link>http://revolucaoemangola.blog.com/2761877/</link>
   <description><img src="http://amadeo.blog.com/repository/975759/2922803.png" align="middle" /><br />
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No decorrer dos meus estudos em psicologia social e das organizações, estudei bastante preconceitos e estereótipos. Estou certo que o tema do racismo é detentor de um estatuto lendário dentro de ambos os conceitos. Ainda assim não sou sociólogo nem antropólogo portanto não me vou estender muito sobre os aspectos científicos do racismo, a sua génese ou definição. Todos sabemos o que é, mesmo que não consigamos colocá-lo em Palavras. Todos já o sentimos ou perpetramos actos que se podem chamar de racistas.<br />
<br />
Antes de me debruçar sobre Angola especificamente acho que faz mais sentido, dar a minha perspectiva daquilo que é o racismo e os passos que nos levam até lá. “O RACISMO É INEVITÁVEL”, a frase é certamente controversa, e analisada a superfície pode chocar. Mas aprendi que o nosso processo cognitivo, ou a forma como processamos a informação do mundo exterior é feita a partir de selecção e redução da informação, ou seja há tanta informação no mundo que é impossível conhecermos tudo, portanto seleccionamos a maior parte das coisas que sabemos e reduzimos aquilo que não podemos conhecer a partir da experiência prática com abstracções, para depois categorizarmos as coisas, ou seja, fazer com que elas façam sentido na nossa cabeça. E aí é que entram os estereótipos, que são precisamente a análise redutora de um grupo, nós percepcionamos o mundo e as coisas de uma forma necessariamente redutora pela quantidade massiva de informação que existe. Lógico que temos a capacidade de ser experts e conhecer com mestria fenomenal as coisas que nos interessam, mas tudo o resto vem em caixas de categorias, reduções e estereótipos.<br />
Por exemplo, eu nunca fui à China, mas a noção que tenho é que os Chineses são baixinhos, bons no karaté, têm olhos rasgados, comem bué de arroz branco e que são colectivistas e trabalhadores. Assim como é essa a noção que qualquer um de vocês tem, porque há precisamente esse estereotipo, essa redução inevitável da realidade, por serem esses os dados do chinês em media. Esta linha de argumentação, diz-nos que os estereótipos ou redução de informação sobre determinado grupo ou categoria é inevitável portanto, nesse contexto “O RACISMO É INEVITÁVEL”. Todos nós somos racistas quando na bifurcação preferimos andar no lado da rua do casal caucasiano ao invés de irmos para o lado onde repousam os manos de pele escura, tu és racista quando te ris das anedotas do Fernando Rocha, eu sou racista quando um cigano vem ter comigo e dou por mim a abanar a cabeça em negação a negar trocos sem que o mesmo sequer tenha aberto a boca. A redução da realidade e inevitável.<br />
O que não nos podemos esquecer numa abordagem mais filosófica e das coisas mais bonitas que há neste planeta. A singularidade das coisas, das pessoas. As pessoas não são grupos ou categorias são pessoas, cada um e apenas 1 e só independentemente da raça, religião cor dos olhos que partilhe com determinado grupo. O Yao Ming é chinês, assim como há bué de chineses que não gostam de arroz. Eu sou Angolano e não gosto de funge. A atitude e forma como sentimos percepcionamos um mambo, o comportamento e a manifestação da atitude. Temos de treinar a nossa atitude, e mudar o nosso comportamento em relação ao racismo. Os estereótipos estão lá, mas devem servir como uma luz, uma pista não como uma sentença ou dado adquirido. É estúpido fingir que os estereótipos não existem para evitar ser-se racista, mas é mais estúpido ainda ignorarmos a individualidade de alguém, para ser-se racista e tentar confirmar um estereotipo reduzindo-nos a ignorância.<br />
O Brasil é dos países mais ricos e diversos culturalmente que já vi, e ao mesmo tempo o pais mais racista que já vi. Angola é dos países mais ricos e diversificados que África possui e ainda assim sofre severamente de racismo. Os critérios de entrada na discoteca, são dos que mais gosto para exemplificar os estereótipos, mesmo porque já fui vitima deste exemplo varias vezes. Os estrangeiros(brancos/mulatos) têm dinheiro<br />
Logo são os candidatos naturais para entrarem nas discotecas, porque consomem muito e são civilizados. Segundo esta lógica, quem é proveniente de Angola provavelmente não tem emprego, ou seja é pobre e não vai consumir e não tem educação, ou seja é marimbo e vai provocar lutas e partir os bens da propriedade. Faz sentido, portanto o que os porteiros das discotecas fazem, todos escuros e grossos (e cá estou eu a estereotipar dentro da explanação do estereotipo) é deixar passar todos os claros e banir todos os escuros que não são celebridades, se é que se pode dizer que Angola tem tal coisa. Não interessa a forma com que essa pessoa se apresenta, se esta bem vestida, se apenas se quer divertir como os estrangeiros. O que interessa é a cor. Portanto toca a ser racistas, e mais triste ainda, legitimar mais direitos de entretenimento aos estrangeiros do que a ti, é como se esses porteiros estivessem a dizer: “Olá estrangeiro entra na minha casa, dorme na minha cama que eu durmo no chão, bebe a minha capuca que eu bebo agua, come o meu funge que eu passo fome e não te esqueças de f**** a minha bela mulher enquanto eu fico sem nada,” e a desvirtuação do ditado “a minha casa é a tua casa” para “a minha casa deixa de ser a minha casa e passa a ser a tua casa”. Como estes casos de racismo há muitos outros. O clássico complexo de superioridade dos mulatos em relação aos negros. A redução ilusória que os negros fazem, já vi muitos e muito bem formados, a argumentarem que os mulatos é que são detentores do poder e capital, quando não é verdade e assim. O habito dos negros e mulatos Angolanos serem racistas com os brancos muitas vezes sem fundamento, o que por ser uma tema sensível pode-se justificar. O que não se justifica é o racismo para com os chineses da mesma forma que os portugueses foram racistas connosco quando trabalhámos lá. Muitos dos casos que originam racismo são reais, mas não são regras, cada individuo é singular, tem livre arbítrio e o seu carácter não deve ser automaticamente categorizado e rotulado pela raça ou grupo a que pertence. Temos de descobrir quem somos e como queremos ser vistos pelos outros. Aprender com o Ruanda com o Quénia, é ver o que é que o ódio pela diferença trouxe a essas pessoas. Pensem nisso Angolanos, o futuro do mundo passa pela globalização pela capacidade de nos relacionarmos e negociarmos com outras culturas. Se não nos conseguimos relacionar connosco como é que vamos sobreviver no mundo globalizado?<br />
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Salvamarte<br />
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Branco ou mestiço? Perguntou-me a senhora que estava a preencher o formulário do meu bilhete de identidade. Branco, mestiço e negro são as 3 raças que podem ser colocadas no bilhete de identidade Angolano. Alguém muito ingénuo poderia dizer, "não existe racismo em Angola". E eu responderia a essa pessoa : olhe para o bilhete de identidade, e veja a prova mais que oficial como o nosso pais é um pais racista e que fomenta o racismo.<br />
<br />
Motivos por ser um pais racista? São dos mais diversos, sendo a colonização para mim o "motivo base" do racismo em Angola, e em todos países do Mundo. Todos países do mundo? Sim, todos os países do mundo! A colonização não resultou só na exploração e ocupação de um povo, mas também resultou na "migração" desse povo durante anos e anos. Os que foram ocupados e explorados fora misturados como é o caso de Angola. Misturados coisa que não aconteceu muitos com os outros países colonizadores, sendo Portugal o mais "mente aberta" quando se tratava de "conhecer" melhor o povo ocupado. E os que colonizavam e que são muitos deles conhecidos como países do primeiro mundo hoje em dia, não estavam contentes por terem sobre sua guarda os povos explorados, portanto resolveram começar a "trazê-los" para os seus países "super-desenvolvidos" onde o ser humano não era um "selvagem",mas sim um "civilizado". Isto tudo mesmo com o fim da escravatura e da colonização deixou marcas e vestígios enormes na nossa sociedade.<br />
<br />
O "branco" hoje é olhado de lado, porque lembra os tempos da colonização e vai passar o resto da vida dele a ouvir : "vai lá p'ra tua terra seu branco de m****!!!" O mesmo "branco" ira olhar de lado para os "mestiços" e "negros", porque ainda carrega com ele inconscientemente o pensamento colonialista, onde ele é o civilizado, e os outros são um bando de selvagens que tão a destruir o pais. O "mestiço", é olhado de lado pelas outras duas "facções" porque cometeu o erro de ficar no meio, quem mandou ficar em cima do muro? E olha de lado os outros, porque se acha superior ao "negro" mas não se sente suficientemente respeitado pelo "branco". E finalmente o "negro" e olhado de lado porque sempre foi considerado inferior e o que tinha de ser "assimilado". E também olha de lado os outros dois grupos porque um ("mestiço") ta em cima do muro e o outro ( "branco") não ta na terra dele. E assim nos encontramos neste ciclo VICIOSO que fomentamos claramente em documentos oficiais.<br />
Hum..e já me esquecia, a resposta que eu dei a senhora que tratava do bilhete foi : EU SOU ANGOLANO!! e ela deu-me um bom xoxo à moda da terra e escreveu RACA: MISTA.<br />
<br />
Paz,<br />
Mukuolua Kinamatos<br /></description>
   <author>(R)EvolucaoEmAngola</author>
   <pubDate>Fri, 22 Feb 2008 00:30:39 +0100</pubDate>
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